<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811</id><updated>2012-02-16T09:11:54.548-02:00</updated><title type='text'>Adoro melancia</title><subtitle type='html'>Blog-terapia da jornalista Gabriela Mazza. Através de crônicas do dia a dia, o Adoro Melancia serve como um divã-virtual para fazer da vida uma deliciosa viagem cotidiana.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>116</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-2873850891027308415</id><published>2011-12-31T01:15:00.002-02:00</published><updated>2011-12-31T01:24:43.983-02:00</updated><title type='text'>Carta para 2011</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-3snxF_8RFO4/Tv5_aUTqXRI/AAAAAAAAAOo/nLnLS-F65d4/s1600/2011.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5692127069147389202" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-3snxF_8RFO4/Tv5_aUTqXRI/AAAAAAAAAOo/nLnLS-F65d4/s320/2011.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; Eu queria tanto me despedir de ti 2011, mas agora chegamos aqui e não consigo te dizer adeus. Cá estamos nós, os dois na estação. Plataforma vazia, só eu e tu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trem já vai partir. Não consigo te pedir que vás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei os últimos dias dizendo a todos o quanto tu fosses difícil. Dor, saudade, lágrimas, cinza, medo. Vontade de te ver de longe, nas lembranças do passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu estava sendo injusta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje me dei conta do equívoco, e em tempo peço desculpas. Minha filha teve saúde e descobriu o mundo das letras. Eu tive bastante trabalho, ganhei novos amigos e revi alguns velhos conceitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tua metade guarda meus últimos momentos com meu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, tu és o meu tesouro mais valioso de memória afetiva. Na outra metade a sensação de perda me ensinou muitas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreendi que na dor o tempo é um aliado. Um ombro amigo é um bálsamo. E as lágrimas limpam angústias e medos. Lubrificam a alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi que para um inverno implacável, o melhor lugar é um colo de mãe. Na vida à dois o melhor caminho é sempre a verdade. E a melhor escolha é sempre a que te fizer sorrir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendi que perdoar é difícil. Que mesmo querendo fazer, é preciso ter força. É necessário abri mão um pouco de nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso meu querido 2011, acabei me apegando a ti. A esse mundo de lições que me ensinasses, mesmo sem eu saber que estava aprendendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado pelas dores, saudades e verdades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa nossa despedida singela, quero acima de tudo te dizer o quanto valeu a pena. Não sou mais a mesma pessoa que brindou o reveilon passado. Tenho certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida mudou. Eu mudei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de nosso abraço final, quero te fazer um pedido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que teu amigo 2012 nos traga mais chegadas do que partidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado, e siga em paz!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-2873850891027308415?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/2873850891027308415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=2873850891027308415' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/2873850891027308415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/2873850891027308415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2011/12/carta-para-2011.html' title='Carta para 2011'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-3snxF_8RFO4/Tv5_aUTqXRI/AAAAAAAAAOo/nLnLS-F65d4/s72-c/2011.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-4627769307200232616</id><published>2011-12-19T12:10:00.007-02:00</published><updated>2011-12-19T16:15:28.924-02:00</updated><title type='text'>Mosaico de vida</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-RifPbe1Lq1U/Tu9Hda7B1uI/AAAAAAAAAOc/8PxX7BzU8gA/s1600/mosaico_cozinha.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 251px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687843425160910562" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-RifPbe1Lq1U/Tu9Hda7B1uI/AAAAAAAAAOc/8PxX7BzU8gA/s320/mosaico_cozinha.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; A cozinha da nossa casa é o meu lugar preferido. Das peças que compõem esse castelo que acolhe nossos sonhos, é lá que me sinto mais forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem duas coisas que me encantam. Uma delas é a vista que o janelão de vidro nos proporciona. Nas noites de lua cheia é como se fosse a porta do paraíso. A outra é o piso de ladrilhos, formando um mosaico de cores, feitios e sensações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estávamos finalizando a obra, naquele momento em que qualquer prego custa um contado tostão, fomos presenteados pelo querido Rudelger com os tais ladrilhos hidráulicos. Marca da arquitetura pelotense, além de lindos, são um pedaço da nossa terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi ele quem deu a ideia de fazermos um mosaico no piso da cozinha, já que a miscelânea de peças pedia algo impactante. O Nauro e eu passamos uma manhã tentando compor uma figura harmônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois sentados no cimento cinza da obra, cobertos de pó. Mudamos uma centena de vezes as peças de lugar. Lembro que chegou uma hora em que a mistura de imagens nos deixou mareados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final olhamos para o resultado e nos emocionamos com a beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa cozinha tinha a nossa cara. Uma mescla de formas, cores e desenhos. Assim como enxergo nosso jeito de galgar a vida. Temos histórias, personalidades e "formas" distintas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia desses li no blog da querida Juliana Spanevello, um post dela fazendo uma retrospectiva do ano de 2011. Esse foi um ano cheio de conquistas para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim como a Ju, cada um que lê estas linhas tem o seu balanço. Escrevi para ela que para cada um de nós o ano deixa uma marca diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim foi o ano que perdi meu pai. Junto foram mais alguns amigos. Para ela, um marco de tantas maravilhosas conquistas profissionais. Cada um com a sua enorme soma de sentimentos, compondo a figura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E todas elas estão impressas no relevo da nossa alma. Como eu disse pra Ju, não importa o acontecimento, mas sim que estamos escrevendo nossas histórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E cada história é feita de diferentes momentos: tristes, alegres, descobertas, encontros, despedidas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E olhando ontem para o meu lugar preferido da casa, enxerguei uma parte da nossa vida. Cada ladrilho é como se fosse um pedaço de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma obra de arte, com suas belezas, tristezas, cores e encantos. Assim como essa jornada que cumprimos pelas bandas da terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejo que a gente não esqueça nunca de olhar bem de perto para cada figura que construiu. A diversidade das peças é que faz o encantamento do desenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz mosaico de vida para cada um de nós!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-4627769307200232616?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/4627769307200232616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=4627769307200232616' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/4627769307200232616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/4627769307200232616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2011/12/mosaico-de-vida.html' title='Mosaico de vida'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-RifPbe1Lq1U/Tu9Hda7B1uI/AAAAAAAAAOc/8PxX7BzU8gA/s72-c/mosaico_cozinha.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-3919364678057489058</id><published>2011-12-06T10:15:00.004-02:00</published><updated>2011-12-06T15:05:12.765-02:00</updated><title type='text'>Começar o recomeço</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-TURT2MWbzT0/Tt4IFbV-DOI/AAAAAAAAAOQ/ivizQ4v2Lrw/s1600/recome%25C3%25A7a%2Bdo%2Bcome%25C3%25A7o.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 220px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5682988669120416994" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-TURT2MWbzT0/Tt4IFbV-DOI/AAAAAAAAAOQ/ivizQ4v2Lrw/s320/recome%25C3%25A7a%2Bdo%2Bcome%25C3%25A7o.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; Ando sem coragem de pisar por aqui. Para deitar no divã-virtual é preciso abrir as comportas dos sentimentos. Corro o risco de uma inundação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa época de Natal é como um teste de resistência para nossas dores. Antes eu chorava até em propaganda de supermercado. Agora desabo na primeira música melequenta de Papai Noel de camelô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um paradoxo de sentimentos me assola. A situação é crítica companheiros!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou da tribo que curte reclamar da vida. É preciso acima de tudo, respeitar a sua preciosidade. Mas o ano de 2011 fez uma marca indelével no relevo da minha alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ausência de um ser que amamos é estranha. A falta cotidiana do jeito daquela pessoa que habita nossa história é quase incompreensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias passam, faço listas e mais listas. Ocupo minha cabeça e procuro atordoar minha rotina. Mas um mínimo rastro de ócio, e me vejo nessa nova perspectiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse ano tudo mudou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perder meu pai foi como me perder um pouco. Mas sem dramas, eu entendo a complexidade da vida. O causo é que depois que uma peça do tabuleiro se vai, precisamos reinventar o jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova configuração da nossa existência exige profunda compreensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presença da morte em um ano, nos faz ter medo de encontrá-la novamente. Regamos nossos amores quase que com insanidade, com medo do dia em que não os teremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas repito, isso não é triste, é apenas intenso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sei que temos uma oportunidade em cada dor. A verdadeira chance de enxergar a raridade da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa certeza, acordamos com mais vontade para sacudir nossos tapetes. Arejar a alma sempre é a melhor escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloco aqui minhas dores, saudades, inseguranças, medos e tudo mais que puder ser sacudido, deitado ao sol. Quero tirar o mofo, chorar sem culpa, escrever o que vier.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só assim vou conseguir me olhar no espelho e encontrar o novo caminho. Quero começar o meu recomeço!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-3919364678057489058?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/3919364678057489058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=3919364678057489058' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/3919364678057489058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/3919364678057489058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2011/12/comecar-o-recomeco.html' title='Começar o recomeço'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-TURT2MWbzT0/Tt4IFbV-DOI/AAAAAAAAAOQ/ivizQ4v2Lrw/s72-c/recome%25C3%25A7a%2Bdo%2Bcome%25C3%25A7o.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-9143869753841867918</id><published>2011-11-14T17:48:00.003-02:00</published><updated>2011-11-14T19:39:15.969-02:00</updated><title type='text'>Soneto do amor moderno</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-3S3zqrAIO24/TsFw5UHNK-I/AAAAAAAAAOE/wuy0MmiQArg/s1600/tiago_casorio.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-3S3zqrAIO24/TsFw5UHNK-I/AAAAAAAAAOE/wuy0MmiQArg/s320/tiago_casorio.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5674941135417322466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sábado passado fui ao casamento do meu primo Tiago. Ele tem 30 anos, um emprego fixo, e depois de morar um tempo junto com a Janice, decidiu oficializar o seu amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles são jovens, cheios de energia e com muitos sonhos na cabeça. Até aí não tem nada de muito diferente nessa geração nascida pelos anos 80. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois das tradicionais ficadas, a maioria engata em um namoro e via de regra partem para um teste drive. Juntam os trapos, meia dúzia de móveis e suas coleções de CDs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles decidem morar juntos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos abortam a missão antes da primeira conta de luz. Mas a verdade é que o placar anda muitíssimo favorável aos que permanecem no jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem pensa que a fábula termina na primeira toalha molhada sobre a cama, está enganado. A novidade é outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles não só acreditam no amor que estão vivendo, como depois de descobrir os enigmas do cotidiano, decidem apostar no “até que a morte os separe”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso mesmo, o sacramento que ao longo de décadas foi quase que uma imposição natural das famílias. O casamento está de volta, e o melhor, com a força e o encanto que as gerações passadas não tiveram a oportunidade de vivenciar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse sacramento aparentemente &lt;span style="font-style:italic;"&gt;démodé&lt;/span&gt;, que na geração dos meus pais era uma verdadeira loteria, agora é uma decisão madura e metodicamente avaliada por ambas as partes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A turma da minha idade que o diga, fomos  no vácuo dos nossos pais e hoje a grande maioria já está na segunda ou terceira tentativa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem os que estão firmes na paçoca, é verdade. Mas vocês hão de concordar comigo que são poucas as escovas de dente que permanecem unidas há mais de duas décadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente na prorrogação, isso é uma verdade. Mas é raro um jogo que não tenha tido nenhum impedimento, cartão vermelho e jogador expulso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os noivos de hoje têm autonomia e isso faz toda diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escalam os seus desejos e realizam. Eles escolhem desde o play list da festa até de que forma vão dividir as despesas da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um paga o condomínio, o outro a TV à cabo. Sensatez e equilíbrio podem não ser sentimentos arraigados no romantismo, mas a verdade é que são pilares para que o amor possa ser vivido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E viver o amor com leveza é dos maiores desafios do casamento. A gente pode ser parceiro, ter afinidade sexual, amar o mesmo disco do U2, mas isso só não segura a onda do dia após dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ano já fomos a dois casamentos que me fizeram acreditar que tem alguma coisa muito legal no ar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coincidência ou não, as duas noivas vestiam branco com vermelho. Talvez seja essa ousadia que faça desses casais os novos heróis do amor eterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredite, o casamento está de volta, e com grandes chances de durar realmente para sempre. Essa safra de noivos não vai ficar juntos pelas convenções, pelos filhos ou pela comodidade financeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sentido de obrigação pesou nas costas de muitas histórias que acabaram antes do fim. Por isso, ouso a dizer que hoje vale viver o amor que o poeta cantou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As chances de durar para sempre são bem maiores. Um brinde aos noivos dos tempos modernos e ao eterno Vinícius de Moraes. Tim tim à Janice e Tiago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe no ano que vem a noiva não serei eu. Quer casar comigo Nauro Júnior?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;De tudo ao meu amor serei atento&lt;br /&gt;Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto&lt;br /&gt;Que mesmo em face do maior encanto&lt;br /&gt;Dele se encante mais meu pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero vivê-lo em cada vão momento&lt;br /&gt;E em seu louvor hei de espalhar meu canto&lt;br /&gt;E rir meu riso e derramar meu pranto&lt;br /&gt;Ao seu pesar ou seu contentamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, quando mais tarde me procure&lt;br /&gt;Quem sabe a morte, angústia de quem vive&lt;br /&gt;Quem sabe a solidão, fim de quem ama&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu possa me dizer do amor (que tive):&lt;br /&gt;Que não seja imortal, posto que é chama&lt;br /&gt;Mas que seja infinito enquanto dure&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-9143869753841867918?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/9143869753841867918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=9143869753841867918' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/9143869753841867918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/9143869753841867918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2011/11/soneto-do-amor-moderno.html' title='Soneto do amor moderno'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-3S3zqrAIO24/TsFw5UHNK-I/AAAAAAAAAOE/wuy0MmiQArg/s72-c/tiago_casorio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-3330812738944838644</id><published>2011-10-28T23:16:00.009-02:00</published><updated>2011-10-29T14:55:33.778-02:00</updated><title type='text'>29 de outubro</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Nc3RzG6ppVU/TqtUrVm5N9I/AAAAAAAAAN4/AngtD9V36cw/s1600/melancia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Nc3RzG6ppVU/TqtUrVm5N9I/AAAAAAAAAN4/AngtD9V36cw/s320/melancia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5668717659487287250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nasci às 19h10 de um dia 29 de outubro do ano que não terminou. Minha mãe, no alto de seus 19 anos, encarou um parto normal, na raça. Coisa que não se vê mais hoje em dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela conta que a Casa de Saúde Santa Tereza não tinha obstetrícia na época, e por isso deu a luz no quarto. Enquanto ela fazia força, driblando as contrações, uma torcida de parentes e amigos assistia o momento da sacada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cena pra lá de insólita. Era um dia de primavera como não se faz mais hoje em dia. Enquanto isso, em algum lugar do país, estudantes desafiavam a ditadura com a cara e a coragem. O ano de 1968 estava em ebulição e eu chegava sem passaporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto fervia a revolução estudantil, minha mãe olhava para aquela "carinha de joelho", tirada a fórcepes, e achava lindo o que via. Como não existia ultrasonografia, no portão de desembarque todos esperavam pelo Rafael.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando aquela polpa rosada apontou em direção à parteira, os olhares surpresos perguntaram para minha mãe qual seria o nome da menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela pensou por um instante e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Gabriela, em homenagem ao anjo Gabriel, o mensageiro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dessa inspiração ela disse que estava com desejo de comer uma canja. O tio Rubenzinho foi encarregado de materializar o pedido da parturiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reza a lenda que ele buscou um bem servido prato no tradicional Restaurante Gago, muito conhecido na época. Enquanto isso meu pai se encarregava de fumar um charuto com o Dindo Bebeto, como era de tradição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dessa chegada triunfal, só me restou ter uma infância também atípica. Saímos do hospital e ali começou a minha história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode não parecer muito longe, mas nasci em uma geração de transformação. A década de 70 seguiu quebrando paradigmas, revolucionando uma vida que até então parecia ser linear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando paro pra pensar nas delícias da minha infância, me dou conta de que o tempo de ontem era verdadeiramente mais lento. Tive a sorte de brincar sem vídeo-game, computador ou qualquer coisa que emitisse barulhos artificiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O auge dos meus brinquedos modernos foi o tal do Manequinho, que tomava mamadeira e fazia xixi. Ganhei do tio Ricardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas antes disso tive o meu jipe vermelho, as fazendinhas feitas com batata e palitos, o jogo de sapata, esconde-esconde e outras deliciosas brincadeiras que hoje raramente ouvimos falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim se passaram os tranqüilos anos da minha infância, supervisionados pela “Mãe Cema”, que nos cuidava enquanto minha mãe fazia a faculdade. Difícil resumir esse tempo tão rico em poucas linhas. Mereceria um livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio a adolescência e com ela os primeiros conflitos. Confesso que não achei nenhuma graça nessa fase, exceto pela trilha sonora que nunca mais se repetiu. Se pudesse pular, teria feito de bom grado, desde que pudesse levar meus discos do Legião Urbana debaixo do braço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu primeiro namorado era um chato. Dele ganhei o primeiro beijo e a primeira decepção. Chorei mais por pena de ter perdido meu tempo com ele, do que por qualquer outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do primeiro tombo fiquei mais esperta e não entrei em canoa furada tão facilmente. Fui mais seletiva e aprendi rapidamente as regras do jogo. Mesmo assim, muitas lágrimas escorpianas inundaram meu travesseiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade a fase de juventude foi recebida com aplausos. Ter carteira de motoristas, viajar sozinha para Garopaba e administrar o meu próprio salário, foram conquistas incríveis. Nessa época éramos guiados pelo sabor do vento e a liberdade nos dava asas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incrível como nesse pedaço da vida a gente acha que a barriga sempre vai ser de tanquinho, o cabelo vai resistir a qualquer experiência química e que filtro solar é bobagem. Todos acham, é inevitável!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas por isso o tempo é sábio e com o rodar do relógio nos aponta nossos vacilos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil ser adulto, eu sei, mas sem dúvida é muito melhor. Reclamamos de muitas coisas, mas a maturidade é o melhor dos presentes. Com ela enxergamos a vida, por dentro e por fora. A imensidão das galáxias que habitam nosso universo interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos da superfície e mergulhamos no mar dos grandes sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Priorizamos um amor parceiro e enxergamos nossos pais com compreensão. Descobrimos que o amor por um filho é o sentimento mais generoso que existe. Queremos dar, simplesmente amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com essa fase adulta, quando alcançamos as quatro gerações, começamos a correr riscos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Invariavelmente passamos a ter perdas. Primeiros nossos avós, depois nossos pais. O choque da finitude bate a nossa porta. Taí a parte ruim da maçã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é meu primeiro aniversário sem meu pai. Passei a semana choramingando. Como disse uma amiga: vivi intensamente o meu inferno astral. Vai ser o primeiro 29 de outubro sem aquela voz me dizendo: "&lt;em&gt;Fili&lt;/em&gt;, parabéns, aniversariante!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era assim que ele fazia. E vou sentir essa falta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra completar, tudo aconteceu essa semana. Emoções concentradas e minha coluna em frangalhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurei um ombro amigo, uma acupuntura e por fim uma massagem. Com essa receitinha básica me preparei para receber os 43 anos de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Tatá coloriu a casa com as flores do nosso jardim e eu fui fazer as unhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou passar em casa, quietinha, deixando que os abraços cheguem com o vento. Quero comemorar em silêncio, olhando mais pra dentro do que pra fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fase é contemplativa. Quantos dias 29 de outubro ainda me restam? Não quero dramas, mas a vida parece que começa a escorrer das nossas mãos com rapidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual a receita para segurá-la?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou otimista, nunca fumei, odeio ginástica, tomo água, acredito em Deus, tô aprendendo a perdoar, tenho medo de altura, não uso batom, gosto de ler, como salada, sou fiel, uso cinto de segurança, estou ficando surda, amo praia e, obviamente...adoro melancia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então cá pra nós, que venham mais 43. No mínimo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-3330812738944838644?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/3330812738944838644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=3330812738944838644' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/3330812738944838644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/3330812738944838644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2011/10/29-de-outubro.html' title='29 de outubro'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Nc3RzG6ppVU/TqtUrVm5N9I/AAAAAAAAAN4/AngtD9V36cw/s72-c/melancia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-1977016136161617139</id><published>2011-10-05T11:20:00.007-03:00</published><updated>2011-10-09T22:09:38.433-03:00</updated><title type='text'>Mundo das Letras II</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-GAiXDhI47D4/Toxn8Int6yI/AAAAAAAAANw/W6qBtnOlp9M/s1600/quintana.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 247px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-GAiXDhI47D4/Toxn8Int6yI/AAAAAAAAANw/W6qBtnOlp9M/s320/quintana.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660013114501753634" /&gt;&lt;/a&gt;Quando a Sofia entrou para o colégio falei aqui das minhas inseguranças no ingresso daquele mundo novo. A minha borboleta ganhava asas e os desafios diários extravasavam os limites da nossa segurança doméstica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolhemos uma escola com nome de poeta. Esse simbolismo me deu uma sensação boa, meio mística. Como não se sentir atraída por um nome que povoou meus encantos literários?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então decidimos seguir a filosofia do Mário Quintana. Como ele mesmo pregou, a resposta certa, não importa nada: o essencial é que as perguntas estejam certas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros passos daquela nova aventura contaram com um anjo da guarda chamado carinhosamente por seus discípulos de “&lt;em&gt;Profi Michele&lt;/em&gt;”. Aquela guria novinha, com cara de amiga da minha irmã, conquistou minha confiança e despertou profunda admiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consegui enxergar naqueles olhos amendoados a certeza de que minha filha estava bem guardada. A doçura e firmeza de uma profissional de primeira linha foram essenciais nesse processo de rompimento umbilical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto com essa entrega, tive várias crises. A cada cena pouco civilizada no engarrafamento do colégio, dúvidas me assolavam. Me perguntava se o colégio estaria caminhando de mãos dadas com os valores que pregamos em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incertezas mil, nos mais pequenos detalhes do cotidiano escolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como entender um colégio que tem a filosofia de que o importante é ser “o melhor”? Em tempos de globalização, muita competição e pouca gentileza, sentia falta da singeleza nas entranhas dos corredores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aos poucos fui me adaptando e entendendo os prós e contras da escola. Ao longo desse primeiro ano a figura dessa professora, tão jovem e tão experiente, foi fundamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para amenizaram o contraponto desse mundo novo, conversei, refleti e esperei a poeira baixar. Vi muitos profissionais apaixonados pela pedagogia circularem pelas paredes coloridas daquele mundo estudantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aquele rostinho seguro da primeira professora da Sofia, foi a chave desse primeiro passo do mundo que gira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo desse ano, de novo o frio no estomago. Minha sensação de acolhimento estava diretamente ligada a uma pessoa, e não ao ambiente em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui para reunião de apresentação dos professores com a respiração em suspenso. Sentei no auditório e aguardei as tradicionais falas e recados do início do trimestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feitas as primeiras apresentações, surge uma pessoa colorida, com sorriso rasgado no rosto. Entre os cachos escuros e a pele branca, se percebia um brilho intrigante no olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A professora se chamava Karine e antes de finalizar o protocolo pedagógico pediu a palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse que queria que soubéssemos que ela tinha total entendimento da responsabilidade que lhe chegava a partir daquele momento. Falou que pensou em uma forma de traduzir para nós, pais, essa certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aí que tirou de um saquinho várias pedrinhas coloridas. Explicou que aquele pequeno tesouro simbolizava os nossos filhos. Pediu que cada um retirasse uma pedra e repetisse para ela o nome da criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para aqueles olhos brilhantes, e disse emocionada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sofia, esse é o meu maior tesouro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sorriu e sem precisar falar nada, me deu a senha de que mais uma vez o anjo certo tinha caído na minha rede. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Karine abriu as portas de um novo mundo para os nossos filhos. Apresentou as letras e todo o significado que a leitura tem aos nossos ávidos aprendizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semanas atrás, tivemos a última reunião de pais, antes da formatura dos nossos pequenos. Na platéia uma legião de pais embasbacados com o progresso dos filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa pessoa de sorriso largo, ensinou bem mais do que o alfabeto. Ela soprou a alma de cada um. Coloriu seus talentos e ajudou a subir o degrau mais simbólico da vida: o da liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mostrou através de sua sensibilidade, os verdadeiros valores que importam na vida. Trabalhou as diferenças e evidenciou a importância de cada um individualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que entender que somos de várias cores, classes e estilos, ela ensinou aos nossos filhos o quanto é importante o respeito. Aprender todo mundo aprende, mas sentir não é para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminada a reunião não tive coragem de traduzir tudo que queria dizer. Fiquei muda, engasgada e emocionada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi por não falar e tentar escrever. Como a Karine ensinou aos nossos filhos, cada uma tem seu talento, e aprendi que fala não é para mim.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sai dali e minha cabeça viajou por cada mudança da Sofia nesses meses de transformação. Olhei para a filha que tinha e para aquela menina decidida que estava sentada na cadeirinha do banco de trás do carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas dúvidas e críticas a alguns valores da escola continuam existindo. Mas a esperança de que os administradores aprendam com esses exemplos que eles têm no seu quadro de funcionários, permanece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe um dia esses “anjos” não conseguem mostrar que o importante não é ser o melhor, mas sim o mais feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é rápida demais para se gastar toda energia na busca do pódium mais alto. Talvez lá de cima não se consiga contemplar o horizonte com a mesma magnitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pedrinha que ganhei na primeira reunião de pais continua na minha carteira. Hoje tenho a certeza de que meu tesouro foi lapidado com carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que ela tenha mudado sua essência, jamais. Mas aquele brilho no olhar que enxerguei na “&lt;em&gt;Profi Ka&lt;/em&gt;rine” em março, estava nos olhos da minha filha quando arrancamos o carro para casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal de contas, tudo realmente vale a pena, se a alma não é pequena. Salve o poeta e as professoras de verdade!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-1977016136161617139?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/1977016136161617139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=1977016136161617139' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/1977016136161617139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/1977016136161617139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2011/10/mundo-das-letras-ii.html' title='Mundo das Letras II'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-GAiXDhI47D4/Toxn8Int6yI/AAAAAAAAANw/W6qBtnOlp9M/s72-c/quintana.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-1844399560868613915</id><published>2011-09-21T20:28:00.010-03:00</published><updated>2011-09-22T08:09:05.461-03:00</updated><title type='text'>O Dindo e os gansos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-s_ZUugz0ns8/TnpzelZb9mI/AAAAAAAAANo/1CfQhq82r2k/s1600/dindo.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 282px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-s_ZUugz0ns8/TnpzelZb9mI/AAAAAAAAANo/1CfQhq82r2k/s320/dindo.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654959251389150818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quantas pessoas vocês conhecem que nadam com os gansos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que a maioria responda que, nenhuma. Mas eu conheço e esse cara singular é o meu Dindo Bebeto. Para entender isso, que a princípio parece uma maluquice, é preciso saber um pouco mais sobre essa pessoa no centro da foto acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine uma Belina carregada de malas, crianças e uma vianda de fazer inveja a farofeiro profissional. Assim partíamos nos anos 70, de Pelotas rumo à Montenegro, onde moravam Tia Carmem e nossos primos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada aniversário era a mesma caravana. Uma verdadeira operação, com o carro entulhado de coisas, parando a cada novo pedido de xixi. Quando chegávamos na cidade o Dindo começava o festejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirava para fora do carro foguetes e começava uma verdadeira festa de ano novo fora de época. Assim avisávamos à “parentada” que a turma do Bebeto estava chegando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é só uma das inúmeras lembranças inesquecíveis desse meu padrinho e tio muito especial. Não conheço uma criança da nossa geração que não tenha uma história preciosa protagonizada por ele. Por certo, guardada na caixinha das pérolas de sua infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Dindo era amigo do meu pai desde jovem. Eram da pá virada. Aprontavam tudo e mais um pouco juntos. Foi ele que apresentou o meu pai para mãe. Nsmorava a tia Vera, e desse casamento nasceram os meus três queridos primos: Bel, Otávio e Marta (Pata Amada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sou a filha mais velha, quando nasci meu pai não teve dúvidas na escolha do padrinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Bebeto, claro, é mais que um irmão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante toda vida sempre nos divertimos demais ouvindo as histórias hilárias dessa dupla, que não veio ao mundo a passeio. Entre os dois eu vi as mais lindas demonstrações de amizade e carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Dindo sempre beijou meu pai no rosto. Era a pessoa a quem meu pai mais ouvia. Na madrugada em que meu pai faleceu repentinamente, o Dindo foi dos primeiros a chegar na Unimed. Me deu o abraço mais apertado que pôde e perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cadê o Carlinho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrou na sala de enfermagem e a primeira coisa que disse foi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como é que tu faz uma dessas Carlinhos? Tu, o meu amigo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a cena mais triste e linda que já vi na minha vida. Se é que esse antagonismo pode ser compreendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um tempo, disse que precisávamos arrumar o meu pai. Que ele não estava bem daquele jeito. Começou a conversar como se meu pai estivesse ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a ajuda do Nauro arrumou a boca, o cabelo, ajeitou-o melhor na maca, e seguiu conversando. Não tive coragem de seguir participando daquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegamos para o velório, já no cemitério, olhei novamente para o meu pai. A expressão de dor e tensão daquele corpo que havia me impressionado na Unimed havia desaparecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um rosto plácido e um ar de paz irradiavam da cena fúnebre. Não tenho dúvidas de que as palavras ditas e sentidas ocuparam um espaço entre dois mundos. Um amor entre amigos, além do céu e da terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sexta-feira passada o Dindo sofreu um AVC hemorrágico. Estava ótimo, na casa da namorada. Sentiu-se mal, e em um piscar de olhos o derrame aconteceu. Foi imediatamente atendido.Desde então trava uma brava luta pela vida na UTI do HU São Francisco de Paula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os boletins médicos já oscilaram entre melhoras e pioras. Desde ontem ele está em coma induzido, na tentativa de estabilizar o quadro. Temos rezado, pensado coisas boas, feito correntes de boas energias, tudo o que acreditamos que possa ajudar na sua recuperação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele é um homem forte, sempre levou uma vida saudável. Tem tudo a seu favor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, quando penso no Dindo fecho os olhos e mentalizo aquela cena tão única. Acontecia no arroio em frente a sua casa, na Marinha Ilha Verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele colocava os pés de patos e mergulhava no arroio em qualquer estação. Saia nadando e atrás dele um bando de gansos, criados desde pequenos por ele. Seguiam arroio a fora, em total sintonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa cena que mais parece de filme, é o mais belo retrato dessa pessoa que descrevo. Um ser genuíno, original. Por isso tenho pedido muito para que tudo dê certo. Quero tanto que ele continue com a gente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segura firme Dindo, nós e os gansos te esperamos aqui para muitas aventuras!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Na foto: Gorda, Bel (esquerda), Dindo, eu e o Mão (direita), em 1975, em alguma festa da nossa infância, na Charqueada São João.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-1844399560868613915?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/1844399560868613915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=1844399560868613915' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/1844399560868613915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/1844399560868613915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2011/09/o-dindo-e-os-gansos_21.html' title='O Dindo e os gansos'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-s_ZUugz0ns8/TnpzelZb9mI/AAAAAAAAANo/1CfQhq82r2k/s72-c/dindo.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-613759585428005872</id><published>2011-09-21T20:25:00.000-03:00</published><updated>2011-09-21T20:26:57.335-03:00</updated><title type='text'>O Dindo e os gansos</title><content type='html'>Quantas pessoas vocês conhecem que nadam com os gansos? Imagino que a maioria responda que, nenhuma. Mas eu conheço e esse cara singular é o meu Dindo Bebeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para entender isso, que a princípio parece uma maluquice, é preciso conhecê-lo um pouco mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine uma Belina carregada de malas, crianças e uma vianda de fazer inveja a farofeiro profissional. Assim partíamos de Pelotas rumo à Montenegro, onde moravam Tia Carmem e nossos primos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada aniversário era a mesma caravana. Uma verdadeira operação, com o carro entulhado de coisas, parando a cada novo pedido de xixi. Quando chegávamos na cidade o Dindo começava o festejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirava para fora do carro foguetes e começava uma verdadeira festa de ano novo fora de época. Assim avisávamos à “parentada” que a turma do Bebeto estava chegando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é só uma das inúmeras lembranças inesquecíveis desse meu padrinho e tio muito especial. Não conheço uma criança da nossa geração que não tenha uma história preciosa, protagonizada por ele, guardada na caixinha da sua infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Dindo era amigo do meu pai quando eram jovens. Foi o meu pai, quando já namorava a mãe, que apresentou a Tia Vera para ele. Dali saiu um namoro e como fruto os meus três queridos primos: Bel, Otávio e Marta (Pata Amada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sou a filha mais velha, quando nasci meu pai não teve dúvidas na escolha do padrinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Bebeto, claro, é mais que um irmão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante toda vida sempre nos divertimos demais ouvindo as histórias hilárias dessa dupla, que não veio ao mundo a passeio. Entre os dois eu vi as mais lindas demonstrações de amizade e carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Dindo sempre beijou meu pai no rosto. Era a pessoa a quem meu pai mais ouvia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na madrugada em que meu pai faleceu repentinamente, o Dindo foi dos primeiros a chegar na Unimed. Me deu o abraço mais apertado que pôde e perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cadê o Carlinho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrou na sala de enfermagem e a primeira coisa que disse foi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como é que tu faz uma dessas Carlinhos? Tu, o meu amigo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a cena mais triste e linda que já vi na minha vida. Se é que esse antagonismo pode ser compreendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um tempo, disse que precisávamos arrumar o meu pai. Que ele não estava bem daquele jeito. Começou a conversar como se meu pai estivesse ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a ajuda do Nauro arrumou a boca, o cabelo, ajeitou-o melhor na maca, e seguiu conversando. Não tive coragem de seguir participando daquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegamos para o velório, já no cemitério, olhei novamente para o meu pai. A expressão de dor e tensão daquele corpo que havia me impressionado na Unimed havia desaparecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um rosto plácido e um ar de paz irradiavam dali. Não tenho dúvidas de que as palavras ditas e sentidas ocuparam um espaço entre dois mundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sexta-feira passada o Dindo sofreu um AVC hemorrágico. Estava ótimo, na casa da namorada, quando se sentiu mal e o derrame aconteceu. Foi imediatamente atendido e desde então trava uma brava luta pela vida na UTI do HU São Francisco de Paula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então as notícias já oscilaram entre melhoras e pioras, mas agora ele está em coma induzido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos rezado, pensado coisas boas, feito correntes de boas energias, tudo que acreditamos que possa ajudar na sua recuperação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele é um homem forte, sempre levou uma vida saudável e tem tudo isso a seu favor. Por isso quando penso no Dindo, imagino aquela cena tão única, que acontecia em frente a sua casa, na Marinha Ilha Verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele colocava os pés de patos, mergulhava no arroio em qualquer estação, e os gansos que ele criava desde pequenos saiam nadando atrás dele, arroio a fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena inusitada é o mais belo retrato desse ser maravilhoso, que quero muito que continue com a gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segura firme Dindo, nós e os gansos te esperamos aqui, para curtir muitas coisas boas!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-613759585428005872?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/613759585428005872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=613759585428005872' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/613759585428005872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/613759585428005872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2011/09/o-dindo-e-os-gansos.html' title='O Dindo e os gansos'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-4672520730911123422</id><published>2011-09-12T21:26:00.012-03:00</published><updated>2011-09-12T21:56:27.092-03:00</updated><title type='text'>O caderno</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-F1CBq49TcuE/Tm6jVKtZnwI/AAAAAAAAANg/h2kHW57E1Gs/s1600/cuaderno_03.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-F1CBq49TcuE/Tm6jVKtZnwI/AAAAAAAAANg/h2kHW57E1Gs/s320/cuaderno_03.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651634166443908866" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quando a minha Voinha completou 87 anos, eu dei de presente para ela um caderno em branco. Era o dia 5 de abril de 1999. Nossa relação era muito forte e a proximidade de perdê-la, me fez pensar em uma forma de congelar sua história. De tê-la comigo pra sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cartão que acompanhava o pacote dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Voinha querida, gostaria que esse presente fosse usado para celebrares a tua vida. Gostaria que escrevesses tudo que tua alma transpira, e com essas linhas revivesses cada capítulo da tua história – tão especial pra mim”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ali, naquelas páginas cheias de relatos, ela me deixou sua melhor herança. O livro de capa preta me foi entregue depois que ela faleceu, aos 91 anos de idade. Dentro, vários cartões e recortes, com significativas passagens da sua trajetória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o meu tesouro, que guardo com amor e carinho. De vez enquando abro suas páginas e me delicio lendo os capítulos de uma vida começada em 1912.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A letra cursiva perfeita, o português antigo, a fé e devoção à Deus, marcas registradas dessa pessoa tão especial e que me fez muito feliz. Tudo isso está ali, bem vivo nesse nosso canal de ligação atemporal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas contei isso para chegar em outro assunto. Foi lendo o mais recente lançamento da minha autora preferida, que me dei conta de uma coisa interessante. A sensação de que algumas coisas são escritas para gente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em julho fui levar a Sofia ao médico, em Porto Alegre, e como sempre passei na Fnac. Dei uma olhada nos lançamentos e eis que salta aos meus olhos o novo livro da Isabel Allende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fresquinho, saído do forno. A versão ainda em espanhol, com capa reluzente: “El cuaderno de Maya”. Não tive dúvidas, comprei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no ônibus de volta pra casa comecei a ler. A história é longa, mas o que quero contar é que foi escrita em um caderno que a avó da Maya deu pra ela. Exatamente para isso, para que escrevesse a sua vida e fortalecesse ali o elo entre as duas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei anestesiada. Tenho sempre essa sensação com a Isabel Allende, de uma ligação direta, meio sem nexo. E isso já me acompanha há anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando li “A Casa dos Espíritos”, eu vivia em uma delas. Era adolescente e habitava uma moradia construída em 1810, com senzala e dezenas de cômodos. Não preciso dizer o quanto me senti na casa da Isabel, inúmeras vezes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não foi só dessa vez. As noites intermináveis de UTI, ao lado da Sofia, muitas vezes me fizeram lembrar suas palavras escritas em “Paula”. Ela descreveu a sensação de querer mover as montanhas pela vida de um filho. Senti profundamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é essa sensação absurda, de comungar da mesma sintonia com alguém que não habita o nosso universo é maluco. Estranho, mas que me faz bem. Acho que é como uma viagem imaginária, onde me conecto com Isabel Allende, a minha Voinha e quem mais me inspirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento acredito que nossos espíritos estão interligados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não acabei de ler o livro. Maya ainda não terminou sua aventura pela ilha de Chiloé. Assim como eu, ainda não finalizei a minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essa “coincidência” me fez buscar na gaveta o caderno da minha avó. Abri o baú das lembranças e o segurei com ternura, como se eu pudesse sentir aquelas mãos firmes, de longos dedos. Folhei as páginas impregnadas de vida daquele personagem. Uma mulher real, que viveu a vida sem ficção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bom é que me vi ali, em deliciosos capítulos da vida da minha Voinha. Foi muito bom ter feito parte dessa história real. E de alguma forma escrevo aqui algumas páginas do meu caderno. E como disse minha amiga Isabel Allende...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Y en ese largo y paciente ejercicio diario de escribir he descubierto mucho sobre mí misma y sobre la vida.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-4672520730911123422?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/4672520730911123422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=4672520730911123422' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/4672520730911123422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/4672520730911123422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2011/09/o-caderno.html' title='O caderno'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-F1CBq49TcuE/Tm6jVKtZnwI/AAAAAAAAANg/h2kHW57E1Gs/s72-c/cuaderno_03.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-3912709651624768344</id><published>2011-08-30T22:06:00.010-03:00</published><updated>2011-09-22T08:09:43.610-03:00</updated><title type='text'>Dona Léa</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Hk927tqz170/Tl2Jkrdf9WI/AAAAAAAAANY/QqH-MT6wCLI/s1600/julio.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 219px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Hk927tqz170/Tl2Jkrdf9WI/AAAAAAAAANY/QqH-MT6wCLI/s320/julio.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646820771027219810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O inverno mais cinza das últimas décadas não dá trégua. Mas mesmo assim as pessoas casam, engravidam e os filhos nascem. O frio não quer saber de nada, muito menos do nosso estado de espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim as folhinhas do calendário mudam na estação infinita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que chegou o dia 19 de agosto. Sexta-feira e frio de rachar. A agenda social previa o chá-de-fraldas da Beloca. Pela anfitriã valia qualquer esforço. A mãe dela é minha amada comadre Eunice, uma pessoa pra lá de especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorte do Joaquim, o nenê que habita a barriga da Beloca e que deu a sorte de ter uma avó-coruja como ela. Com esse histórico emocional nos enroupamos animadas e partimos para o tal do chá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente que chá-de-fralda é igual em qualquer lugar do planeta. Até na tribo Kaiapó deve ter o mesmo itinerário. Entre presentes e empadinhas falamos amenidades e trocamos receitas de vida doméstica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu caso a tarde foi uma delícia, além dos salgadinhos crocantes conheci a Nídia. Ela é filha de um amigão da minha Comadre, e de cara a sintonia já rolou. Foram listas intermináveis de assuntos, todos deliciosos como as bandejas que passavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como todo chá que se preze, a gente enche o “pandulo’ e quando menos espera já é hora de ir embora. Tai o segredo do encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E naquela de despedidas pra lá e pra cá, surge uma pessoas que jamais passaria despercebida. O cabelo bem alinhado, maquiagem no ponto e uma bolsinha equilibrada no antebraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos combinar...a verdade é que tem que ter muita energia para equilibrar uma bolsinha no antebraço em um dia infernal do inverno pelotense. Só a Dona Léa para encarar uma dessas, e vocês já vão saber o porquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela se aproximou da nossa mesa para dar um tchau e começou a desfiar um rosário de alto astral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse meio tempo, minha mãe comentou o quanto ela era bem disposta. Relembrou que tinha perdido um filho há uns anos, em um acidente de moto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só por esse currículo ela já teria todo direito a largas olheiras e algumas rugas de tristeza. Mas esses sinais não estavam naquele rosto alegre, quase juvenil. Perguntei qual o segredo para aquele ar tão leve. Ela me olhou nos olhos com calma, e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Minha filha, eu não dou direito à tristeza! Quando ela pensa em chegar eu pego minha bolsa e vou para o calçadão. Depois de ver vitrines, conversar com as pessoas e ouvir um pouco de cada história, não há como voltar com a mesma cara!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Receita comum, quase como a de um arroz. Resultado indescritível, o mesmo que sentimos quando provamos o prato que tem sabor de infância. Simples, mas imensurável!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela é viúva, mora sozinha, e me disse que quando está de baixo astral convida o Julio Iglesias para dançar. Coloca os discos a tocar bem alto e canta com ele os clássicos que não a deixam esquecer a força do amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra receita dessa jovem de 84 anos é fazer viagens de terceira idade. Foi em uma dessas que conheceu o namorado. Mas se engana quem pensa que um homem era o que queria para alegrar seus dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Léa adora uma boa companhia. Mas volta e meia dá um jeito do consorte voltar para sua terra natal. Ela retoma sua rotina e convence o sortudo de que a saudade acende o amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanta sabedoria não estaria trajando uma roupa qualquer naquele chá de agosto. Este espírito vibrante obviamente reluzia no salão em um casacão de lã azul piscina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela contrastava naquele mar de roupas em tom bege, passando pelo marrom e terminando no preto. Cheguei à conclusão de que nos vestimos como nosso espírito nos dias de inverno. Sem dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aquela tarde de agosto mudou minha vida. Depois de conhecer Dona Léa decidi repensar meus conceitos de comodismo. Não vou deixar o inverno se arrastar durante longos meses de penúria na minha alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso aí, amanhã se a tristeza bater vou me tocar para o Calçadão. Vou ver vitrines, conversar com as pessoas. Só não garanto que acabe na loja de CDs procurando pelo Julio Iglesias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí também é demais né Dona Léa??!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-3912709651624768344?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/3912709651624768344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=3912709651624768344' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/3912709651624768344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/3912709651624768344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2011/08/dona-lea-e-julio-iglesias.html' title='Dona Léa'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Hk927tqz170/Tl2Jkrdf9WI/AAAAAAAAANY/QqH-MT6wCLI/s72-c/julio.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-7574301398177252682</id><published>2011-08-07T13:06:00.011-03:00</published><updated>2011-08-07T15:28:30.240-03:00</updated><title type='text'>Uga-uga</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-pRYnyuoc6Uk/Tj65Pu4g8NI/AAAAAAAAANI/AzZ3HLylDpc/s1600/uga.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 205px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-pRYnyuoc6Uk/Tj65Pu4g8NI/AAAAAAAAANI/AzZ3HLylDpc/s320/uga.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5638147463448686802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fase do baixo-astral imperava até que um puxão de orelhas sacudiu o cotidiano morno. Eu curtia dias oscilantes, entre o trabalho, afazeres domésticos e a digestão da perda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não faz nem dois meses que meu pai partiu. Desde então estou de mala e cuia na casa da mãe, junto com a Sofia. Nossa presença tem sido o suporte necessário para ela se reencontrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para completar o cenário, o inverno mais frio e cinza das últimas décadas deu as caras. Nesse contexto me esforço para pelo menos disfarçar que estou bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que se tem coisa que eu nunca soube, foi fazer cara de uma coisa e sentir outra. Então as olheiras não desaparecem nem com o mais eficiente reboco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me olho no espelho e procuro encontrar vestígios que levem até mim. Não lembro mais o dia em que me arrumei e achei que estava bonita. Essas coisas são relativas, mas a gente sempre tem um dia que ‘se acha’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cadê o meu dia, cadê minha auto-estima?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como dizem as frases que estampam nossas agendas juvenis, ‘quem tem amigos, tem tudo na vida’. Foi na base do joelhaço que duas amigas queridas me puxaram para um papo-cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dupla há dias me convidava para tomar um mate, um café, um champanhe, um conhaque ou um copo d´água. Eu sempre saia pela tangente, com a certeza de que o melhor lugar seria a minha concha interior, em meio a lembranças e saudades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que semana passada ela torpedaram um decreto no meu celular. Recebi uma mensagem que instituía um encontro na quarta-feira, às 20h, na casa de uma delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li, e sem a menor vontade de ir, respondi que tudo bem, mas que não estava com vontade de beber nada. Isso já traduzia a minha disposição para o encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia marcado tomei um banho, lavei os cabelos gosmentos e me entupi de roupas já que a noite era assombrosamente fria. Liguei o costumeiro piloto-automático e segui a passos lentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cheguei, um ambiente acolhedor me esperava. Lareira, uma mesa linda, founde, vinho e umas carinhosas pantufas para deixar marcado o acolhimento do corpo e da alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre um naco de filé e outro, provei diferentes molhos e enfáticos conselhos. Cada uma, a seu modo, mostrou um mar de possibilidades que eu estava deixando passar levada pela correnteza diária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desânimo estava me fazendo sucumbir ao que mais prezo: a alegria de viver. Viver um luto, tudo bem. Mas deixar que os dias me sufoquem de tédio não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Paula me disse uma coisa que nunca mais vou esquecer. Que quando a alma está triste a gente deixa o corpo de lado. Fica tudo pra depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pelos invadem a nossa vaidade e esquecemos que existe a depilação. As unhas e cutículas seguem se proliferando, mas não lembramos que existe a manicure. Ela definiu como “a síndrome da unha comprida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim vamos caminhando sem cantar. Os dias passam como capítulos apressados de uma novela sem graça. Nos tornamos seres das cavernas com olhos de tristeza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim eu estava, vivendo a tal da síndrome, totalmente imersa nela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Jajá me lembrou do quanto é importante celebrar a vida. Lição que aprendi com meu pai, e que vivo repetindo nos textos desse blog. Mas me dei conta de que minha teoria estava longe da prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O founde de chocolate chegou na mesa de toalha florida, e com ele provei o doce sabor de um puxão de orelhas bem dado. Coisa boa ter amigos para acender a lanterninha de emergência da minha consciência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sai de lá pensando um milhão de coisas. No dia seguinte, depois de deixar a Sofia na sala de aula, a Jajá me puxou para um cafezinho na cantina do colégio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reforçou a lição de quarta-feira e listou alguns pontos eficientes para impulsionar meu recomeço. Lembrei de minha avó Nóris, a quem carinhosamente chamo de Chochó. Ela sempre soube transformar as tristezas da vida em bons momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe conta que meu avô estava em um câncer terminal, internado na Beneficência Potuguesa. A data do aniversário de casamento deles se aproximava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ligou para um buffet que era o mais prestigiado da época. Contratou um jantar delicioso, louças primorosas e um serviço de primeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus avós brindaram a data em meio a suportes de soro, baixelas de prata e um amor imensurável. Ele se foi alguns meses depois, mas levou consigo a verdadeira essência do bem viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então depois dessa lição não tive dúvidas. Acordei sábado com uma lista de metas a cumprir: depilação às 10h, manicure 11h30 e banho de luz às 12h. Isso só pra começo de conversa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estou me sentindo mais leve. Não sei se foram os quilos de pelos e cutículas que não carrego mais comigo, mas a verdade é que começo a ressurgir das cinzas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega de carregar a tristeza, agora ela vai caminhar ao meu lado. E tenho certeza de que vamos nos divertir juntas. Cada momento transformador tem a sua mensagem e começo a ler os ensinamentos desse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso fechar os olhos para cada dia que se apresenta, todinho para ser vivido. Então adeus ‘síndrome das unhas compridas’. Estou de volta, totalmente renovada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo a caverna de lado e troco o modelito de oncinha por uma calça jeans. Saiam da frente porque a fase “Uga-uga” acaba de acabar!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-7574301398177252682?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/7574301398177252682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=7574301398177252682' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/7574301398177252682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/7574301398177252682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2011/08/uga-uga.html' title='Uga-uga'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-pRYnyuoc6Uk/Tj65Pu4g8NI/AAAAAAAAANI/AzZ3HLylDpc/s72-c/uga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-6994092322645726642</id><published>2011-07-17T23:18:00.003-03:00</published><updated>2011-07-17T23:40:14.161-03:00</updated><title type='text'>Saudade</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-B55fMn6GY4s/TiOYURgprVI/AAAAAAAAANA/kMHEIFjzvyY/s1600/tatai.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 302px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-B55fMn6GY4s/TiOYURgprVI/AAAAAAAAANA/kMHEIFjzvyY/s320/tatai.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5630511433208409426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Demorei muito para começar essas linhas. Não sabia como traduzir esse sentimento novo que me acompanha. Saudade eterna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conseguia nem pensar nisso. Parecia que se eu escrevesse, ia ler, e se lesse, saberia que é realidade. Maluco isso, mas é exatamente assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O peito da gente fica anestesiado. Se não nos distraímos com o cotidiano, ele dói. Corremos o dia todo e quando paramos um pouquinho, vem aquela sensação de novo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi então me enfiar no trabalho. Fiz mil coisas durante as últimas semanas, mas o tempo não passa. Já me disseram que o luto é assim. Tem seus altos e baixos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas acho que chegou a hora. Então vou tentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perder meu pai num piscar de olhos foi muito forte. A vida corria seu rumo na maior normalidade. Toda família ia bem obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que o telefone rasgou a madrugada daquele 22 de junho. Do outro, lado minha mãe desesperada, me dizia uma frase que não fazia o menor sentido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Minha filha, estou aqui na Unimed, teu pai faleceu de um infarto fulminante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí para frente foi como se eu entrasse em uma nave, sem saber para onde iria. Os dias que se seguiram, os abraços, as lágrimas, a saudade sem fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perder nossos pais é como perder parte da gente. Somos muito deles. Temos tudo deles. Não sei como ser eu daqui pra frente. Falta uma parte de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que todo mundo fala no tempo. Eu acredito que será um bom amigo. Mas a verdade é que uma coisa muito forte aconteceu. Por mais que o tempo passe, nada será como antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que meu pai está bem. Acredito nisso, de coração. Ele está em paz, em um lugar muito especial e uma nova jornada começa por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei também que tive um enorme privilégio em ter caído por aqui como sua filha. Ele foi o cara mais autêntico que eu já conheci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha um coração do tamanho do mundo e um carisma que aplacava platéias de todos os estilos. Generosidade era sua marca registrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajudava gente que não acabava mais. Divertia as mais distintas rodas e era admirado desde a turma dos pés descalços até os magnatas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tratava todos com a mais exata igualdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas posso garantir que curti muito esse pai. Me diverti demais com esse amigo e admirei com todo o meu coração esse ser humano que convivi por 42 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico feliz com isso. Sei que nossa relação de pai e filha foi das mais sinceras. Fomos muito completos. Cumprimos nossa missão, ambos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso tudo, procuro me distrair com a vida que segue. Mas parece que a saudade está escondida debaixo da cama. Quando me deito para dormir ela pula e me sufoca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais engraçado é que um dia antes da partida, escrevi aqui no blog sobre o sentimento de perda. Nada é por acaso nessa vida, depois dessa não tenho mais dúvidas. Os sinais estão por aí, o tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é que pode? Tudo o que eu escrevi naquelas linhas, fizeram mais sentido ainda. Agora tenho que esperar o tempo me ajudar a senti-las de fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso encontrar aquela vontade de viver intensamente que falei no texto. A história segue. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho que descobrir como transformar a saudade em alegria!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-6994092322645726642?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/6994092322645726642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=6994092322645726642' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/6994092322645726642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/6994092322645726642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2011/07/saudade.html' title='Saudade'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-B55fMn6GY4s/TiOYURgprVI/AAAAAAAAANA/kMHEIFjzvyY/s72-c/tatai.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-6352147153825322985</id><published>2011-06-27T10:30:00.003-03:00</published><updated>2011-06-27T10:45:23.269-03:00</updated><title type='text'>Por enquanto...</title><content type='html'>&lt;em&gt;Mudaram as estações, nada mudou&lt;br /&gt;Mas eu sei que alguma coisa aconteceu&lt;br /&gt;Tá tudo assim tão diferente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se lembra quando a gente, chegou um dia a acreditar&lt;br /&gt;Que tudo era pra sempre,&lt;br /&gt;Sem saber, que o pra sempre, sempre acaba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nada vai conseguir mudar o que ficou,&lt;br /&gt;Quando penso em alguém só penso em você&lt;br /&gt;E aí, então, estamos bem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com tantos motivos&lt;br /&gt;Pra deixar tudo como está&lt;br /&gt;Nem desistir, nem tentar, agora tanto faz&lt;br /&gt;Estamos indo de volta pra casa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Meu pai querido partiu para ver outras paisagens na madrugada de quarta-feira(22). Por um tempo ainda vamos ter que nos acostumar com a caminhada sem aquele jeito singular de rir da vida. Mas são tantas coisas boas que guardo na memória e no coração, que vão servir de combustível para vivermos cada dia com intensidade! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto em breve, quando as palavras começarem a sair de novo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-6352147153825322985?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/6352147153825322985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=6352147153825322985' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/6352147153825322985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/6352147153825322985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2011/06/por-enquanto.html' title='Por enquanto...'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-3270803889170846769</id><published>2011-06-21T17:00:00.008-03:00</published><updated>2011-06-21T17:10:50.577-03:00</updated><title type='text'>Bruxinha boa</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-GJLURCcGMi8/TgD5CFTFFNI/AAAAAAAAAM4/yairmKiuc0o/s1600/neca.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 212px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-GJLURCcGMi8/TgD5CFTFFNI/AAAAAAAAAM4/yairmKiuc0o/s320/neca.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5620766149135635666" /&gt;&lt;/a&gt;Foto: Nauro Júnior&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um blog-divã é um lugar para todos os sentimentos que habitam o nosso coração. Aqui divido as delícias e dores do meu cotidiano. Mas desde domingo, uma dor em especial não conseguia se transformar em palavras: a perda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um sábado inundado pela alegria da Sofia com o seu aniversário, o domingo nasceu triste. Acordei com a notícia de que a nossa querida amiga Neca tinha partido às 8h10 daquela manhã chuvosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contei aqui, em vários textos, a minha admiração por essa pessoa tão especial (“&lt;a href="http://adoromelancia.blogspot.com/2010/02/tao-rara.html"&gt;Tão rara&lt;/a&gt;” - fevereiro de 2010, “&lt;a href="http://adoromelancia.blogspot.com/2010/07/um-lar.html"&gt;Um lar&lt;/a&gt;” - julho de 2010 e “&lt;a href="http://adoromelancia.blogspot.com/2011/03/fenix.html"&gt;Fênix&lt;/a&gt;” – março de 2011.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último deles contava da visita que fizemos para ela em março, no Hospital Moinhos de Ventos, a Kiki e eu. Passamos um dia alegre juntas e deixei com ela a medalinha que acompanhou a Sofia durante a sua luta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela segurou firme e pregou na camisola, bem grudada contra o peito. Era a imagem de Nossa Senhora, que foi nosso amuleto durante a doença da Sofia. Ficou lá, cuidando dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que chegou a hora. Depois de 14 anos de brava luta ela se foi. Difícil saber o que dizer para nós mesmos nessa hora em que nos deparamos com a finitude da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentimos uma saudade estranha. Tão ampla e profunda que não cabe na gente. Passei aquela tarde sentada naquela sala estranha do cemitério pensando em tudo que nos rodeava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é estranho imaginarmos que um dia seremos nós. É uma coisa inusitada demais, não cabe na lógica. E choramos por tudo. Pela amiga que se foi. Pelos medo de perder nossos amores. Pela fugacidade dos nossos momentos aqui. Tão bons!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para amenizar tantas incertezas, a gente sabe que deve pensar que não é um fim. Eu sei que ela foi para um lugar de paz, onde as dores do câncer não serão mais companheiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a ausência para sempre é por demais estranha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso hoje eu não tenho muito o que dizer. Vou guardar na memória aqueles olhos azuis brilhantes, tão cheios de vida. E no coração as tantas lições de amor à vida que ela nos deu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para quem não conheceu essa pessoa rara, achei nos meus arquivos uma foto que traduz exatamente quem foi a Neca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era o aniversário da Luisa, minha sobrinha, em 2009. Uma festa à fantasia, e todos os amiguinhos foram à carater. No meio da tarde, eis que chega a Neca. Cheia de energia, vestida de de bruxa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma bruxinha boa, que esteve aqui por um tempo. Nos ensinou muitas coisas, inclusive que o tempo não para. Contaminou todos que cruzaram o seu caminho com a força indelével da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso meus amigos, usufruir cada momento é para hoje. E para homenageá-la, o minímo que podemos fazer aqui é viver intensamente nossas histórias. Com alegria, é claro!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-3270803889170846769?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/3270803889170846769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=3270803889170846769' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/3270803889170846769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/3270803889170846769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2011/06/bruxinha-boa.html' title='Bruxinha boa'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-GJLURCcGMi8/TgD5CFTFFNI/AAAAAAAAAM4/yairmKiuc0o/s72-c/neca.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-5445444536508537950</id><published>2011-06-17T14:38:00.003-03:00</published><updated>2011-06-17T17:01:14.294-03:00</updated><title type='text'>Ciclo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-HBi27JtgIF4/TfuRopsxbCI/AAAAAAAAAMw/73VLpp4iI90/s1600/msn4.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-HBi27JtgIF4/TfuRopsxbCI/AAAAAAAAAMw/73VLpp4iI90/s320/msn4.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5619245087649262626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A vida é feita de ciclos. Neste sábado um deles se completa. O começo foi em um dia frio de junho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era o dia 18 de junho de 2005. Aquele sábado amanheceu com um ar estranho. Alguma coisa no ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei exatamente como descrever. Mas os dias que marcam nossas vidas pra sempre, costumam ter essa bruma indelével e inexplicável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela tarde fria e cinza o Nauro e eu entramos de mãos dadas no HU São Francisco de Paula. A única coisa que fizemos antes foi passar na igreja. Pedimos a Deus que tudo desse certo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava com 32 semanas de gestação e num piscar de olhos não senti mais a Sofia se mexer. Sem aviso prévio, ela veio ao mundo às 18h54, em uma cesárea de emergência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali foi o marco divisório da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do hospital só saímos definitivamente no dia 17 de setembro. Naqueles meses, muitos sentimentos se misturaram entre os prognósticos médicos. Amor, medo, ansiedade, fé, amizade, esperança. tudo muito intenso. Um reboliço de emoções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as paredes azuis daquele hospital, tive o maior aprendizado da minha vida. Ali entendi o quanto a vida é rara. E o quanto somos abençoados a cada nova oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também entendi o significado dos anjos. Aprendi que os milagres existem e começam dentro de nós. Eles brotam do amor incondicional. Do invisível, que muitas vezes nos ronda e não enxergamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E hoje tudo voltou na minha mente. Na hora do almoço, a Sofia me olhou e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mamãe, eu vou ter saudades dos meus cinco anos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo congelou por alguns segundos na minha cabeça. Eu segurei a mãozinha dela e disse que também iria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que sentia saudades de cada ano que passei com ela. De cada momento nosso nessa deliciosa aventura. E que sabia, que depois dos cinco anos, um novo mundo começava a desabrochar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me contive, obviamente. Chorei que nem sempre choro: abundantemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E amanhã, quando acordarmos, no sábado do dia 18 de junho de 2011, um ciclo vai se fechar e outro começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Nauro dessa vez estará em uma expedição, navegando pelo Oceano Atlântico, a bordo de um navio. A vida voltou ao seu rumo. Mas mesmo além mar, estaremos pertinho os três. Como sempre estivemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando aquela carinha iluminada abrir os olhos, eu quero dar um abraço bem apertado, e dizer que eu sou muito feliz de ser a sua mãe. Sua guardiã!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou agradecer mais uma vez, a todos os anjos que passaram na nossa vida até aqui. Tiveram inúmeras caras e nomes. Diferentes profissões e intenções. Mas todos souberam entender em algum momento, o quanto somos agradecidos à Deus e a vida por termos a Sofia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sábado, 18 de junho, o céu vai estar cinza de novo. O inverno frio mais uma vez. Mas as páginas dessa história, tenho certeza, cada vez mais cheias de vida. Coloridas como a alma da aniversariante do dia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado Papai do Céu, por esse presente dos céus!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-5445444536508537950?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/5445444536508537950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=5445444536508537950' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/5445444536508537950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/5445444536508537950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2011/06/ciclo.html' title='Ciclo'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-HBi27JtgIF4/TfuRopsxbCI/AAAAAAAAAMw/73VLpp4iI90/s72-c/msn4.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-6625639935876271482</id><published>2011-06-03T10:37:00.014-03:00</published><updated>2011-06-03T11:21:05.789-03:00</updated><title type='text'>Mundo das letras</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-J6SJpp93TJI/Tejmi5DGW1I/AAAAAAAAAMg/46wHq7wzmRI/s1600/Aquarela.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 235px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-J6SJpp93TJI/Tejmi5DGW1I/AAAAAAAAAMg/46wHq7wzmRI/s320/Aquarela.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5613990422621084498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ontem participei da reunião de avaliação do primeiro trimestre na escola da Sofia. No ano passado a pauta desses encontros era outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvíamos sobre as novidades dos nossos pequenos ao circular pelo meio escolar. Falávamos dos avanços cotidianos com os primeiros passos no mundo dos relacionamentos sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela época eu me emocionava muito ao perceber que nossa borboleta criava asas. Com seu jeitinho singular começava a voar além dos limites da nossa palafita na beira do Arroio Pelotas. Escrevi aqui no blog sobre o emaranhado de sensações que rondavam meu coração de mãe (&lt;a href="http://adoromelancia.blogspot.com/2010/02/cordao-umbilical.html"&gt;Cordão umbilical&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um tempo de êxtase para ela e de alguma dor maternal para mim. Uma mescla de medos e expectativa. Rompíamos ali um outro cordão umbilical. Ela estava pisando no mundo de todos, não mais no seu universo particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o passar dos meses e a conduta afetiva das professoras Michele e Ju, tudo foi se acomodando no meu coração. Foi um ano de muitas coisas legais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Sofia deu um salto de maturidade impressionante. Mas como diria Chê Guevara, sem perder a ternura jamais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano de 2011 chegou com a expectativa da nova professora e de como seria esse momento de encontro com as letras. Hoje em dia o “pré” já prepara nossos filhos para a primeira série de forma absolutamente intensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem pense em comparar as nossas cartilhas de "a-e-i-o-u" com a pedagogia dos tempos de hoje. Eles aprendem como mágica. Essas cabecinhas estimuladas pela tecnologia da informação estão bem além das fronteiras do nosso pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aí, a teoria é sabida por uma mãe jornalista. Alguém que se julga esclarecida e que está sempre ligada nos novos acontecimentos do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ledo engano!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada fui comprar um novo aparelho de 3G e enquanto eu fazia os trâmites com a vendedora a Sofia aguardava impaciente na cadeira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhava curiosa para a loja do outro lado da rua e balbuciava alguma coisa. E num piscar de olhos, me olhou e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mamãe, olha o que está escrito lá: L-OOOOOOO-C-AAAAAA-D-OOOOOO-R-AAAAAA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como assim Sofia? Quem te disse isso?????!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu li mamãe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela leu? Fiquei pasma. Paralisada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simplesmente aquela história de fazer desenhos coloridos e aprender a dar laço no cordão do tênis não era mais tudo que continha no universo da pré-escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi aí que começou a cair a ficha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa história começou a fazer sentido ontem, enquanto a professora Karine explicava ao grupo de pais da turminha do “Avançado A" todo processo de alafabetização que estavam vivenciando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha primeira constatação foi de que eles estão muito além do meu imaginário materno. Já enxergam o mundo através da escrita. Totalmente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vocês sabem o que isso significa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo, simplesmente tudo e muito mais. Em um mundo que voa com a velocidade da luz, ler é entrar em uma nave com destino ao universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o passo mais definitivo de nossos pequenos para além das nossas fronteiras domésticas. O roteiro inclui as imensuráveis possibilidades que um conjunto de letras possibilita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi essa constatação, em meio as explicações da "&lt;em&gt;Profi Karine&lt;/em&gt;", que romperam no meu coração uma barragem de lágrimas descontroladas. Em suma, foi pagando o maior mico durante a reunião de pais, que constatei que minha borboleta agora voava alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio a emoção e o medo, puxei meu lencinho de papel da bolsa e cortei mais um cordão umbilical que teimosamente eu insistia em segurar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa montanha-russa maternal, foi muito bom contar com uma professora tão especial como a Karine. Que permeia essa tarefa magnífica com amor, carinho e firmeza, em cada uma das etapas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conhecimento rompe todas as fronteiras do universo. Mas é preciso doçura para abrir essas comportas. Esse é o profundo significado de ser um professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até então a Sofia lia através de imagens e construía seu universo de sonhos e imaginação. Agora enxerga infinitas formas de construir seus sonhos, desejos e de seguir sua estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi por isso que chorei ontem na reunião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para minha princesa, no alto de seus cinco anos de idade, e entendi ali o poema de Kalil Gibran.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente nossos filhos vêm através de nós, mas não são nossos. Podemos outorgar o nosso amor, mas não nossos pensamentos. Compreendi o meu papel de arco, que lança a flecha para a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu desejo de mãe é que muitas palavras transformadoras escrevam uma bela história na estrada da Sofia. E que a sabedoria que ela leva no nome, construa pontes infinitas de sonhos e magia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com os acordes de uma estrofe de Toquinho, eu me despeço. Sem lágrimas, mas com sorrisos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E o futuro é uma astronave&lt;br /&gt;Que tentamos pilotar&lt;br /&gt;Não tem tempo, nem piedade&lt;br /&gt;Nem tem hora de chegar&lt;br /&gt;Sem pedir licença&lt;br /&gt;Muda a nossa vida&lt;br /&gt;E depois convida&lt;br /&gt;A rir ou chorar&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-6625639935876271482?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/6625639935876271482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=6625639935876271482' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/6625639935876271482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/6625639935876271482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2011/06/mundo-das-letras.html' title='Mundo das letras'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-J6SJpp93TJI/Tejmi5DGW1I/AAAAAAAAAMg/46wHq7wzmRI/s72-c/Aquarela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-2356214211984301070</id><published>2011-05-18T20:40:00.006-03:00</published><updated>2011-05-18T21:12:46.042-03:00</updated><title type='text'>Palavras estranhas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-gLeek6jqkCw/TdRZXxQTRnI/AAAAAAAAAMM/BxilCCJY0uA/s1600/fabio_jr%25281%2529.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-gLeek6jqkCw/TdRZXxQTRnI/AAAAAAAAAMM/BxilCCJY0uA/s320/fabio_jr%25281%2529.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5608205700876682866" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sabe aquelas palavras da língua portuguesa que a gente acha bonita, mas nunca usa? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei por que, mas eu tenho a minha listinha de “palavras estranhas”. São chamadas assim por não serem corriqueiras no nosso diálogo. Por soarem diferente ao falar. Em alguns casos não usamos até porque o significado causa dúvida ao interlocutor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, por tudo e por nada, são estranhas. Simplesmente estranhas. E costumamos não usá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, na minha lista delas está o verbo “titubear”. Diferente do seu significado, o dicionário não poupa objetividade para resumi-lo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;v.i. Cambalear, vacilar sobre as pernas: bêbado que titubeia.&lt;br /&gt;Hesitar, exprimir-se com indecisão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós temos momentos de indecisão, dúvida, mas titubear é algo além disso. É realmente quando vacilamos sobre as pernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e daí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí que há duas semanas fiz a assessoria de imprensa do show do Fábio Júnior aqui em Pelotas. É sempre o mesmo esquema. Faço credenciamento da imprensa, acompanho a entrada do pessoal, organizo a coletiva e o atendimento de pessoal no camarim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em se tratando de Fábio Júnior, participei pela manhã de uma reunião com o secretário particular dele para me repassar todos os detalhes da missão. Tudo milimetricamente orquestrado: coletiva, atendimento das fãs e show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para registrar o momento ele me solicitou a contratação de um fotógrafo. Chamei o Felipe Nyland para a pauta e na hora certa tudo começou a funcionar, conforme o cronograma do secretário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que eu não concorde, o Fábio Júnior continua levando uma legião de mulheres ao delírio. De todas as faixas etárias, classes sociais, uma coisa impressionante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com botox na bochecha, com o cabelo cada vez mais ralo e sem bunda, como sempre foi. Mas isso são mistérios do mundo feminino que não vou entrar no mérito agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que, depois da coletiva, as fãs afoitas começam a adentrar ao sagrado camarim. Era um ambiente impessoal, iluminado por uma lâmpada de cor azul onde as mulheres entravam sorrindo e saiam histéircas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vá entender!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas assim que a fila com cerca de 20 pessoas acabou, o Felipe sai lá de dentro. Me olha com uma cara apavorada e conta que o bonitão tinha dado um tapinha na bunda de uma morena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos os dois dando risada do causo, quando avistamos o tal secretário do Fábio Júnior tendo um “lero” com a morena. Era uma conversa em tom baixo, quase confissional, mas cheia de argumentações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora nos demos conta de que o bonitão tinha enviado o seu fiél escudeiro para trazer de volta a escolhida da noite. O papo seguia e nós os dois de olhos cravados na cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que olhamos para os lábios da popozuda e enxergamos sair aquela frase:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois é, mas é que eu sou casaaaaaada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa meio melosa, quase como uma sentença. Na hora dei um cotovelaço no Felipe e caímos na risada. Ela parou pensou, e depois de alguns segundos infinitos...evaporou na multidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora me veio à cabeça a melhor definição para cena: a morena titubeou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela cambaleou nas piores intenções, vacilou sobre as pernas, ficou bêbada de vontade, mas por fim, depois de hesitar, exprimiu-se com indecisão e disse que era casada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela definitivamente TITUBEOU!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena seguinte foi ela sentada na primeira fila do show, com uma dúzia de amigas na volta. Foi seu momento de glória. Ela estava quase dando autógrafos para as menos sortudas, que além de não terem ido no camarim, não ganharam o tapinha na bunda e não tiveram a oportunidade única de titubear frente a um convite irresistível do Jorge Tadeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso tudo, o show finalmente começou. Público animado, mulherada gritando e eu fui ficando. O repertório era de interpretações de músicas da Marina Lima, Tim Maia, tinha até Kleiton e Kledir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha dito para o Nauro que assim que acabasse a função do camarim iríamos para casa. Era sexta-feira, estava frio e a Sofia na casa da minha mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é que o show começou a ficar bom. Ouvi as duas primeiras músicas, veio a quarta, o intervalo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que naquela noite o meu bom gosto musical também titubeou. Pode acreditar!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-2356214211984301070?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/2356214211984301070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=2356214211984301070' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/2356214211984301070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/2356214211984301070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2011/05/palavras-estranhas.html' title='Palavras estranhas'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-gLeek6jqkCw/TdRZXxQTRnI/AAAAAAAAAMM/BxilCCJY0uA/s72-c/fabio_jr%25281%2529.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-4073714234754585251</id><published>2011-04-29T09:17:00.007-03:00</published><updated>2011-04-29T09:57:50.656-03:00</updated><title type='text'>Doce alma</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-GNBbVUYMR8c/Tbqy8u1wLAI/AAAAAAAAAME/rviQAUV63ZI/s1600/00_capa_.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-GNBbVUYMR8c/Tbqy8u1wLAI/AAAAAAAAAME/rviQAUV63ZI/s320/00_capa_.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5600985843024014338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na terça-feira passada fui convidada pela equipe do HU São Franciso de Paula, onde a Sofia nasceu, para assistir a uma palestra. O médico pediatra Luís Alberto Mussa Tavares, do Rio de Janeiro, estaria falando sobre os direitos dos bebês prematuros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como de costume, quando soube que ele se dedicava a essa tão nobre causa, fui direto ao google para saber um pouco mais sobre essa pessoa. Pude perceber, já à primeira “lida”, que se tratava de alguém especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor de vários livros, é uma médico que fala com a alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizemos um primeiro contato por mail e apresentei a ele nosso Instituto Abrace (&lt;a href="http://www.instutoabrace.org.br"&gt;www.instutoabrace.org.br&lt;/a&gt;) onde está nossa história com o Mundo de Sofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na terça-feira cheguei quase na hora da palestra, e não tive tempo de me apresentar. O Dr. Luis começou a falar enquanto mostrava em um power point fotos de prematuros e poemas de sua autoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já de começo, nas primeiras palavras, começou a se emocionar. Eu também. A cada palavra, comparação, constatação, percebia que estava diante de um ser humano e tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu trabalho é todo voltado a dismistificar os “decretos” da medicina. Ele escreveu a Declaração Universal de Direitos do Prematuro (&lt;a href="http://slidesha.re/F88Iq"&gt;http://slidesha.re/F88Iq&lt;/a&gt;) . Tem um olhar atento aos profissionais que participam de cada décimo de vida nas UTIs. Olha para o todo. Enxerga o bebê, a mãe, o pai, o ambiente, a história, a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mostrou para ao auditório lotado, que o prematuro sente dor, e precisa ser tratado com o máximo de cuidado. Para quem não sabe, a medicina acreditava que isso não acontecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi muito bom ouvir de alguém que veio de longe e estuda profundamente o assunto, o que impiricamente defendemos na prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final da palestra eu obviamente estava em lágrimas. Fui abraçar aquele &lt;em&gt;hobin hood &lt;/em&gt;da medicina e falar da minha satisfação em conhecê-lo pessoalmente. Com receptividade mútua, combinamos de trocar novos contatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes mesmo disso acontecer, recebi da Mariana (acadêmica de enfermagem), irmã da querida Paula Blaas, um poema feito pelo Dr. Luis, após sua estada em Pelotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divido aqui com vocês um pouco da visão desse home de alma doce:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O doce mais doce de Pelotas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Voce já provou dos doces de Pelotas?&lt;br /&gt;Gostou?&lt;br /&gt;Ja reparou como são feitos com cuidado e atenção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A impressão que a gente tem é que são preparados para sua boca, para seu degustar...&lt;br /&gt;Como são ternos, como seu paladar é marcante...&lt;br /&gt;O Pastel de Santa Clara, o Bem-casado, o Bom bom de Morango, a Queijadinha, o Beijo de Mulata...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, sim, claro...&lt;br /&gt;São bem gostosinho também...&lt;br /&gt;Vale até a pena escolher alguns deles pra levar pra casa...&lt;br /&gt;Garantia de sucesso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os doces de Pelotas, os verdadeiros, os doces mais doces dessa terra gaucha voce já conhece?&lt;br /&gt;Já provou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ja visitou o Hospital Universitario São Francisco de Paula?&lt;br /&gt;Ja conversou com a Rejane, nutricionista responsavel pela coordenação das açoes amigas da criança no Hospital e pela costura geral das normas de amamentação naquela casa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ja recebeu um abraço da Mariana, academica de Enfermagem que tem se dedicado ha 2 anos ao trabalh o com as puerperas e com seus bebes em aleitamento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ja sorriu para a Carla, Assistente Social que vislumbra a criança e seu entorno e percebe a importancia do vinculo como elemento apoiador de primeira grandeza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ja parou para escutar Dr. Gil que aos 41 anos de magistério tem o vigor de um menino e a avidez de um verdadeiro idealista?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ja provou da gentileza e receptividade do Dr. Silvio que percebendo a importancia das ações cuidadoras de proteção e apoio à mãe e ao bebe tem dirigido aquela casa com apoio incessante à causa do acolhimento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ja experimentou conversar com toda uma equipe que trabalha ali naquela casa e se emocionar varias vezes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ja reverenciou a história de Sofia e da Gabriela e do Nauro? Ja leu o Diario de Sofia? Ja marejou seus olhos diante da magestade materna da Gabriela e de seu exemplo para nossa especie? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já visitou dona Adelma na Enfermaria para ajuda-la no procedimento da translactação? Ja falou com a mãe da Adelma, avó do pequeno Lázaro, mamiferozinho gaucho de olhos claros e sucção promissora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já ouviu falar da Casa da Gestante?&lt;br /&gt;Já passou pela sua cabeça que a equipe inteira trabalha com ordenha manual, não usa bombas mecanicas e fazendo assim se permite coletar mais de 14 litros de leite materno por mes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ja entrevistou a mãe do Pedro, auxiliar de enfermagem que sofreu uma cesariana com 31 semanas de gestação e que bdepois de ter usado formula por copinho por 3  longos meses reassumiu aleitamento exclusivo com o qual permanece ate hj?&lt;br /&gt;Amigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem certeza que vc já provou dos doces de Pelotas?&lt;br /&gt;Do sabor seu materno?&lt;br /&gt;Da sua coloração lactea?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já se sentiu acolhido por uma equipe de um Hospital que não poderia ter outro nome que não São Francisco?&lt;br /&gt;Ainda não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu te asseguro que voce não sabe o que está perdendo.&lt;br /&gt;E como se não bastasse a doçura inesgotavel da Rejane e sua turma voce pode ter ainda a feli cidade de conversar com a Maria Amália e com a Jamile, que tornam o doce mais doce e fazem o frio pelotense transformar-se em calor e aquecimento verdadeiramente aconchegantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, meu amigo, minha amiga...&lt;br /&gt;Nada contra o Pastel de Santa Clara, o Bem-casado, o Bom bom de Morango, a Queijadinha, o Beijo de Mulata...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando voce for a Pelotas, eu recomendo:&lt;br /&gt;Não se esqueça de provar seus doces mais doces...&lt;br /&gt;Voce não vai conseguir parar de provar e se fartar deles...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos amigos do Hospital Universitario São Francisco de Paula representados nessa mensagem pela querida Rejane, meu agradecimento, minha reverencia e minha desde já saudade grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com carinho,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luis Tavares,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Campos, RJ.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-4073714234754585251?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/4073714234754585251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=4073714234754585251' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/4073714234754585251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/4073714234754585251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2011/04/doce-alma.html' title='Doce alma'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-GNBbVUYMR8c/Tbqy8u1wLAI/AAAAAAAAAME/rviQAUV63ZI/s72-c/00_capa_.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-8364871639275726913</id><published>2011-04-14T15:02:00.002-03:00</published><updated>2011-04-14T15:12:07.981-03:00</updated><title type='text'>Diálogo</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-fuSAHfXA-ts/Tac3E6vTWcI/AAAAAAAAAL8/84k5bJgypMg/s1600/anjo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 302px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-fuSAHfXA-ts/Tac3E6vTWcI/AAAAAAAAAL8/84k5bJgypMg/s320/anjo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5595501619657791938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Terça-feira, 11h35min do dia 12 de abril de 2011. Em uma estrada de chão batido do bairro Areal. Eu dirigindo. Ela na cadeirinha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mamãe, eu tava pensando uma coisa...como seria legal a vida se ninguém nunca morresse né?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É verdade Sofia, seria maravilhoso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Daí mamãe, o Cacá e a Cacú, não iam ficar velhinhos. E o Vô Nauro e a Vó Perci nunca iam morrer né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, seria o máximo mesmo Sofia. Mas então, nesse caso tu terias que ter cinco anos pra sempre, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ........ (silêncio)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que foi, tá pensando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É mamãe, eu pensei outra ideia. Então, eu acho que seria melhor, se eu crescesse até os sete anos. Daí, depois disso, todo mundo continuaria do mesmo tamanho, sem morrer nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, que ótima ideia Sofia. Então se fosse assim eu congelaria aos 44 anos. Ia ficar uma mamãe novinha pra sempre? Adorei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ...... (silêncio)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ...que maravilha...e o Vô Cacá então, nunca ia ter cabelo todo branco. Se ele está recém começando a ter uns fiozinhos, ia ficar sempre bonitão. Ele iria amar!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ...Espera aí mamãe. Eu tava pensando uma coisa...E a tua Voinha que já morreu??? Como ela ia fazer pra me conhecer se ela já foi á pro céu?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ...... (silêncio)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hein mamãe, como?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom Sofia, eu acho que a Voinha já te conhece, e não é de hoje. Ela deve ser a comandante dos anjinhos da guarda que moram lá no céu. E cada vez que a gente pede ajuda para o anjinho, ou para eles nos cuidarem, é ela que está organizando tudo por lá e nos manda algum bem eficiente para dar conta do recado. Nesse caso, eu acho que ela poderia continuar lá em cima, cuidando de todos nós, tu não achas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É, pode ser...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E tem outra coisa minha mimosa, tu podes ter certeza absoluta de que a Voinha já te cuidou muitas vezes enquanto a mamãe descansava. Pode acreditar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sei mamãe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(chegamos em casa)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-8364871639275726913?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/8364871639275726913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=8364871639275726913' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/8364871639275726913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/8364871639275726913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2011/04/dialogo.html' title='Diálogo'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-fuSAHfXA-ts/Tac3E6vTWcI/AAAAAAAAAL8/84k5bJgypMg/s72-c/anjo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-7180037805898505248</id><published>2011-04-07T18:24:00.005-03:00</published><updated>2011-04-07T22:48:41.382-03:00</updated><title type='text'>Carinho bom</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-_1_PLKX9eV0/TZ4vG_WYuDI/AAAAAAAAAL0/hhhGwk4JH6o/s1600/MC900433238%255B1%255D.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-_1_PLKX9eV0/TZ4vG_WYuDI/AAAAAAAAAL0/hhhGwk4JH6o/s320/MC900433238%255B1%255D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5592959584371783730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Hoje é comemorado o Dia do Jornalista. Acordei sem saber da data, até ver pipocar um verdadeiro entrelaçamento de mensagens entre colegas no twitter&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo depois abri o site do G1 e vi a tragédia que acabava de acontecer em uma escola no Rio de Janeiro. Um louco abateu crianças como um verdadeiro massacre que só assistimos na ficção. Fiquei perplexa e triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornalismo é também a notícia mais surreal. E assim passei o dia. Mais para triste do que feliz. Lá pelo final da tarde recebi um telefone com prefixo 51. Logo vi que era da capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado da linha a voz do Beto, um velho amigo dos tempos em que fazíamos o jornal "O Pescador", na colônia de pesca Z-3. Naquele tempo eu era uma estudante, ele um líder da comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com amáveis palavras ele queria me parabenizar pelo dia. Fiquei muito feliz com a lembrança e olhei para nós dois hoje com orgulho. Eu jornalista, ele vereador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol já coloria o horizonte quando um mail pulou na minha caixa de entrada do outlook. Era a Greice e seu jeitinho todo especial. Li e me debulhei em lágrimas. Divido abaixo com você esse último capítulo do meu "Dia do Jornalista".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----- Original Message ----- &lt;br /&gt;From: Greice Pich &lt;br /&gt;To: Satolep - Gabriela Mazza &lt;br /&gt;Sent: Thursday, April 07, 2011 5:59 PM&lt;br /&gt;Subject: Dia do Jornalista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que gosta de ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que gosta de escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que gosta de ler e de escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que lê tragédia e consegue escrever sobre amor. Tem gente que lê sobre amor e faz da vida uma tragédia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há os que escrevem por escrever... e constroem poemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos têm muito a dizer...mas não conseguem escrever. E há os que quando escrevem, perderam a oportunidade de ficar sem algo a dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim é vida de jornalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E hoje, Gabi, nessa pequena homenagem que eu mesma criei e escrevi quero te parabenizar pelo profissionalismo, pelas palavras doces, pelas histórias que insistes em contar. Por transformar experiências em belos poemas, por escrever quando se têm algo a dizer, por retratar a tragédia de forma bela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marta Medeiros deve ser tua fã, pois escreve como tu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bjs!&lt;br /&gt;Te adoro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;=======&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----- Original Message ----- &lt;br /&gt;From: Satolep - Gabriela Mazza &lt;br /&gt;To: Greice Pich &lt;br /&gt;Sent: Thursday, April 07, 2011 6:05 PM&lt;br /&gt;Subject: Re: Dia do Jornalista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amiga querida, me deixasses em lágrimas!! Que coisa mais linda!!! Essas palavras doces e sinceras encheram meu coração de alegria, em um dia em que a notícia amanheceu cheia de tristeza com o assassinato das crianças do Rio. Obrigado por cada uma delas, na sua grandeza e significado. E obrigado por me lembrar o quanto tenho prazer em ser jornalista!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;super beijo...e com a tua permissão, essa vai pro blog!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Gabi&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-7180037805898505248?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/7180037805898505248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=7180037805898505248' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/7180037805898505248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/7180037805898505248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2011/04/carinho-bom.html' title='Carinho bom'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-_1_PLKX9eV0/TZ4vG_WYuDI/AAAAAAAAAL0/hhhGwk4JH6o/s72-c/MC900433238%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-6298215793708165098</id><published>2011-04-02T16:42:00.005-03:00</published><updated>2011-04-02T17:34:26.774-03:00</updated><title type='text'>Eu e meus fuscas</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Rap6wMchxdY/TZeA5bXPHSI/AAAAAAAAALs/HKFZhMfan0Q/s1600/99.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-Rap6wMchxdY/TZeA5bXPHSI/AAAAAAAAALs/HKFZhMfan0Q/s320/99.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5591079186489875746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodei muitos quilômetros de juventude a bordo de um fusca. Ou melhor, de vários fuscas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu primeiro carro, aos 18 anos, foi um fusca bege, ano 60, que tinha pára-choque de aço. O coitado nasceu em plena ditadura militar, mas comigo viveu momentos de intensa liberdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dei a ele a honra de testemunhar episódios inesquecíveis e tenho certeza de que também teve um final de vida digno. Mas, como já era esperado, durou o tempo de três estações e muitas histórias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro de uma vez, que levei uma fechada de uma F1000 e resolvi sair em disparada atrás do motorista, num surto de vingança. Em meio aqueles minutos de desvario insano, a minha co-pilota disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas Gabi, tu ta louca, ele tem um caminhonetão, vai destruir o teu carro!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu cheia de grau, no alto daquela fase em que nos achamos imbatíveis, revidei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ahhhh não, mas o meu fusca tem para-coque de aço!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa inocência e enorme inconseqüência. Juro que hoje sou uma motorista bem mais pacífica e consciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando a uma noite estrelada de verão dos anos 90.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele ano, o point do momento era um barzinho na Praia do Laranjal. Como de costumes, nos reunimos no apartamento da Andrade Neves, onde morávamos minha irmã e eu. Era lá o centro do nosso universo juvenil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com aquele calor gostoso de dezembro, todos os caminhos levavam para um show do Procurado Vulgo (a banda do momento!) no tal barzinho da praia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabelo desalinhado, ombros ardidos do sol da tarde, brilho nos lábio e lá fomos nós, acotoveladas no fusquinha bege, rumo aos melhores momentos da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no caminho o coitadinho começou a passar mal. Tossiu, engasgou, começou a tremer. Mas segurou firme até uma rua de areia mais próxima à orla da Lagoa dos Patos. Ele não iria nos deixar na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi em frente a uma casa branca, de muro verde, que meu primeiro fusquinha veio a óbito. Ali, exatamente naquele lugar, o seu motor fundiu de vez. Nos despedimos para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dessa notícia triste, a noite só foi recompensada pela carona de volta. O falecimento do pobre fusca serviu de gancho para conhecer um gatinho da festa, que teve pretexto para me levar em casa e acabou virando meu namorado alguns dias depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sempre fui politicamente correta, no caso do fusca bege decidimos doar seus órgãos para um ferro-velho das redondezas. O mecânico disse que a pobre carcaça não serviria para mais nada, além de boas lembranças ou uma floreira de jardim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Optamos pelas lembranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a venda das peças, meu pai deu entrada no mais especial de todos os meus fuscas, o “Cerejinha”. Na verdade esse era meu e de minha irmã. Ganhamos juntas e dividíamos as despesas e o uso desse encantador modelo 1979.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela fase das nossas vidas, foi ele quem presenciou os melhores momentos das nossas descobertas. Voávamos as tranças para todos os cantos, sempre lotado de gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a unidade móvel oficial da nossa parceria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que caprichássemos no perfume, sempre chegávamos nas festas com aquele cheirinho de motor, que entrava pelas ventarolas da frente. Típico de fusca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as peripécias do cerejinha, teve uma vez que o motor pegou fogo, em pleno centro. A minha irmã gritava e batia na casa de uma mulher para pedir água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inútil criatura só dizia que o nosso carro ia explodir, e não dava a bendita água. Até que um cidadão de bem estacionou o carro ao lado, e em dois segundos apagou o fogo com o extintor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que susto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro do radinho dele, que só pegava AM. Então saíamos para noite ouvindo as rancheiras daqueles programas noturnos. Era o embalo para nossas baladas na sequência, movidas à Legião Urbana, U2 e muita música boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o passar dos anos chegou o dia em que minha irmã casou e foi morar em Jaguarão. Eu comprei a parte dela e fiquei de majoritária no cerejinha. Rodei mais alguns sonhos, até que o coitado pediu aposentadoria por tempo de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada mais justo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cumpriu com êxito a sua missão na terra. Foi testemunha dos melhores momentos de muita gente que conviveu com ele. Ah, se foi! Muitas passarão os olhos nessas linhas e terão mais episódios do cerejinha pra contar. Aposto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois desse, comprei um fusca verde desmaiado. Era uma cor meio indefinida. O motor era bom, tinha cara de novo e devia ser ano 1981, ou mais. Teve muita serventia, mas viveu mais o lado prático do cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esteve comigo nos tempos da faculdade e cruzou muitas vezes as estradas de chão batido rumo à colônia Z-3. Eu fazia um jornal experimental para colônia de pescadores e obviamente o meu fusca era nossa condução oficial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sábado por mês eu parava o verdinho em frente ao Diário Popular e pegávamos os exemplares do “O Pescador” recém impressos e lotávamos o porta-malas do fusca. Dali, seguíamos para Z-3 distribuir os jornais de casa em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um tempo bom. De grandes amigos e muito aprendizado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas com a despedida do verdinho, um vazio ficou dentro do meu peito. Quando casei com o Nauro ele só ouvia lamentações sobre a saudade que eu senti dos meus fuscas. Chegou até a me dar um fusca marrom, chamado de “Choquito”, mas que em pouco tempo quebrou o cabeçote e nos deixou a pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, duas décadas depois do meu primeiro fusca, tudo parece diferente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compramos recentemente um fusquinha. Com o fato de moramos pra fora e termos um carro apenas, o vai-e-vem do cotidiano acaba dificultando as coisas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “negócio” envolveu um iphone e mais alguns trocados. Por ai vocês já imaginam o estado do tal fusquinha. Ele é azul calipso e tem vidro com insulfilm. Para culminar, é rebaixado e tem uma daquelas direções minúscula, que mais parecem um pires.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, como a tal da Rural do Nauro é quase que para enfeite porque não funciona, o remédio foi comprar esse fusca para ele ir e voltar da faculdade à noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aí tudo bem, ele andava esporadicamente no fusca e eu sempre no nosso Palio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como na semana passada nosso carro novo ia chegar, e o Palio era parte do pagamento do zero, tivemos que entregá-lo à concessionária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, durante uma semana, ficamos dividindo o uso do fusquinha azul calipso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei se é a idade, ou o tempo que muda nossos interesses. Ou também se aos 20 anos a gente não tem nada na cabeça mesmo, mas eu passei um sufoco danado com o tal fusca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro dia que dirigi, até achei um quê de romantismo. Aquele cheirinho de óleo, os bancos estofados como antigamente, sei lá. Mas depois dos primeiros dez quilômetros, eu já comecei a pedir penico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha coluna ficou em pandarecos. O barulho do motor, aliado ao vento na cara, me dava uma baita dor de cabeça. Sem falar no cheiro a óleo que me fazia sentir levando uma borracharia nas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Socorrooooooooooooooooo!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como tudo na vida, foi uma catarse necessária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi bom me dar conta de que cada fase tem seus símbolos e que hoje, aos 42 anos, eu quero mais é ter o fusquinha nas boas lembranças dos meus vinte e poucos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sexta-feira, quando o cara da San Marino ligou para avisar que podíamos buscar o carro novo, dei pulos de alegria. Fomos todos bem faceiros receber o mais novo membro da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentei naquele carro novinho, confortável e agradeci. Agradeci por todos os meus fusquinhas, porque sem eles, eu nunca teria chegado até o tal do “Idea”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho certeza de que se não tivessem sido os meus fusquinhas e suas histórias incríveis, a vida hoje não teria a mesma graça. E eu certamente não seria quem eu sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo na vida tem seu tempo. Até os fuscas!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-6298215793708165098?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/6298215793708165098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=6298215793708165098' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/6298215793708165098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/6298215793708165098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2011/04/eu-e-meus-fuscas.html' title='Eu e meus fuscas'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Rap6wMchxdY/TZeA5bXPHSI/AAAAAAAAALs/HKFZhMfan0Q/s72-c/99.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-7583284546808729497</id><published>2011-03-19T16:46:00.006-03:00</published><updated>2011-03-19T21:14:13.341-03:00</updated><title type='text'>Fênix</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-o5K0AKAoA4A/TYUIa2rC8aI/AAAAAAAAALk/jOIUz85dAno/s1600/Phoenix_rising_from_its_ashes.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 229px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-o5K0AKAoA4A/TYUIa2rC8aI/AAAAAAAAALk/jOIUz85dAno/s320/Phoenix_rising_from_its_ashes.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5585880170268651938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma querida amiga está no hospital. Ela luta contra um câncer há alguns anos. É jovem, bonita, tem um marido que ama e uma filha que ilumina seus dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhamos nesses anos a sua brava batalha com imensurável admiração e orgulho. Aquele corpo franzino, já derrubou vários decretos da medicina com sua alma de leoa. Simplesmente rasgou os prognósticos que afirmavam, sentenciavam e assustavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi uma nem duas vezes. Foram várias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora ela está lá de novo. Naquele quarto inóspito, com cheiro de álcool gel e cores pastéis. Os decoradores de hospitais acham que são cores próprias para esses momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso da nossa querida amiga, isso é um ledo engano. Ela merece paredes cor de carmim, flores multicoloridas em um vaso vistoso e lençóis de cama tão bonitos quanto os seus olhos azuis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua alma é assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um tempo atrás escrevi sobre a admiração que tinha por essa pessoa. Foi em fevereiro de 2010, no post &lt;a href="http://adoromelancia.blogspot.com/2010/02/tao-rara.html"&gt;“Tão rara”. &lt;/a&gt;Naquela época as coisas ficaram complicadas. E mais uma vez ela deu a volta por cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversando agora há pouco no telefone com minha irmã, decidimos ir à Porto Alegre passar um dia com ela na semana que vem. Quero levar na mala a medalha de Nossa Senhora que ganhei de uma vizinha-amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amuleto acompanhou essa querida vizinha quando o marido sofreu de um câncer complicado. Daí, quando a Sofia estava no hospital, ela achou por bem me dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era véspera da cirurgia. Situação mais que crítica. A Sofia com menos de dois quilos, com infecção hospitalar e sem chance de esperar mais um dia para se operar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Completando o quadro da dor, eu estava internada em um quarto do mesmo hospital, infectada por outra bactéria gravíssima, com mil e um cuidados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na entrada do bloco cirúrgico o Nauro entregou a medalha na mão de uma das enfermeiras que seguiu com ela e recomendou que trouxesse de volta. A Sofia e a medalha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a anestesia, ela teve uma parada cardiorespiratória. O médico ficou dois minutos massageando aquele minúsculo corpinho. Quando estava quase desistindo, a Sofia voltou. E o mais incrível: sem seqüela neurológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso hoje, quando falei com minha irmã, não tive dúvidas. Preciso passar a medalhinha a diante. E para quem tem alguma dúvida de que milagres existem, eu conto que nesse instante tem uma menina peralta, de cinco anos, dando cambalhotas em cima da cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amiga Neca, segura firme que estamos chegando na quarta-feira para passarmos o dia juntas. Vamos dar boas risadas e colocar a medalhinha bem perto do teu coração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A força da vida é algo inexplicável. E a medicina cada vez mais se curva para essa verdade que transforma os destinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teu poder de fênix é a maior prova disso!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-7583284546808729497?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/7583284546808729497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=7583284546808729497' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/7583284546808729497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/7583284546808729497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2011/03/fenix.html' title='Fênix'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-o5K0AKAoA4A/TYUIa2rC8aI/AAAAAAAAALk/jOIUz85dAno/s72-c/Phoenix_rising_from_its_ashes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-669967020075837091</id><published>2011-03-01T20:29:00.007-03:00</published><updated>2011-03-01T21:17:57.785-03:00</updated><title type='text'>Tempo</title><content type='html'>Fiquei um tempo longe do blog. Não tirei férias do trabalho. Ser autônomo tem dessas coisas. Algumas vantagens, mas também a necessidade de administrar o tempo no revés do calendário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já que tive de continuar na labuta, optei por me dar um tempo. Nessa pausa íntima, fiquei bem quietinha, espiando as frestas do cotidiano. Deliciosos momentos comuns, que no correr dos dias nos escorrem pelas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para a Sofia no mágico reboliço das primeiras férias de sua vida. As tardes andando no balanço de corda, os banhos de arroio, os cabelos dourados irradiando a grama verde. Vi o quanto cresceu minha pequena. Já não é mais nossa bebezinha. Enxerga o mundo. Questiona. Nos pega de surpresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como surgiram as estrelas mamãe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá vamos nós, as duas para a internet. Eu com receio da imprecisão, recorro à tecnologia. Expliquei a ela que a mamãe não sabe de tudo, mas que por sorte, hoje temos o Google para dar uma mãozinha (ou azar!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também tive tempo para ver mais de perto as características tão próprias do meu marido. A força bruta que em um dia de folga vira cimento e constrói uma churrasqueira é também de pura sensibilidade. São dele as mesmas mãos que mergulham a máquina fotográfica no detalhe do dia que se esvai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem da alma esse olhar que congela instantes magníficos do cotidiano. Muitas vezes não tenho tempo de apreciar essa metamorfose tão singular. Tão ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enxerguei com carinho, os cantos do nosso espaço. Essa casa feita de retalhos da nossa história. Repleta de cores e símbolos, de gente que passou mas ficou. Como disse nosso amigo Sancler, mais parece cênica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi caminhando por esse cenário tão nosso que vi o quanto o jardim plantado em grande parte pelo Nauro e pela Sofia, já dá frutos. Comi o primeiro caqui que nasceu no calor desse verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi os brotos de pitanda e o florir prematuro do maricá. Sinal de inverno rigoroso, como dizem os antigos. Teve gosto da mais pura felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei tempo para tardes ociosas e bolo morno. Li alguns livros que estavam a minha espera na estante. Viajei pela literatura de Isabel Allende, descobri novos autores e me peguei sonhando em um dia publicar uma obra minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O verão já está com cara de outono. Amanhã recomeçam as aulas da Sofia. O cotidiano vai atropelar muitos detalhes que temos a sorte de enxergar mais de perto quando estamos desconectados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tudo na vida, tem os dois lados da moeda. A correria começa e com ela nosso radar fica atento, apontado para todos os lados. Nos debruçamos em semear, arar a terra para plantar mais sonhos. É um ciclo e cumpri-lo está na nossa essência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que venham então os assuntos da vida e sirvam de inspiração para nossos deliciosos encontros por aqui. Nesse espaço virtual, onde tudo é permitido. Desde não saber como nascem as estrelas, até a liberdade para daqui se ausentar!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-669967020075837091?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/669967020075837091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=669967020075837091' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/669967020075837091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/669967020075837091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2011/03/tempo.html' title='Tempo'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-2026967118015363287</id><published>2011-02-07T23:51:00.005-02:00</published><updated>2011-02-08T00:04:06.273-02:00</updated><title type='text'>Esperança</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TVCiGUZESLI/AAAAAAAAALU/s1ccGQFjULc/s1600/esperanca.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TVCiGUZESLI/AAAAAAAAALU/s1ccGQFjULc/s320/esperanca.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5571130968494065842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há algumas semanas um pensamento não sai da minha mente. Ando divagando sobre aqueles que lutam contra um câncer. Sobre a batalha dessa brava gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não está longe. Ronda as casas e as famílias. Espreita a felicidade alheia. Assombra sonhos. Abrevia futuros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso vê-lo em rostos bem próximos. Em pessoas que admiro. No meu pai que tanto amo. Em amigos virtuais e reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um de nós tem a sua lista de rostos nesse instante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele chega sem avisar e desorganiza a ordem natural. Coloca à prova. Faz a queda de braço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em alguns corpos está adormecido. Em outros mostrando sua empáfia. Se impõem na angústia de olhos jovens. Questiona. Deixa incerteza no amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto esse turbilhão me faz perder o sono, vi um documentário impressionante no GNT, The Gerson Miracle. É uma história instigante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Dr. Max Gerson foi um médico judeu que descobriu a cura para essa implacável doença em 1928. O tratamento é alternativo e a cura se dá através de uma dieta de sucos de frutas orgânicas e da desintoxição por inoculação de café orgânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso assisti a vários vídeos e depoimentos no youtube. Fiquei impressionada. Fiquei esperançosa. Quem sabe não é um caminho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um jeito de reinventar tantas histórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, peço ao tempo que tenha calma. Que não dê passos largos. E que novas ideias se apressem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o mínimo que esses tantos implacáveis guerreiros de hoje merecem. Que a esperança seja então a bola da vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-2026967118015363287?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/2026967118015363287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=2026967118015363287' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/2026967118015363287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/2026967118015363287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2011/02/esperanca.html' title='Esperança'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TVCiGUZESLI/AAAAAAAAALU/s1ccGQFjULc/s72-c/esperanca.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-5841619337402437375</id><published>2011-01-28T11:37:00.004-02:00</published><updated>2011-01-28T12:09:49.927-02:00</updated><title type='text'>Alex Atala</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TULG0ybx09I/AAAAAAAAALA/zZXkZ_DfyC0/s1600/f1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 242px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TULG0ybx09I/AAAAAAAAALA/zZXkZ_DfyC0/s320/f1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5567230699577136082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Fotos: Marcos Vilas Boas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos cinco anos o Nauro e eu nos debruçamos em construir a nossa lista de desejos todo dia 31 de dezembro. Quem já veio aqui em casa viu um papel todo rabiscado, colado na lateral da geladeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ritual é sempre o mesmo. No final da tarde do último dia do ano, fazemos um mate, sentamos na sala, e começamos a avaliar os itens riscados nos 364 dias anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comum sair alguma briga. Eu por exemplo achando que um sofá novo para sala é prioridade e ele defendendo a compra de uma lente melhor para o nosso equipamento fotográfico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim passamos pelo menos uma hora em meio a debates e risadas. O conteúdo dos desejos da lista varia. Vão desde coisas simples e possivelmente banais, até ousadias, ou quem sabe “sonhos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se é psicológico, ou se Freud teria alguma explicação, mas a coisa funciona bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só para situar e até mesmo contabilizar os resultados: ambos tivemos casamentos anteriores e quando ficamos juntos tínhamos meia dúzia de quinquilharias para juntar, além das tais escovas de dentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, além do meu fusquinha, ainda cheguei com uma fatura do Credicard com parcelas a perder de vista. Ele tinha um barco velho e um tal sofá preto horroroso, mas cheio dos valores sentimentais (custei a convencê-lo a desapegar da tal relíquia, mas ano passado consegui - ufaaaa!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim foi nosso começo de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente não sei que mágica fomos fazendo ao longo dos anos, mas quando olho para trás vejo que alguma estrela brilhou no nosso céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos primeiros anos contamos muito com a sorte e alguns chutes na lua. Um bom exemplo foi a forma com que compramos nosso terreno (que aos poucos cresceu). Em um mesmo ano (2004) ele ganhou dois concursos de fotografia nacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a grana dos prêmios, arrebatamos nosso chão. Tá certo que o artista é talentoso, mas se eu não tivesse inscrito as fotos...nada feito meu amigo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim seguimos até a lista de 2011, da qual quero falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ano elencamos muitas coisas práticas, como pintar a lareira, colocar um portão eletrônico na porteira, comprar uma geladeira nova, enfim, necessidades materiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a melhor parte da lista são os desejos que enchem a alma, e é deles que eu mais gosto. Um dos meus sonhos para esse ano é jantar no restaurante do Alex Atala, em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou louca por gastronomia e a cada ano fico mais encantada com a relação da comida com a vida. É uma coisa mesmo de tempero dos sentimentos, sabor de lembranças, olfato da memória. Sei lá o que, mas mexe por dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos livros que mais me encantou foi o “Afrodite”, da Isabel Allende. Eu já era fã de carteirinha, mas quando ela se jogou em uma verdadeira incursão sobre a comida e os sentimentos, não resisti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi aí que comecei a colecionar vontades ligadas à gastronomia. Hoje me delicio assistindo a programas de chefs malucos, certinhos ou exóticos. Adoro filmes relacionados a vida e comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi por isso que o meu grande desejo de 2011 está relacionado a esse contexto. Já resolvi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Este ano vou jantar no D.O.M. e bater na cozinha do Alex Atala para conhecê-lo pessoalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei ainda que mágica vou fazer, mas a verdade é que antes do dia 31 de dezembro deste ano vou ter o prazer de riscar esse item da lista. Podem acreditar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso não acontece, deixo aqui uma foto desse cara fantástico, que revolucionou a culinária moderna e seu restaurante está entre os 50 melhores do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não se preocupem, ele não atende assim como está nas fotos Esse foi um ensaio para a Revista Trip. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Se bem que não seria de todo mal...ahahahahahah!)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TULNsRFHQoI/AAAAAAAAALI/XgPUHKHwmuc/s1600/h2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 156px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TULNsRFHQoI/AAAAAAAAALI/XgPUHKHwmuc/s320/h2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5567238249766142594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-5841619337402437375?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/5841619337402437375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=5841619337402437375' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/5841619337402437375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/5841619337402437375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2011/01/alex-atala.html' title='Alex Atala'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TULG0ybx09I/AAAAAAAAALA/zZXkZ_DfyC0/s72-c/f1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-642168176305153906</id><published>2011-01-20T20:29:00.003-02:00</published><updated>2011-01-21T09:36:28.844-02:00</updated><title type='text'>Esplendor dos contrários</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TTldbJ03lyI/AAAAAAAAAKw/SshT1b4N-yw/s1600/lanchinha.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 219px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TTldbJ03lyI/AAAAAAAAAKw/SshT1b4N-yw/s320/lanchinha.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5564581535668475682" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foto: Paulo Rossi&lt;br /&gt;Ontem no final do dia eu estava especialmente cansada. Ando numa semana puxada, cheia de probleminhas de trabalho, que andam deixando meu estômago enrolado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final do dia fui buscar a Sofia na aula de tênis, e com aquele lindo fim de tarde ela me pediu para dar um último mergulho na piscina. Aproveitei a deixa e pedi cervejinha bem gelada, no bar do clube, acompanhada de uma porção de iscas de peixe à milanesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era tudo o que eu precisava para achar o epicentro da minha tempestade naquela quarta-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dei um afobado gole de cerveja. Ela parecia ter fermentado especialmente para aquele momento. As iscas de peixe estavam crocantes e, com o molhinho de pimenta, fizeram me sentir em uma propaganda da CVC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo estava de cinema, até que o meu celular tocou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado um marido impaciente, reclamava que estava cansado, louco para ir para casa. Como só temos um carro e moramos lá onde o Joãozinho perdeu as meias, tive que editar o roteiro desse filminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirei a Sofia da piscina sob protestos, sequei, vesti e abandonei as minhas iscas (que só em descrever já me deixam com água na boca) e fui buscá-lo no jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embarcaram no carro ele e minha enteada. Antes de pegar o rumo das casas, ele me diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos dar uma passadinha ali na Balsa?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não é de Satolep, esse é o nome de um bairro na zona do Porto, onde ficam pequenos estaleiros de barcos. A intenção, revelada no decorrer do percurso, era ver se a nossa lanchinha estava pronta, depois de uns reparinhos no motor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Agora uma pausa para localizar os leitores no tempo.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Nauro tem um fascínio, que não sei explicar, por duas coisas: indiadas e parafernálias. Eu não posso dizer velharias, porque a definição viraria contra mim. Ele brinca que é por isso que se casou comigo, já que tenho míseros seis meses a mais do que ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a verdade é que desde que casamos ele já comprou uma lista interminável de cacareco. Sempre com argumentos incríveis e convincentes. Não sei como!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso entre veículos de água e terra. Por sorte nunca pintou um teco-teco modelo Santos Dumont de barbada. Melhor nem dar a idéia!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse currículo de veículos - que de preferência dêem muito trabalho e  pouco uso - posso citar: uma moto Java do tempo das cavernas – acho que era do Fred Flinston, um reboque velho que foi praticamente “içado” de Novo Hamburgo até Pelotas, uma Kombi a diesel que quase virou floreira do jardim, além da Rural bipolar, que só liga quando está de bom humor. Esta, no momento, repousa na nossa garagem se querem saber!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como com os barcos não poderiam ser diferentes. Voltemos então ao longo dia ontem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei-o no tal estaleiro para que trouxesse de volta, ao aconchego do nosso trapiche, a lanchinha nova. Ela é fruto de um câmbio, feito há alguns meses, por outro barco, o Inca &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Nota da redação: não é fácil compreender esse emaranhado de “aquisições”, seria necessário fazer uma verdadeira árvore genealógica das quinquilharias, para melhor compreensão dos leitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei em casa, fiz o jantar, comi, coloquei a camisola...e nada. Até que lá pelas cansadas ele liga:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi meu amor...fiquei empenhado, a lancha parou aqui na boca do Arroio Pelotas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto, pensei, o programa ficou completo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele só queria avisar para eu não me preocupar. Já tinha acionado o socorro do nosso vizinho Diego, que iria rebocá-lo. A estas alturas os mosquitos faziam procissão pelas redondezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegou, eu já estava quase dormindo. Mas não me contive quando vi a cara dele. Chegou faceiro, animado, como se estivesse vindo de uma festa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dei uma risada e percebi que aquilo que a meu ver seria um problemão, pra ele foi pura diversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele curte o “ficar empenhado”. O legal é exatamente isso, a busca pela solução. Catar um mecânico tarde da noite, achar um barco pra rebocar, puxar um canivete do Magaiver, engraxar a roupa limpa e, se bobear, ainda fazer uma canoa com meia dúzia de juncos pra chegar em casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma coisa incompreensível, mas é a mais pura tradução do meu marido. O legal  é exatamente achar graça dessas diferenças. Esse é o verdadeiro esplendor dos contrários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o convívio, percebi que a gente passa muito tempo buscando a perfeição no casamento. Perde-se muito tempo e se gasta muita energia inutilmente. Na verdade, o bom dessa comunhão, é o diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagina se fossemos iguais? Não ia ter graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do mais teríamos que adquirir mais alguns hectares de terra para guardar a sucata que arrebataríamos por aí afora!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Desculpa meu gordinho, não resisti!! Ahahahahahahha)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-642168176305153906?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/642168176305153906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=642168176305153906' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/642168176305153906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/642168176305153906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2011/01/esplendor-dos-contrarios.html' title='Esplendor dos contrários'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TTldbJ03lyI/AAAAAAAAAKw/SshT1b4N-yw/s72-c/lanchinha.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-3229114146443113679</id><published>2011-01-19T09:17:00.002-02:00</published><updated>2011-01-19T09:22:09.424-02:00</updated><title type='text'>Fruto</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TTbIhuszzXI/AAAAAAAAAKo/N_QVguGRW_o/s1600/adoromelancia.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 229px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TTbIhuszzXI/AAAAAAAAAKo/N_QVguGRW_o/s320/adoromelancia.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5563854871460040050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe aquela história que o fruto nunca cai longe do pé?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso da paixão pela melancia, a carga genética caprichou na dose. Enquanto não publico o novo post, deixo essa foto clicada pela querida Miza Limões durante o Desgarrados de Satolep 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-3229114146443113679?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/3229114146443113679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=3229114146443113679' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/3229114146443113679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/3229114146443113679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2011/01/fruto.html' title='Fruto'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TTbIhuszzXI/AAAAAAAAAKo/N_QVguGRW_o/s72-c/adoromelancia.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-349119329795176503</id><published>2011-01-14T11:38:00.005-02:00</published><updated>2011-01-14T11:54:54.184-02:00</updated><title type='text'>Recomeço</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TTBSnHx1AVI/AAAAAAAAAKg/OTP_RVwJxC0/s1600/recomeco.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 212px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TTBSnHx1AVI/AAAAAAAAAKg/OTP_RVwJxC0/s320/recomeco.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5562036371858981202" /&gt;&lt;/a&gt;Foto: Nauro Júnior&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de algumas semaninhas de recesso estou de volta ao blog. Acordei disposta ao retorno. Acho que o fato de ter lido logo cedo a mais recente crônica da jornalista Eliane Brum, na Revista Época, me ajudou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela reproduziu, em meio a uma profunda análise sobre a vida, alguns trechos de uma entrevista de Clarice Lispector ao psicanalista Hélio Pellegrino. Em dado momento ele diz:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Escrever e criar constituem, para mim, uma experiência radical de nascimento. A gente, no fundo, tem medo de nascer, pois nascer é saber-se vivo – e, como tal, exposto à morte".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro ler coisas que pareçam traduzir na palheta os meus sentimentos. Alguns autores têm esse talento exageradamente. Comigo a Eliane Brum é um caso de “nunca te vi, sempre te entendi”. É uma simbiose incrível, de sentimentos parecidos e fases paralelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente que ela nem sonha da minha existência. Mas voltando a vaca fria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bom recomeço exige sonhos frescos. Por isso quero eles à granel nesta nova jornada. Lindos, gordos, lustrosos e prontos para serem consumidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nada muito exagerado e impossível. Vou deixar a mega-sena para outra encarnação. Quero me dedicar a causas palpáveis, pelo menos com o fio terra no chão. O resto do corpo pode levitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me contendo com algumas tardes de &lt;em&gt;happy hours &lt;/em&gt;quando a semana estiver tensa. Também seria bom “chutar o balde” vez que outra, para pegar um cineminha no meio da tarde. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou consumista, mas talvez invista em algum supérfluo. Depois da sandália de salto alto de 2010, quem sabe uma bota de inverno para ver o frio das alturas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero chorar aos quilos, mas rir às toneladas. Não quero hibernar no inverno, nem esperar a primavera para florescer. Quem sabe descobrir onde fica o termostato e ajustá-lo à beleza de cada estação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, e a gastronomia. Quero me dedicar mais aos prazeres da vida. E a comida tem ligação direta com a alma. Seja em casa, debaixo de uma paineira, ou no restaurante do Alex Atala. Não interessa o contexto. O que importa é não deixar de sentir o sabor singular das confissões que surgem na volta de uma mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero brindar a vida. Beber estrelas. Tomar milhares de litros refrescantes da mais pura e cristalina água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses 300 e poucos dias que ainda temos em 2011, quero renascer muitas vezes. Aqui, escrevendo, e lá fora, sentindo o vento no rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois de chorar bem alto, aprender a caminhar. Descobrir as palavras mais legais e soltá-las ao vento. Não deixar de dizer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, quero tudo ao mesmo tempo. Dias de paz, mas cheios de intensidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como disse o Hélio Pellegrino a Clarice Lispector:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;“Viver bem é consumir-se, é queimar os carvões do tempo que nos constitui. Somos feitos de tempo, e isso significa: somos passagem, somos movimento sem trégua, finitude. A cota de eternidade que nos cabe está encravada no tempo. É preciso garimpá-la, com incessante coragem, para que o gosto do seu ouro possa fulgir em nosso lábio. Se assim acontece, somos alegres e bons, e a nossa vida tem sentido".&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-349119329795176503?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/349119329795176503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=349119329795176503' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/349119329795176503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/349119329795176503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2011/01/recomeco.html' title='Recomeço'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TTBSnHx1AVI/AAAAAAAAAKg/OTP_RVwJxC0/s72-c/recomeco.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-1857834343155781524</id><published>2011-01-12T15:08:00.001-02:00</published><updated>2011-01-12T15:09:15.168-02:00</updated><title type='text'>Recesso</title><content type='html'>Gente querida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirei uns dias de férias do meu divã-virtual. Em alguns instantes estarei de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bjs e saudades&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-1857834343155781524?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/1857834343155781524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=1857834343155781524' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/1857834343155781524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/1857834343155781524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2011/01/recesso.html' title='Recesso'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-2446659955286980963</id><published>2010-12-23T21:22:00.002-02:00</published><updated>2010-12-23T22:25:38.480-02:00</updated><title type='text'>Centro do universo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TRPaL4T4wnI/AAAAAAAAAKM/TKezuwVPcCU/s1600/blog.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 230px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TRPaL4T4wnI/AAAAAAAAAKM/TKezuwVPcCU/s320/blog.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5554022663107166834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa época do ano não passa indiferente. Afora os significados religiosos, existe certa magia oculta no ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incrível eu estar escrevendo isso depois de ter passado a semana na maior correria. Estive atucanada, me dividindo entre os afazeres profissionais e os maternos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Sofia está de férias. A babá dela também. Capitou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso minha semana andou na corda bamba, entre o prazer de estar todo dia ao lado de minha filha mimosa, e o estresse de tentar conjugar isso ao trabalho. Equação que não tem ciência exata que feche.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto com isso, este ano atrasei minha lista de presentes. Eu que sou toda organizada e em novembro já estou com a lista de presentes quase liquidada, me dei mal este ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, quase véspera de Natal, finalmente estacionei meu trenó no centro. Em alguns segundos me vi em meio a multidão de errantes, suando em lojas, em busca de presentes que já foram vendidos há horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para amenizar meu desespero, contei com a presença solidária do meu maridão. Ele fez as vezes de motorista, carregador e conselheiro, dependendo da necessidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último item da maratona natalina era, nada mais, nada menos, do que um “ranchinho básico” no hipermercado local. Depois de vencido o acotovelamento na fila da verdura, o “sai da frente” dos carrinhos atravancados no meio do corredor e a fila interminável do “caixa em treinamento”, finalmente um oásis apareceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizemos uma parada estratégica na lanchonete do Treichel, para repor a sanidade mental e comer o melhor cachorro-quente da cidade. Enquanto eu traçava o dito cujo e o Nauro degustava uma torta mineira, uma mensagem chegou no celular dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era nosso amigo Cadré, jornalista, radicado atualmente em Frederico Westfalen. Ele dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já estou aqui, no centro do universo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frase foi dita em uma mesa do Cruz de Malta, tradicional bar da cidade, onde se toma a cerveja mais gelada do mundo e se come o melhor croquete do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi degustando a satisfação do Cadré, com aquele tão esperado momento de retorno ao berço, que fiquei pensando no profundo significado desses dias de final de ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que assim como ele, hoje nossa amiga Daniela Xu deve fazer a mesma coisa. Não sem antes, passar no balcão do Café Aquários e sentir o peito inundar de prazer ao saborear aquele café carioquinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É exatamente isso. É o momento em que cada um de nós volta para o seu canto. Busca as suas origens. Cata suas referências de paladar, olfato, carinho. Resgata saudades, brinda amizades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São essas e tantas outras razões que fazem desses dias, tão especiais. Talvez Natal e Ano Novo sejam exatamente isso: uma oportunidade de estarmos no centro do nosso próprio universo. Seja ele em Satolep ou em qualquer canto do mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-2446659955286980963?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/2446659955286980963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=2446659955286980963' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/2446659955286980963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/2446659955286980963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/12/centro-do-universo.html' title='Centro do universo'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TRPaL4T4wnI/AAAAAAAAAKM/TKezuwVPcCU/s72-c/blog.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-4352322686786141346</id><published>2010-12-12T12:41:00.007-02:00</published><updated>2010-12-14T10:15:11.220-02:00</updated><title type='text'>Guga forever</title><content type='html'>Sábado à noite assisti ao desafio entre Guga e Agassi no Maracanãzinho. O jogo tinha caráter filantrópico e saudosista ao mesmo tempo. Enquanto a bola rolava viajei no tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dez anos, no mesmo período, Guga alcançava o topo do ranking da ATP. Foi em Lisboa, quando venceu Agassi por triplo 6/4 na final, conquistando o Masters Cup de 2000. Com isso foi confirmado como novo número 1 do mundo do tênis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele tempo eu já era fã de carteirinha do “Manézinho” e já tinha impresso no currículo o meu grande feito. Foi dois anos antes, em 1998, quando eu morava em Florianópolis. Já cursava jornalismo e estava no segundo ano de faculdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expectativa nacional sobre Guga era enorme. Éramos um povo carente de ídolos e órfãos de Ayrton Senna. Isso por si só já era um peso e tanto para o guri dos cabelos cacheados. Seu jeito simples, carismático e cativante reunia os ingredientes que precisávamos para encontrar no tênis uma mania nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como boa fã que se preze, eu vivia lendo tudo que saia sobre Guga na imprensa. Ele recém tinha sido derrotado nas rodadas preliminares de Roland Garros, pelo então desconhecido Marat Safin. Com a pressão para que conquistasse o bi-campeonato, Guga voltou para o Brasil carregando nos ombros o peso das frustrações de um povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse tempo ficou recluso, evitando contatos com a imprensa. Queria simplesmente ficar no seu canto. Na sua ilha, literalmente. E eu nessa época sabia toda a vida dele. Onde morava, treinava,  lugares que gostava de freqüentar, surfar e etc. Era inverno em Floripa, e numa manhã cinza resolvi pegar o carro e percorrer as pistas atrás de Guga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagina a pretensão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como diz o ditado, jornalista precisa de uma boa dose de sorte. Mesmo sendo uma estudante, não podia imaginar que naquele dia o meu potinho estaria cheio. Desci o morro da Praia Brava e me deparei com uma série de edifícios altos, à beira-mar. Estava tudo deserto. Ninguém pelas ruas, a não ser um grupo de crianças recém saídas do colégio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dobrei a primeira rua e estacionei. Minha intenção era pedir informação para algum vivente que cruzasse caminho. Queria perguntar se sabiam onde era o apartamento do Guga naquela praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi aí que ouvi aquele som mágico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ploc, ploc, ploc, ploc,...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei que deveria ser algum tenista, e por isso saberia informar. Dei alguns passos em direção àquele som familiar e me deparei com uma miragem. Era o Larry e o Guga, em carne e osso. Eles me olharam e eu sorri, pensando instantaneamente no que faria com aquela situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois minutos depois pararam o bate-bola e o Larry veio em minha direção. Me apresentei como “jornalista” e perguntei se poderia fazer uma rápida entrevista com eles. A palavra “Pelotas” foi a senha. Larry disse que tinha sido casado com uma pelotense e que tinha boas lembranças da terra. Pediu que eu esperasse o final do treino para começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aí que o pânico tomou conta. Imagina só, entrevistar o Guga, naquele minuto. Pra começo de conversa eu não tinha papel nem caneta. Na mesma hora saí em busca da criançada do colégio. Praticamente assaltei os guris e consegui duas folhas de papel e uma caneta. Vencida a primeira etapa, fui direto para a quadra fazer algumas fotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em pouco tempo eu estava sentada no chão de saibro, ao lado da dupla. Como era minha primeira entrevista, e o interlocutor era um ídolo, eu não sabia se anotava as respostas ou ficava admirando ele falar. Fiz as duas coisas ao mesmo tempo e depois de meia hora tinha uma entrevista exclusiva com o cara mais procurado do momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei para casa em êxtase. Passei tudo para o computador e liguei para o Cabral, editor de esportes do DP. A entrevista virou matéria de página no dia 9 de junho de 1998, Dia do Tenista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A odisséia se transformou em episódio do quadro “Retrato Falado”, do Fantástico. A atriz Denise Fraga fez às vezes da estudante atrapalhada, que realizou o grande sonho de entrevistar Guga Kuerten.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E neste sábado, durante o jogo no Maracanãzinho, todas essas lembranças escondidas na minha caixinha de pandora voltaram. Esse episódio vai estar pra sempre guardado. É aquele tipo de sonho bom, que o tempo não apaga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como ele. Nosso Guga forever!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-4352322686786141346?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/4352322686786141346/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=4352322686786141346' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/4352322686786141346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/4352322686786141346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/12/guga-forever.html' title='Guga forever'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-2789487028696000571</id><published>2010-12-01T11:41:00.010-02:00</published><updated>2010-12-02T00:31:48.421-02:00</updated><title type='text'>Melhor que o Jabuti</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TPZWjxk1JBI/AAAAAAAAAJ0/WlIdOHvD-jw/s1600/toni.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TPZWjxk1JBI/AAAAAAAAAJ0/WlIdOHvD-jw/s320/toni.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5545715163756569618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foto: Nauro Júnior - Teatro Guarany&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dependendo do ponto de vista a inveja pode ser uma dádiva. Cheguei a essa conclusão depois de ler o blog da &lt;a href="http://wp.clicrbs.com.br/marthamedeiros/?topo=52,1,1,,170,e170"&gt;Martha Medeiros&lt;/a&gt; ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela acabou de lançar sua mais recente obra, o livro “Fora de Mim”, que por sinal estou louca para ler. Adoro seus textos desde os tempos do “Strip-Tease”, em 1985.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela foi minha confidente da adolescência até agora, quando pisei nas quatro décadas. Aquele tipo de texto em que a gente se identifica. Parece estar sendo ouvida, compreendida, acolhida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele tempo eu nem sonhava em ser jornalista. Dividia minha rotina entre as cadeiras de Educação Física e muitas descobertas. Voava as minhas tranças a bordo de uma bicicleta, pelas ruas de paralelepípedo de &lt;a href="http://www.vitorramil.com.br/literatura.htm"&gt;Satolep&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida era uma mistura de sanduíche natural, lágrimas, festas, e muitos sonhos. Típico de uma escorpiana passional, em pleno desvendar de cortinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então a Martha Medeiros é minha amiga-telepática. Com ela debati as primeiras decepções amorosas, passando por primordiais dicas literárias até chegarmos hoje nas aflições da maternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sintonizamos sempre. Na verdade eu liguei meu rádio no &lt;em&gt;dial&lt;/em&gt; dela, e fique feliz em acompanhar o seu crescimento profissional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes era uma escritora daqui. Hoje ultrapassou as fronteiras dos pampas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como tudo que é nosso, muitas vezes só percebemos isso quando esse território universal já ganhou novos patamares. E foi o que me aconteceu quando li ontem a coluna que o Toni Bellotto escreveu sobre ela: &lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/cenas-urbanas/cenas/quem-tem-medo-de-martha-medeiros/"&gt;Quem tem medo de Martha Medeiros?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crônica está bárbara, ao seu melhor sabor titânico. Ele fala da inveja que sentiu ao chegar na sessão de autógrafos da nossa gaúcha, em uma livraria do RJ. A “bicha”, como dizemos por aqui, invadia as calçadas. A fila era monumental, contou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história termina quando, quase cinco horas depois, ele e a esposa conseguem finalmente chegar à nossa diva literária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando terminei de ler fiquei saboreando por alguns minutos aquele momento. Imaginando a cena e viajando. Cheguei à conclusão de que a inveja boa é uma delícia. Ainda mais se vinda do Toni Bellotto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então hoje tomei uma decisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando lançar o meu primeiro livro, o Toni e a Martha vão estar no topo da minha lista de convidados. E já aviso à dupla: podem trazer o mate porque a fila vai ser longa. Esse gostinho é mais ou menos como ganhar o &lt;a href="http://www.cbl.org.br/jabuti/"&gt;Prêmio Jabuti&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero vocês um dia. Em breve!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-2789487028696000571?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/2789487028696000571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=2789487028696000571' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/2789487028696000571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/2789487028696000571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/12/melhor-que-o-jabuti.html' title='Melhor que o Jabuti'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TPZWjxk1JBI/AAAAAAAAAJ0/WlIdOHvD-jw/s72-c/toni.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-6326036923499816001</id><published>2010-11-26T12:01:00.007-02:00</published><updated>2010-11-26T12:23:36.501-02:00</updated><title type='text'>Valores</title><content type='html'>Hoje de manhã recebi um mail falando sobre uma campanha publicitária que o Citibank fez em São Paulo. Eles espalharam outdoors por toda cidade, com frases fortes sobre a relação entre dinheiro e vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira frase diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Crie filhos em vez de herdeiros”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simples assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nascidos no final da década de 60, como eu, cresceram em meio a ebulição dos novos conceitos. Passamos de uma geração que pensava em deixar herdeiros, para uma que queria liberdade e muita felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, acho que somos a metamorfose ambulante nesse desabrochar de novos conceitos. Mesmo assim, a frase acima permanece intocável. Todos nós queremos criar seres humanos felizes, acima de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a verdade é que educar um filho não é tarefa fácil. Não tem bula. Muito menos manual, e quando toca a nossa vez, parte das teorias aprendidas por anos vão por água abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo requer uma dose de sabedoria e muitas de intuição. Caso contrário a coisa vira um estresse bárbaro e o melhor do cotidiano se perde nas pequenices.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já escrevi aqui, no início do ano a Sofia entrou para o colégio. No meu primeiro embate de valores encarei de frente a tal &lt;a href="http://adoromelancia.blogspot.com/2010/05/mochila-de-rodinhas.html"&gt;mochila de rodinhas&lt;/a&gt;. Foi o primeiro golpe nas minhas certezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos fui entendendo como dosar o que penso da vida frente a esse novo universo. Tudo isso sem agredir, chocar, parecer rabugenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada fácil essa tarefa de mãe. Nada fácil equalizar os valores verdadeiros dos financeiros nesse mundo que gira mais rápido que o nosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tarefa árdua a de educar, mas ao mesmo tempo fascinante e deliciosa. Talvez o melhor dos paradoxos da vida cotidiana. A eterna interrogação que me persegue do acordar ao dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca pensei em ter conta no Citibank, mas confesso que se eles queriam a minha simpatia, ganharam. E mesmo que eu tenha a certeza, mais que absoluta, de que eles preferem que os nossos filhos fiquem ricos e engordem os seus balanços anuais, eu finjo que acredito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A essência do que eles disseram não tem preço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Crie filhos em vez de herdeiros"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Dinheiro só chama dinheiro, não chama para um cineminha, nem para tomar um sorvete" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não deixe que o trabalho sobre sua mesa tampe a vista da janela" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não é justo fazer declarações anuais ao Fisco e nenhuma para quem você ama" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Para cada almoço de negócios, faça um jantar à luz de velas"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Por que as semanas demoram tanto e os anos passam tão rapidinho?"&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Quantas reuniões foram mesmo esta semana? Reúna os amigos" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Trabalhe, trabalhe, trabalhe. Mas não se esqueça, vírgulas significam pausas..." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"...e quem sabe assim você seja promovido a melhor (amigo / pai / mãe / filho / filha / namorada / namorado / marido / esposa / irmão / irmã.. etc.) do mundo!" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você pode dar uma festa sem dinheiro. Mas não sem amigos." &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;E para terminar, mensagem afixada na parede de uma farmácia:&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; &lt;br /&gt;"Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim, ele saberá o valor das coisas e não o seu preço”&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-6326036923499816001?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/6326036923499816001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=6326036923499816001' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/6326036923499816001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/6326036923499816001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/11/valores-hoje-de-manha-recebi-um-mail.html' title='Valores'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-6548544388272061064</id><published>2010-11-21T20:46:00.005-02:00</published><updated>2010-11-21T21:20:43.610-02:00</updated><title type='text'>Pipoca de mel</title><content type='html'>Me criei correndo e brincando em meio as escadas e bancos do Hipódromo da Tablada. Minhas fotos de infância mesclam entre aniversários, natais, e fotos ao lado de cavalos, jóqueis e todo aquele universo que foi meu cenário de menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso dizer que desde que me entendo por gente meu pai faz parte dessa história. No ano passado, quando ele decidiu formar uma chapa, e se candidatar à presidência do Jockey Club de Pelotas, fiquei receosa. Ele estava em plena luta contra um câncer, que já tinha levado seu rim direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso a antiga diretoria estava atolada em estórias muito mal contadas. O abacaxi não era pequeno e ainda por cima muito azedo. Cheguei a comentar se aquele seria um bom momento, já que imaginei que teria um desgaste além do imaginável. Pensei que não seria o melhor remédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com seu estilo singular, meu pai me respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sou homem de morrer lutando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acatei sua decisão e durante este ano e meio o apoiei incondicionalmente. Foi uma árdua batalha pela revitalização do nosso querido “prado”. Liminares na justiça e pressão por todos os lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de muita água rolar por debaixo da ponte, este domingo foi marcado pela reabertura da Tablada. Apoiado por um grupo de fiéis escudeiros e pela força impressionante da minha mãe, eles conseguiram. O Jockey Club de Pelotas reconquistou a Carta Patente, ganhou novos ares e estava de volta, ainda mais especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nos aproximamos de carro e vi aquele pavilhão repleto, comecei a me emocionar. Eu não imaginava que tanta gente estaria lá. Eram pessoas das mais variadas idades. Famílias inteiras, amigos, desconhecidos. Eram os velhos freqüentadores do prado, que estavam órfãos do seu programa de domingo. Eram os jovens, empolgados como a retomada de um patrimônio de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percorri as velhas escadas da Tablada inebriada com a alegria daquele público. Vi lágrimas escorrendo dos olhos de gente para quem o Jockey era parte de sua vida. Entre abraços e sorrisos, enxerguei o quanto tinha valido à pena aquela batalha. Senti um orgulho enorme transbordar do meu peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desci para comprar uma pipoca para Sofia. Contei que quando eu tinha a idade dela, sempre comia uma pipoca com mel, que vendia atrás do pavilhão dos remates. Nos dirigimos para carrocinha e uma moça simpática nos atendeu. Pedi uma salgada para Sofia e nisso vi que ela tinha a tal da pipoca com mel, uma raridade entre os pipoqueiros modernos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentei com a menina que quando eu era pequena sempre comia aquele tipo de pipoca, e que me dava um gosto de infância na boca. Falei que tinha um pipoqueiro que sempre ficava naquele local e que era uma referência para o meu tempo de criança. Foi então que ela brilhou os olhos e me disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Era o meu pai!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enchi os olhos de água e sai com a Sofia pela mão, saboreando aquele gosto maravilhoso de domingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não disse pra ela, mas tive a certeza de que meu pai tinha feito a coisa certa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://scripts.widgethost.com/pax/counter.js?counter=ctr-esrmjben2x"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;&lt;noscript&gt;&lt;a href="http://www.pax.com/free-counters.html"&gt;&lt;img src="http://counter.pax.com/counter/image?counter=ctr-esrmjben2x&amp;noscript=1" alt="Free Hit Counter" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/noscript&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-6548544388272061064?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/6548544388272061064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=6548544388272061064' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/6548544388272061064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/6548544388272061064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/11/pipoca-de-mel.html' title='Pipoca de mel'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-523138289848703477</id><published>2010-11-20T15:09:00.005-02:00</published><updated>2010-11-20T16:12:39.115-02:00</updated><title type='text'>Carmim</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TOgBC6-6NYI/AAAAAAAAAJs/4hv0zvKYz0k/s1600/40graus.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TOgBC6-6NYI/AAAAAAAAAJs/4hv0zvKYz0k/s320/40graus.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5541680491183879554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foto: Nauro Júnior&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada fase da vida tem suas descobertas. No meu caso, em especial, elas invariavelmente não seguiram a cronologia típica das idades apropriadas. Desde o primeiro beijo, que foi aos 15 anos (pasmem!), até o último feito desta manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, 20 de novembro de 2010, eu pintei as unhas de vermelho pela primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, é fato! Tenho 42 anos de idade, uma filha, três cachorros, uma empresa que vai completar cinco anos, e só hoje pintei as unhas de carmim. Uma cor de esmalte chamada “40 graus”. É tão vermelho, que o tom vibrante está atrapalhando a minha desenvoltura no teclado neste momento. Acreditem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante essas quatro décadas, o máximo que vi nas mãos e nos pés foi um verniz esbranquiçado, quase que protegendo as unhas. Informação nada relevante, se pode pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, se este simples ato não estivesse permeado de significados. O passo de hoje foi bem mais do que um certo retardo de iniciativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós temos coisas que nunca fizemos na vida. Desde bobagens, como essa que estou contando, até atos fortes, tão intensos quanto a coragem que necessitamos para quebrar paradigmas. Mesmo que estes sejam impostos pela nossa cabeça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na lista de 2010, ainda conquistei a primeira sandália de salto alto. Essa foi comprada na véspera do meu aniversário, para alegria do meu marido. Ele sempre sonhou em me ver além de uma rasteirinha. Então deixei os tênis no armário e fui em busca de um desafio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a sandália comprada e o Nauro realizado, o primeiro paradigma da minha caixinha da pandora foi quebrado. Ele se animou tanto com a novidade, que na viagem à Gramado me deu mais uma sandália, com salto ainda maior. O desafio agora é caminhar mais que 500 metros sem achar que corri uma maratona. Não é mole!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando a coisas que nunca fizemos na vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando completei meus 40 anos, idade emblemática, pensei nesse assunto pela primeira vez. Cogitei cortar o cabelo bem curtinho. Mas não tive coragem, acho que não combina com o meu rosto e podia gerar uma frustração no primeiro passo dessa aventura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois pensai em fazer uma tatuagem no pé, que sempre sonhei. Não tive coragem. Daí imaginei comemorar meu aniversário pulando um bung jump, mas adivinha...não tive coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amadureci essa ideia, e nesse final de ano resolvi começar uma lista de coisas que até hoje não fiz para começar a mudar essa história. Com um déficit de dois anos, é claro, mas decidi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero chegar no final da estrada sem frustrações ou medos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei com as coisas mais superficiais, como as unhas cor de carmim. Neste momento confesso que estou me achando a pessoa mais estranha do mundo. Mas tudo bem, o que importa é que consegui riscar o primeiro item da minha lista. Não sei se agüento até amanhã, a sorte é que hoje à noite vamos à uma festa de casamento e minhas unhas vão se misturar na multidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas já aviso que a tatuagem deve vir ainda no verão de 2011. Depois disso, o céu é o limite. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, gostou da idéia? Quem sabe a gente não cria um "movimento carmim”, e a vontade de fazer o inusitado não se alastra por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro passo é simples....vai por mim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://scripts.widgethost.com/pax/counter.js?counter=ctr-esrmjben2x"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;&lt;noscript&gt;&lt;a href="http://www.pax.com/free-counters.html"&gt;&lt;img src="http://counter.pax.com/counter/image?counter=ctr-esrmjben2x&amp;noscript=1" alt="Free Hit Counter" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/noscript&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-523138289848703477?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/523138289848703477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=523138289848703477' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/523138289848703477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/523138289848703477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/11/carmim.html' title='Carmim'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TOgBC6-6NYI/AAAAAAAAAJs/4hv0zvKYz0k/s72-c/40graus.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-3125634267912481441</id><published>2010-11-14T13:29:00.008-02:00</published><updated>2010-11-14T18:25:47.933-02:00</updated><title type='text'>Meteoro</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TOAAe1OJsEI/AAAAAAAAAJk/lR12w-JiSnA/s1600/chico.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 319px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TOAAe1OJsEI/AAAAAAAAAJk/lR12w-JiSnA/s320/chico.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539428071348219970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tenho a mania de colocar um Cd no carro e deixar derreter, de tanto tocar. Fico dias, até semanas, com o mesmo repertório. Uma mistura de preguiça de trocar e ao mesmo tempo saudade da velha trilha das minhas fases da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana passada achei uma raridade que ganhei da minha mãe há tempos. Trata-se do disco dos 30 anos de carreira da Mercedes Sosa, uma verdadeira relíquia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi La Negra pela primeira vez no long play da minha mãe, que ficava na sua salinha de som. Pois então, minha mãe tinha um canto só pra se deleitar com seus Lps. Eles tocavam em um aparelho quase do meu tamanho, levando em conta que eu devia ter uns sete anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi desde pequena a ouvir e sentir a força da música. E por sorte, minha mãe sempre teve bom gosto musical. Lembro de duas passagens que me dão essa certeza. Uma delas foi quando a Mercedes Sosa se apresentou aqui, em um show histórico, nos idos de 88, em pleno palco do Teatro Avenida. Minha mãe totalmente inebriada pela música de La Negra, estava na fila do gargarejo, cantando e dançando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra foi quando Chico Buarque esteve no espetacular Latino-Música, aqui em Pelotas. Um festival daqueles de arrepiar, com o melhor da música latina. O show do Chico caiu bem no dia do meu aniversário. Não teve problema. Lá pelas sete da noite, minha mãe “convidou” os convidados a irem para suas casas e me levou pela mão para o espetáculo. Tivemos que "rasgar" um segurança para conseguir entrar. Ela conseguiu um banquinho e me colocou em cima, para ver de perto o "cara".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época já pude dimensionar o tamanho do presente que ela me deu naquele dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando ao meu rally musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho rodado a cidade, no leva-e-traz de colégio, supermercado, clientes e afazeres domésticos, sempre ao som de alguma música. A Sofia, na sua cadeirinha, já selecionou os repertórios que mais gosta. E assim cruzamos as ruas da cidade acompanhadas de Marisa Monte, Vitor Ramil, Zé Ramalho, Mercedes Sosa e muitos outros. Ela faz perguntas e canta algumas estrofes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nos últimos tempos, me veio com uma surpresinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do nada, começou a cantar um repertório estranho: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Te dei o sol, te dei o mar&lt;br /&gt;Pra ganhar seu coração.&lt;br /&gt;Você é raio de saudade,&lt;br /&gt;Meteoro da paixão,&lt;br /&gt;Explosão de sentimentos&lt;br /&gt;Que eu não pude acreditar.&lt;br /&gt;Ah! Como é bom poder te amar!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Socorro! Mas o que é isso criança???!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora fui indagar de onde tinha saído aquela pérola musical. Até porque ela sabia toda letra, e o pior, no ritmo. A resposta veio rapidinho. Tratava-se do tal de Luan Santana, o queridinho das pré-adolescentes, entre elas a prima Luísa, sua “ídola”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora??!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bueno, em um primeiro momento eu disse que não achava muito legal a tal música. Mas mesmo longe do período adolescente, a pirralha de cinco anos gritou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas eu adoro mamãe, e vou cantar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Democracia tem disso. Então deixei a psicologia de lado e tive que ser enérgica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Música sertaneja aqui nesse carro nãooooooooooooooo!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a danadinha só pra me provocar começou a cantar mais alto ainda. Assim fomos até chegar ao estacionamento do colégio. Cada uma com o seu repertório, e eu com menos de cinco anos de idade. Confesso que fui infantil, não tive habilidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei como será o desenrolar dessa história. Mas a verdade é que nos meus tempos de infância a qualidade musical era melhor. Até o pior não era ruim. Não lembro de nada que se assemelhasse a “boquinha da garrafa” ou “funk da mulher qualquer coisa”. Música era feita com consistência e talento. Longe da miscelânea midiática que entra pelas frestas das nossas casas e contamina nossos filhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez tenha sido mais fácil para minha mãe nos dar o norte musical. Mas a verdade é que enquanto eu dirigir aquele carro e escolher o cd, o meu repertório musical vai prevalecer. A Sofia que me desculpe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, fico na esperança que o sertanejo teen seja mais um “meteoro” no cenário musical, e que rapidinho resolva estudar no exterior ou virar budista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomara! Porque a danada da música não sai da minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que saco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://scripts.widgethost.com/pax/counter.js?counter=ctr-esrmjben2x"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;&lt;noscript&gt;&lt;a href="http://www.pax.com/free-counters.html"&gt;&lt;img src="http://counter.pax.com/counter/image?counter=ctr-esrmjben2x&amp;noscript=1" alt="Free Hit Counter" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/noscript&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- Tab Code Start --&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://scripts.widgethost.com/pax/tabs.js?tabs=tabs-l3jyi0t2" defer&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- Tab Code End --&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-3125634267912481441?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/3125634267912481441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=3125634267912481441' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/3125634267912481441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/3125634267912481441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/11/meteoro.html' title='Meteoro'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TOAAe1OJsEI/AAAAAAAAAJk/lR12w-JiSnA/s72-c/chico.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-4614191689637745338</id><published>2010-11-08T23:39:00.006-02:00</published><updated>2010-11-08T23:49:09.982-02:00</updated><title type='text'>Nhoque da sorte</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TNinEnCygxI/AAAAAAAAAJc/l3y0rlwerbg/s1600/chcho1.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 280px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TNinEnCygxI/AAAAAAAAAJc/l3y0rlwerbg/s320/chcho1.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5537359439494021906" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tem duas coisas que me remetem a afetos. O paladar e a música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia do meu aniversário fomos a uma cantina lá em Gramado. Era dia 29, e eu pedi para que naquela noite nossa janta fosse um “nhoque da sorte”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de ter a tal tradição italiana, essa sempre foi a comida que minha avó Nóris fazia para o meu aniversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Chochó, essa avó que morava conosco, tinha esse ritual, de que o aniversariante escolhia a comida no seu dia. E cada dia 29 de outubro que passei com ela, me fartei em travessas de nhoque recheadas com molho ao sugo. Inigualável. Era sempre a mesma coisa, e eu amava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então voltando aos dias de hoje. Chegamos a uma cantina um pouco vazia, recém inaugurada, nas redondezas da Avenida das Hortênsias. O garçom simpático, logo veio puxando assunto e contando que a casa era nova. Entre uma informação e outra, não deixou de ressaltar que o chef era um renomado gourmet, e que vinha da cozinha da famosa &lt;em&gt;Cantina Pastasciutta &lt;/em&gt;em busca de abrir seu negócio próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contei então que eu estava de aniversário naquele dia, e que iríamos comemorar jantando ali, e testando o &lt;em&gt;chef&lt;/em&gt;. Falei do prato que minha avó me homenageava, e resolvi pedir esse menu nostálgico para celebrar os 42 aninhos de vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto comíamos o antepasto, com um vinho da serra, comecei a viajar no passado. Tentei lembrar daquele sabor singular, que me fazia sentir tão querida pela minha Chochó. Lembrei da toalha de olhado, com estampa de frutas, que ficava na mesa da sala de jantar. Enxerguei os descansos de talheres, que causavam espanto nas minhas amiguinhas de colégio, já que eram um tanto incomuns nas mesas cotidianas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi como se estivesse ao meu alcance, o passador de pratos de madeira, pintado de azul colonial, que ficava atrás da cadeira da cabeceira, e que tinha toda uma explicação histórica do tempo dos charqueadores. Aquele meu cenário infantil me veio à mente com clareza e raros detalhes, coisa que minha péssima memória não me brinda quase nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como num filme, nesse momento, o garçom deita em minha frente uma travessa de nhoque com molho ao sugo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como num ritual indígena, fechei os olhos e abri a boca para perceber o sabor com toda sua intensidade. O garfo recheado daquela porção mágica me levou para uma dimensão que só o paladar pode conduzir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A textura do nhoque estava idêntica. Nem mais, nem menos. O molho tinha a quantidade exata de tomates e a pitada de manjericão na medida para me levar a um outro lugar do tempo e do espaço. Lá, naquela noite chuvosa de Gramado, pude sentir minha avó querida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matei a saudade e recebi um abraço de aniversário mergulhada em molho ao sugo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminada a refeição peguei a nota de um dólar debaixo do prato para guardar na carteira e fui até a cozinha apertar a mão do tal &lt;em&gt;chef&lt;/em&gt;. No final, dei um abraço apertado e disse a ele que o prato estava perfeito. Ele me respondeu dizendo que a comida e o afeto são uma coisa só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele talvez não tenha entendido a profundidade daquele momento pra mim, mas como todo bom &lt;em&gt;chef&lt;/em&gt;, sentiu. Me disse que estava ansioso em saber se a cantina ia de fato decolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo que vi acontecer ali, acho que tem tudo para dar certo. Ainda mais se minha avó continuar dando o tempero nos pratos dele. Tenho certeza de que será um sucesso!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-4614191689637745338?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/4614191689637745338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=4614191689637745338' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/4614191689637745338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/4614191689637745338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/11/nhoque-da-sorte.html' title='Nhoque da sorte'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TNinEnCygxI/AAAAAAAAAJc/l3y0rlwerbg/s72-c/chcho1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-6539461796425988707</id><published>2010-10-25T23:08:00.001-02:00</published><updated>2010-10-25T23:16:00.302-02:00</updated><title type='text'>Presente</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TMYrvUDh71I/AAAAAAAAAJM/0AJ49eEU4xE/s1600/ceu_estrelado.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 304px; height: 234px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TMYrvUDh71I/AAAAAAAAAJM/0AJ49eEU4xE/s320/ceu_estrelado.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532157284108595026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sexta-feira estou de aniversário. Aliás, eu a Julia Roberts, a Paulinha Blass e a Maria Amália, do Tholl. Deu pra ver que é data pra nascer mulher fumeta, né?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brincadeiras a parte, quero dividir aqui um sentimento bom que tenho. O de gratidão por todos os presentes que a vida me deu nessas décadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passar dos 40 com pai e mãe cheios de saúde é um presente e tanto. Quem já os perdeu sabe do que estou falando. E para completar, são dois grandes amigos, com quem sempre pude contar e com quem divido meu cotidiano. Nossas dificuldades só serviram para que nos aproximássemos cada vez mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas duas avós, com quem convivi por longo tempo e de forma intensa, foram outros dois grandes presentes. A minha Chochó, com quem vivi sob o mesmo teto por anos, e com quem aprendi que os bons momentos merecem ser celebrados sempre. E a minha Voinha, que com sua simplicidade mostrou o quanto podemos ser fortes e implacáveis, sempre. Basta ter a preciosa fé!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha irmã, Kiki é também um regalo do destino. Nossas personalidades são distintas e complementares. E nossa amizade é daquelas que dispensa palavras. Nos sentimos, e isso nos basta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também tive a sorte de nunca perder um amigo próximo, nem alguém que rompesse a ordem natural das perdas. Como já disse aqui, tenho amigos de todos os pelos e cada um com seu jeito e encanto. Pessoas que guardam capítulos importantes da minha história e com quem eu sei que sempre posso contar. Independente do tempo ou da geografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida me deu mais que presentes. Deu tesouros. Responsáveis pela coisa mais rara que tenho hoje: a minha família. Meu marido, que chegou como nas navegadas que ele tanto gosta. Veio de forma inesperada, mas a certeza que tenho, é que já nos esperávamos há muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com esse amor tão absoluto, veio a razão do meu viver. Tenho certeza de que cheguei até aqui para ser a mãe da Sofia. Para aprender com ela. Para agradecer a vida através dela. Esse presente de valor imensurável, me fez ser uma pessoa melhor. Cada pequena lição que aprendo com ela, me faz entender melhor a grandeza de tantas coisas que até então eram incompreensíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com tantos presentes nesses anos de vida, eu quero dizer para o Papai do Céu, que a única coisa que eu quero de presente nesse dia 29 de outubro de 2010, é um dia ensolarado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não for pedir demais, quando anoitecer eu gostaria de um céu estrelado. E nessa hora eu vou dar a mão para os meus dois amores, e vou agradecer por todos os presentes que a vida me deu nesses anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado por cada segundo dessa vida tão boa Papai do Céu!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-6539461796425988707?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/6539461796425988707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=6539461796425988707' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/6539461796425988707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/6539461796425988707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/10/presente.html' title='Presente'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TMYrvUDh71I/AAAAAAAAAJM/0AJ49eEU4xE/s72-c/ceu_estrelado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-4099820227640563094</id><published>2010-10-16T23:00:00.008-03:00</published><updated>2010-10-22T12:52:37.266-02:00</updated><title type='text'>Carta ao novo(a) presidente</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TLpZgqx6yBI/AAAAAAAAAJE/Xejm_IBsq-8/s1600/brasil.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 229px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TLpZgqx6yBI/AAAAAAAAAJE/Xejm_IBsq-8/s320/brasil.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528829910325053458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Escrevo como quem larga palavras ao vento, eu sei. Mas mesmo assim Sr(a). novo(a) presidente, não vou me furtar de enviar-lhe essas palavras tão sinceras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre gostei da política. Talvez porque tenha vindo ao mundo no polêmico ano de 1968. Sai do conforto do ventre materno, para um mundo que convulsionava em meio a históricos acontecimentos que sacudiam certezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"...no tempo em que os sonhos começavam a se realizar e até as utopias deixavam de ser utopias..."&lt;/em&gt; como disse Zuenir Ventura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um ano enigmático, marcado pelo assassinato do maior líder negro da história, ao mesmo tempo em que a Guerra do Vietnã decepava a paz. Talvez apenas por isso, eu ainda carregue comigo um gosto estranho pela política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre imagino a cena de minha mãe amamentando, e ao mesmo tempo ouvindo no radinho de pilha as últimas notícias das manifestações estudantis que revolucionavam o centro do país. Estudantes na rua que assustavam as mentes autoritárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim o tempo foi passando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o minuano soprava aqui nas bandas do sul, vi pela televisão a contagiante mobilização pelas Diretas Já. Meu corpo tomava novas formas e a tal da adolescência chegava. Logo depois desabrochei para a juventude e pisei deveras no mundo democrático, votando pela primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro com orgulho daquele dia 15 de novembro de 1989. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, nunca mais deixei de expressar meus ideais políticos. Mesmo que muitas vezes tenha me custado calorosas discussões familiares. Meu pé no mundo profissional também foi em um ambiente permeado de sonhos. O primeiro emprego como jornalista foi na assessoria de imprensa política da Prefeitura Municipal de Pelotas/RS. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respirei o jornalísmo político por cerca de cinco anos, até que minha filha Sofia nasceu, e com sua sabedoria - implícita até no nome - mudou o rumo das coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo desconectada do cotidiano desta roda-viva, sempre mantive um dos olhos abertos. E assim muita água rolou por debaixo da ponte, trazendo à tona uma política míope e distorcida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas confesso que mesmo com tantos dissabores, como os recentes escândalos do Planalto, ainda guardo dentro do peito um fio de emoção. Um sentimento que ganha força quando ouço um discurso mais carregado de certezas. Aquele conjunto de palavras, ditas com tal contundência, que nos fazem acreditar nas mudanças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ando deveras descrente nos últimos tempos. E por isso Sr(a). novo(a) presidente, escrevo esta singela carta como forma de fazer as pazes com a política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou uma brasileira que, assim como a maioria, canta o hino nacional quase que por inteiro. Volta e meia acabo tropeçando. Por mais lindo que seja, às vezes troco alguma estrofe. Estou confessando uma coisa muito íntima, com a esperança de que a sinceridade seja uma recíproca entre nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não fique preocupado(a), em contrapartida, pago os meus impostos em dia. E olha que não são poucos. Tenho uma pequena agência de comunicação, e lhe digo que não é barbada fazer o cheque no início do mês para pagar os tais "tributos". Sempre me deparo com um número com mais de três dígitos. Mas faço sem reclamar, e por isso me sinto mais a vontade em lhe dizer algumas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero deixar bem claro entre nós, que deposito no meu voto a esperança de que se varra de Brasília esse latente espírito de impunidade. Assim como nossos pais nos colocaram limites na infância, é a hora de alguém puxar as orelhas dos que não aprenderam até agora a ser “bem educados”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também vai nele, minha certeza de que a economia tem que ser cada vez mais forte, e que nosso salário tem que ter valor de verdade. Meu voto é também lembrando que os que têm fome, também têm pressa, e que a saúde precisa cuidar de seus doentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu voto sempre será a minha voz. Minha certeza de que mesmo com tantas coisas erradas nos últimos tempos, a democracia sempre será o melhor dos ganhos. E por isso Sr(a) novo(a) presidente antecipei minhas férias, agendadas com tanto carinho. Tudo isso para voltar a tempo de votar no dia 31 de outubro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero e não posso me isentar de usufruir desse direito conquistado com tanto sangue e suor. Acho que isso deve estar no sangue dos que nasceram no “ano que não terminou”. Porque como disse Martin Luther King, o que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-4099820227640563094?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/4099820227640563094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=4099820227640563094' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/4099820227640563094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/4099820227640563094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/10/carta-ao-novo-presidente.html' title='Carta ao novo(a) presidente'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TLpZgqx6yBI/AAAAAAAAAJE/Xejm_IBsq-8/s72-c/brasil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-3519349172526506307</id><published>2010-10-14T10:24:00.005-03:00</published><updated>2010-10-14T10:51:10.432-03:00</updated><title type='text'>O tempo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TLcE5GRAQaI/AAAAAAAAAI8/hVWMvMhr_kc/s1600/janaina2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 278px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TLcE5GRAQaI/AAAAAAAAAI8/hVWMvMhr_kc/s320/janaina2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5527892446601560482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há um tempo escrevi aqui sobre a doação de medula. Demorei 40 anos para me tornar uma doadora. Na maioria das vezes, tempo demais para quem espera por um transplante e uma chance de permanência nas bandas daqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje li no ClicRBS Pelotas que depois de dez meses de luta contra uma leucemia fulminante, a bailarina pelotense, Janaína Jorge, morreu na manhã de ontem(13). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“...Exemplo de esperança e determinação na busca de um doador de medula óssea, a artista conseguiu encontrar uma pessoa compatível no fim de agosto, mas seu estado de saúde não permitiu esperar até o final dos exames necessários à cirurgia. Janaína estava internada no Hospital de Clínicas de Porto Alegre e seu corpo deve chegar a Pelotas ainda nesta quarta-feira. O sepultamento está marcado para quinta, às 10h, no Cemitério Ecumênico São Francisco de Paula, no bairro Fragata...”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não conheci a Janaína pessoalmente. O que tenho gravado na memória é sua voz, em uma entrevista de rádio que ouvi, enquanto dirigia meu carro. Ela tinha descoberto a doença e estava ali, de peito aberto, estimulando as pessoas a doarem medula. Um ato simples, que salva vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado desse impacto em mim, pode ser lido no post que escrevi na época:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://adoromelancia.blogspot.com/2010/06/medula.html"&gt;http://adoromelancia.blogspot.com/2010/06/medula.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, ao ler a notícia de que a Janaína tinha conseguido o doador mas &lt;strong&gt;não deu tempo&lt;/strong&gt;....fiquei anestesiada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse tempo que perdemos na fila do banco, no trânsito, ou pensando em problemas que não vão nos levar a lugar algum. Me dei conta de que o tempo que faltou para ela, nos sobra cotidianamente. E não damos o devido valor à sua preciosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande parte das pessoas também acham que não têm tempo para doar cinco milímetros de sangue no Hemocentro. A vida é atribulada, o trabalho não pode esperar, acaba sempre ficando para outro dia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos nem cogitam esta hipótese, simplesmente imaginam que esse assunto não lhes diz respeito, afinal de contas, a doença nunca vai bater à sua porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpas pueris!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bailarina já não tem mais sua voz nas rádios, contagiando pelas ondas da esperança o seu amor pela vida. Mas que fique a lição. E que o seu pedido seja levado por cada um que ler este texto, a um amigo ou familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que possamos multiplicar a sua voz em mais e mais doadores de medula. E que possamos correr tão rápido quanto o tempo, aumentando o exército de doadores. Transformando o final de outras histórias. Vencendo o tempo e a “falta de tempo” de muitos à nossa volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, tenho a certeza de que a bailarina irá dançar com os anjos. Ela estará comemorando lá no céu os passos que nos ensinou nessa dança da vida!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-3519349172526506307?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/3519349172526506307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=3519349172526506307' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/3519349172526506307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/3519349172526506307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/10/o-tempo.html' title='O tempo'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TLcE5GRAQaI/AAAAAAAAAI8/hVWMvMhr_kc/s72-c/janaina2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-328396805707238136</id><published>2010-10-08T17:33:00.006-03:00</published><updated>2010-10-09T00:08:32.581-03:00</updated><title type='text'>Tantas emoções</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TK-Hf2lTYpI/AAAAAAAAAI0/LuK-4lFuVV0/s1600/Image-01.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 264px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TK-Hf2lTYpI/AAAAAAAAAI0/LuK-4lFuVV0/s320/Image-01.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5525784249104556690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Saí de casa hoje a tarde pensando que seria uma sexta-feira comum. Mas aquele céu acinzentado me preparava bem mais do que um chuvisco ralo, varrido pelo vento sul. O universo conspirava a meu favor, e eu nem imagina o que estava por vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma semana de muito trabalho, tirei o dia para pagar contas, arrumar o celular, almoçar com a Sofia e a Tatá no centro, e dar conta de uma lista interminável de pendências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tínhamos acabado de almoçar e eu estava descendo as escadas da Feira da Fruta, quando o meu telefone tocou. Era o meu compadre, Eduardo Mendes, que além de “dindo” da Sofia é nosso irmão de coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele queria saber o que estávamos fazendo, perguntou pela afilhada. Como ele recém mudou para um apartamento novo, está feliz da vida com a namorada, achei que era só uma crise de saudade dos pampas. Ele vive em São Paulo há alguns anos, onde trabalha como repórter cinematográfico da Rede Globo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí ele me diz assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Gabi, preciso que tu me quebres um galho. Vou te botar numa saia justa, fala com essa pessoa que está aqui ao meu lado e vais entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já me apavorei. Imaginei qualquer coisa, até um seqüestro relâmpago. Daí aquela voz do outro lado me diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi Gabriela, tudo bem? Aqui é o Caco Barcellos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, em pleno Galeria Malcon, saltei e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ahhhhh tá Mendes, essa é boa. Conta outra. Então aqui é a Patrícia Poeta!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz bonita disse de lá:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não Gabriela, sou eu mesmo, o Caco. O Eduardo me disse que tu gostas do meu trabalho e eu estou ligando para agradecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabruuuuuuummmmm!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase despenquei no meio da galeria. Meu coração foi a uns 300 batimentos por minuto. Me deu um vermelhão na cara e pensei rapidamente: é ele mesmo, e agora???!!! Bom, vou aproveitar pra dizer tudo que acho dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não posso acreditar menino!!! Bom Caco, mas já que é tu mesmo, eu vou aproveitar para te dizer um monte de coisas. Que eu sou jornalista por tua causa, que eu admiro não só o teu trabalho, mas o ser humano maravilhoso que tu és. Que me espelho na forma que tu levas o jornalismo, em toda sua essência. E acima de tudo, porque tu consegues mudar esse mundo, de verdade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim me desdobrei dizendo tudo que eu sempre achei desse que é o meu maior ídolo. Tanto é, que meu pai me apelidou de “Cacaca” em casa, por causa dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contei que tenho todos os seus livros, e que um em especial, guardo na minha mesa de cabeceira, com carinho. É o Rota 66, o primeiro livro dele que li, e onde tenho um carinhoso autógrafo. Foi em 1997, quando eu estava no primeiro ano de faculdade, e ele veio dar uma palestra na nossa universidade. Eu lembro que fiquei fascinada pela sua fala e tão impactada que não me animei a perguntar nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final do evento, fui até ele, e pedi timidamente que assinasse o meu livro. Lembro que chovia muito e ele estava apurado para pegar o último ônibus para Porto Alegre, às 23h30. Mesmo assim olhou nos meus olhos com ternura e me carimbou as palavras escritas acima, que sempre serviram de norte para minha vida profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o Caco Barcellos, que tanto admiro, e que hoje é parceiro de Profissão Repórter do meu compadre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E hoje, ainda inebriada com aquela surpresa maravilhosa, me dei conta do quanto este ano tem sido surreal pra mim. Depois do beijo do Galeano, um telefonema do Caco Barcellos. Difícil avaliar, mas acho que no ranking das emoções, o Caco está acima do beijo do Galeano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, não sei mais nada. Como diria o Rei Roberto Carlos, “são tantas emoções”!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-328396805707238136?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/328396805707238136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=328396805707238136' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/328396805707238136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/328396805707238136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/10/tantas-emocoes.html' title='Tantas emoções'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TK-Hf2lTYpI/AAAAAAAAAI0/LuK-4lFuVV0/s72-c/Image-01.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-7646298140348214478</id><published>2010-09-29T10:32:00.001-03:00</published><updated>2010-09-29T10:35:22.982-03:00</updated><title type='text'>Laços heterogêneos</title><content type='html'>Acordei com saudades de uma velha amiga. Nos conhecemos na praia do Cassino, aos 14 anos, e já contei aqui em algum post que nossa proximidade surgiu pelo fato de sermos as “girafas” da turma. Na média do padrão adolescente, já despontávamos com um pezinho 39 e mais de metro de perna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso pode ser lindo hoje, na materialização da Gisele Bündchen, mas na puberdade, tudo vira um problema. Então a Lilian e eu resolvemos aquele desconforto de sermos fora do padrão, juntando nossos centímetros e desfilando independentemente do grupo, pelas avenidas de terra batida onde pipocavam nossos amores platônicos. Descobrimos bem mais que isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminado o verão ela seguiu para capital e eu para Pelotas. Mas nosso vínculo de amizade ultrapassou a geografia e em pouco tempo trocávamos fitas gravadas (naquele tempo tinha!) e cartas coloridas, contando nosso cotidiano. Assim passamos o outono, inverno, primavera, até nos encontrarmos no verão seguinte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse laço de amizade dura até hoje. Ela já virou mundo. Morou em quatro países diferentes e finalmente voltou ao Cassino para achar seu norte. Nesses anos todos, sempre achamos um jeito de nos conectarmos. As cartas multicoloridas deram lugar à tecnologia do mail, skype e MSN. Mas a caixa onde guardo essas relíquias permanece intocável, como parte viva da minha memória. São as provas materiais de uma amizade de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia desses passei a tarde relendo nossas aventuras. Foi como dar “play” em um filme guardado dentro de mim. Tenho dificuldade de memória, quase não lembro coisas que aconteceram há poucos anos. Então aquela viagem foi como uma deliciosa visita aos meus momentos de descoberta da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a adolescência sempre tive como marca amizades heterogêneas. Tenho amigas de todos os pelos, jeitos e estilos. Mas não são amigas comuns, são grandes parceiras. Pessoas que mantenho vínculos profundos e firmes, e que sei que posso contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse ano, com a chegada da Sofia ao mundo escolar, também desbravei novos caminhos. Aquele ambiente que de início me pareceu estranho e inodoro me deu na verdade ares de renovação. Ganhei amigas novas, permeadas pelos laços de nossos filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em plena véspera de completar 42 aninhos, me dou conta que continuo com o mesmo coração adolescente das ruas de chão batido do Cassino. Agora em vez de creme para amainar as espinhas, nosso desafio é disfarçar as ruguinhas que começam a acenar. Mas a essência é a mesma. Queremos muito da vida. Todas nós, em todas as idades, de todos os jeitos, estilos e temperamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o melhor dessa história é que a maturidade nos dá a verdadeira noção de que temos que celebrar nossas amizades. As de ontem e as de hoje!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-7646298140348214478?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/7646298140348214478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=7646298140348214478' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/7646298140348214478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/7646298140348214478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/09/lacos-heterogeneos.html' title='Laços heterogêneos'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-7853610976908862359</id><published>2010-09-22T09:32:00.004-03:00</published><updated>2010-09-22T10:14:39.718-03:00</updated><title type='text'>Vida</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TJn3-PMjS6I/AAAAAAAAAIs/FhKNDP_s9C8/s1600/vida.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 211px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519715466922380194" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TJn3-PMjS6I/AAAAAAAAAIs/FhKNDP_s9C8/s320/vida.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; Foto: Nauro Júnior&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Ando de olho na vida. Olhando para ela mais de perto e com mais cuidado. Diariamente alguns sinais sublinham o quanto ela é fugaz, efêmera, preciosa. &lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Hoje acordei especialmente apaixonada por essa oportunidade que temos, de estar aqui e agora. Sem passado, sem saber do futuro, mas no lugar certo, na hora real. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;O dia está nublado e cinza, mas a inspiração veio dos últimos dias. Primeiro o Jason, bebê do post anterior, acabou falecendo. Depois, no sábado passado, uma menina que foi colega de faculdade, faleceu em uma mesa de cirurgia. Foi fazer uns exames rotineiros e descobriu que precisava fazer uma cirurgia. Era de urgência, de risco. E foi ali que tudo acabou. Como um sopro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;E assim é o roteiro, sem aviso prévio, sem preâmbulo. Por isso o negócio é pra ontem, pra já.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Sorrir e gargalhar bem mais, por bem menos. Abraçar muito. Coisa boa é um abraço quentinho. No meio da rua, sem motivo ou regra. Beijar então, nem se fala. Todo mundo beija muito pouco. E não é só o marido ou namorado. O pai, a mãe, o filho, os amigos, aquela pessoa que a gente admira de longe. Surpreender com um beijo carinhoso, sempre é bem vindo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Lembro da primeira vez que li o poema “Instantes”, que é erroneamente creditado à Jorge Luis Borges. Aquele epitáfio literário me deu uma profunda angústia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;“...Porque se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos;&lt;br /&gt;não percam o agora.&lt;br /&gt;Eu era um daqueles que nunca ia a parte alguma sem um termômetro,&lt;br /&gt;uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas e, se voltasse a viver, viajaria mais leve...” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Na época eu tinha 17 anos, e lembro que depois disso nunca mais usei guarda-chuva. Até hoje nego a companhia desse objeto protetor, que nos poupa de gripes e roupas molhadas. É minha forma de sentir a vida pingando nos dias de chuva. É uma forma adolescente de lembrar o que não devo esquecer: viver mais, muito mais profundamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;E assim retomo meus escritos nesse lugar que tanto me faz bem. Com uma paixão absoluta por tudo que me faz estar aqui. Paixão por um companheiro que me chegou há quase uma década, para me lembrar a importância da alegria no nosso dia-a-dia. O quanto sonhar nos mantém acordados e ainda me deu o meu maior presente. Uma filha maravilhosa, ser de luz, que veio para nos mostrar o quanto essa vida é rara.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Então vamos a ela, sem rodeios. Vamos à vida e a toda paixão que ela possa nos fazer sentir!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-7853610976908862359?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/7853610976908862359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=7853610976908862359' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/7853610976908862359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/7853610976908862359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/09/vida.html' title='Vida'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TJn3-PMjS6I/AAAAAAAAAIs/FhKNDP_s9C8/s72-c/vida.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-8518108379002609411</id><published>2010-09-12T13:46:00.006-03:00</published><updated>2010-09-12T18:49:39.022-03:00</updated><title type='text'>O lado bom</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TI0EMB5YdwI/AAAAAAAAAIk/31dARDGzesA/s1600/jason.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 150px; DISPLAY: block; HEIGHT: 113px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516069723312781058" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TI0EMB5YdwI/AAAAAAAAAIk/31dARDGzesA/s320/jason.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Foto: Nauro Júnior&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa semana o clima aqui em casa anda de comoção. Desde quinta-feira o Nauro está envolvido com uma pauta que nos mexeu bastante. É a história de uma mãe, de 22 anos, que percorreu 686 quilômetros, entre quatro cidades e três hospitais, na esperança de tenta salvar a vida do filho Jason.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele passou a tarde de quinta na UTI Neonatal do Hospital da FAU, onde mãe e filho reviviam um sentimento que já sentimos um dia. Ele disse ter visto nos olhos de Piera, a intensidade do amor incondicional que move as mães de UTI, e que ele bem conhece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua missão era tirar uma foto que conseguisse retratar tudo isso. Aquela imagem que vale por mais de mil palavras, sabe? E foi isso que ele fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou em casa triste, com um peso na alma. Aquela sensação de impotência que sentimos frente a uma situação que já passamos. Foi dormir calado, depois de mostrar as fotos e a beleza de cena de cumplicidade entre mãe e filho. Eu fiquei mais um tempo zapeando pela TV, lembrando dos olhos da Sofia durante os nossos três meses de UTI. Foi uma noite estranha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte a matéria publicada na página 34 de Zero Hora contava a história do bebê de 42 dias que precisava de atendimento especializado, e corria contra o tempo. A foto, diagramada no lado direito da página, tinha angústia e ternura. Dois sentimentos antagônicos, que só com palavras não traduziriam a fidelidade da situação. O texto dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Mãe de primeira viagem, ela corta o Estado em carros e ambulâncias pela sobrevivência de Jason de Mello Brondani, que tem uma má formação no intestino. O menino, que completa 42 dias de vida hoje, aguarda há 40 uma transferência para Porto Alegre”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Acordamos com o Sancler, repórter da sucursal aqui de Pelotas, ligando para dizer que a matéria tinha mexido sentimentos. O médico José Roberto Saraiva, gerente de internação do Hospital da Criança Conceição (HCC) leu a matéria logo cedo e já contatou a central de leitos para ver se tínha como receber o bebê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso leitores de todos os cantos ligavam para Zero Hora. Em Pelotas o Nauro recebeu a ligação de um senhor que dizia ser muito feliz por ter três filhos saudáveis, e queria de alguma forma agradecer, ajudando a menina nas despesas. E assim foram várias mãos que se estenderam durante o dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final da tarde veio a notícia de que mãe e filho embarcariam às 19h em uma ambulância para serem transferidos para o hospital da capital. Jason tem uma parte não funcional do intestino delgado, mais exatamente a que é responsável pela absorção de nutrientes. Para que possa se desenvolver, precisa se alimentar com uma fórmula especial, e o tratamento indicado é em Porto Alegre, no Hospital de Clínicas, referência ao lado da Santa Casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nova sessão de fotos com a mãe de Jason, agora com um sorriso no rosto e os olhos brilhantes. Nauro e Piera se despediram com um abraço cúmplice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta das 19h30 Piera e Jason entraram na ambulância para mais uma jornada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sábado a dupla estampava a capa da Zero Hora, em um cena cheia de emoção. Sabemos que essa história ainda tem muito a ser escrita, mas o que conforta no momento é saber que de alguma forma o jornalismo pode ter um lado bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por aqui, seguimos os três na torcida por Jason e Piera. Enquanto isso cumprimos nossas pautas cotidianas, na esperança de mudar alguma coisa a nossa volta!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-8518108379002609411?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/8518108379002609411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=8518108379002609411' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/8518108379002609411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/8518108379002609411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/09/o-lado-bom.html' title='O lado bom'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TI0EMB5YdwI/AAAAAAAAAIk/31dARDGzesA/s72-c/jason.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-4265748171383858105</id><published>2010-09-01T10:38:00.002-03:00</published><updated>2010-09-01T10:43:33.835-03:00</updated><title type='text'>Agosto</title><content type='html'>Me despeço do mês de agosto com um certo alívio. Longe das superstições, sempre foi tempo de aniversários aqui em casa. Primeiro minha avó, depois meu pai e minha irmã. Dois leoninos e uma virginiana, fazendo do mês afamado tempo de alegria e celebração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, coincidência ou não, esse agosto foi deveras pesado. Nas duas últimas semanas um turbilhão de pequenas coisas fez com que eu desejasse ver as cores de setembro com ansiedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro peguei uma virose, dessas que metade da população está. Só que em função de já estar debilitada, meu corpo recebeu o vírus de portas abertas. Tive febre beirando os 40, prostração total e fiquei uma semana de cama. No primeiro dia que saio de casa, para retomar as rédeas do meu cotidiano, um acidente de trânsito! Um carro me bateu na traseira, jogando meu carro contra um abrigo de táxis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não conseguia entender o que estava acontecendo, simplesmente estava dirigindo e um impacto violento me tirou do ar. Eu só sabia chorar e dizer que tinha que buscar minha filha no colégio. Passado o susto o saldo foram danos materiais, que se resolvem. Eu sai inteira, só com uma sensação de ter passado pelo triturador, de tanta dor no corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bueno, passado esse transtorno pequeno eu pensei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agora vai!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda-feira a tarde retomei finalmente minhas atividades profissionais, que a essas alturas estavam mais que atrasadas. No meio da tarde a professora da Sofia me liga do colégio, dizendo que ela estava com 39 de febre, e que eu fosse buscá-la. Sai voando as tranças e em poucos minutos já estava de posse da minha mimosa, com todos os cuidados necessários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não bastasse a aflição, o Dr. Flávio está viajando e só retorna hoje. Consegui um horário para ele vê-la, às nove da noite, e enquanto isso vamos driblando a preocupação. Já foram duas noites insones, com aquele febrão que apavora qualquer mãe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então hoje acordei e me deparei com setembro. Mesmo com um dia cinza enxerguei a proximidade da primavera, e isso me deu ânimo. Lembrei de uma frase que pela adolescência toda povoou minhas agendas colegiais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Aprendi com a primavera a me deixar cortar. &lt;br /&gt;E a voltar sempre inteira" &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que Cecília Meireles soube traduzir com toda sua genialidade, o poder de fênix que habita em todos nós. Sempre existe um renascer, seja por um período de intercorrências simples, como o que eu passei, ou por assuntos mais sérios. A vida nos ensina diariamente a reflorescermos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que seja muito bem vindo setembro!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-4265748171383858105?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/4265748171383858105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=4265748171383858105' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/4265748171383858105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/4265748171383858105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/09/agosto.html' title='Agosto'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-286702285005804967</id><published>2010-08-28T16:00:00.004-03:00</published><updated>2010-08-28T17:13:52.150-03:00</updated><title type='text'>Meio século</title><content type='html'>&lt;em&gt;Este post é dedicado à amiga Dalcira Oliveira que completa 50 anos de vida e a quem prometi que escreveria uma crônica. Desde sábado passado estou doente, de cama, sem minhas totais condições físicas. Com isso a cabeça da gente também fica um pouco na lenta, mas de qualquer forma...promessa é dívida, e cá estou eu cumprindo com muito carinho a minha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns Dal!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;========================&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todas as definições sobre a sensação de abraçar os 50 anos, a que mais me agrada é a descrita por Isabel Allende, no primeiro parágrafo do seu livro “Afrodite”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Os cinqüenta anos são como a última hora da tarde, quando o sol o sol já se pôs e tendemos naturalmente à reflexão. No meu caso, porém, o crepúsculo induz a pecar e, talvez por isso, no meu cinqüentenário reflito sobre minha relação com a comida e o erotismo, as fraquezas da carne que mais tentam, embora, hélas, não tenham sido as que mais pratiquei...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Aos 50 anos podemos dizer que já temos uma boa história para contar. A data é o verdadeiro marco na vida. É o tempo da colheita. Hora de sentar a poeira e ouvir o manso canto das lembranças. Olhar para trás com carinho. Buscar no passado enevoado, marcas daqueles sonhos que plantamos ainda na infância. E aí, valeu a pena?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tempo de reflexão. De observar em que parte de nós estão as marcas da nossa essência. Sem dramas ou mágoas, com o único objetivo de nos enxergarmos por inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cada idade um sentimento é marca pulsante das nossas emoções. Aos 20 a liberdade é tudo que buscamos. Mesmo sem saber o que faremos com ela, nos atiramos a uma procura insana por tudo que nos dê asas e nos mostre e sua imensidão. Aos 30 já temos a cara de quem compreendeu que a autonomia é o que realmente interessa. Já temos um caminho percorrido e sentimos que essa talvez seja a idade de brilhar. Os 40 anos assustam, mais por mito do que qualquer outra coisa. Mesmo que com certo pudor, encaramos a idade como um desafio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os 50?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bueno, é a hora de lavar a alma. Fazer uma aventura na selva, pintar o cabelo de azul, escrever um livro, plantar uma árvore, sei lá. O que importa é fazer, demarcar, sublinhar. Não é todo dia que temos cinco décadas de vida em uma só data.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independente da forma de comemoração, o que importa é que nossos olhos estejam voltados lá para dentro. E que o que a gente enxergue seja algo que nos orgulhe, nos encha de ânimo e energia para seguir a escalada. O melhor de chegarmos a idades simbólicas é termos a certeza de que estamos fazendo a coisa certa. De que cada dia dessa vida fantástica, foi saboreado como o silencioso por do sol descrito por Isabel Allende. De que cada dia da nossa vida é tão valioso, que podemos fazer dele o que quisermos. Mas não amanhã, hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é urgente, é nossa e tem que ser celebrada. Tão simples e tão complexo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-286702285005804967?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/286702285005804967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=286702285005804967' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/286702285005804967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/286702285005804967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/08/meio-seculo.html' title='Meio século'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-6548676415464063884</id><published>2010-08-19T22:54:00.006-03:00</published><updated>2010-08-20T08:58:45.577-03:00</updated><title type='text'>Aqui e agora</title><content type='html'>Ando com a sensação latente de que o tempo urge. De que nada pode ficar para amanhã. A terra gira, o tempo passa, o relógio não para.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado o marasmo emocional proporcionado pelo clima de inverno, eis que a bela adormecida acordou. E não é que o acaso me surpreendeu com essa certeza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje encontrei uma amiga que não via há tempos. Sentamos no sofá de uma loja para colocarmos o assunto em dia, enquanto a Sofia brincava. No meio do papo, uma atitude dela ficou na minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela contava que o marido havia passado por uma fase profissional difícil. Nesse período, fez vários bicos. Peripécias mil para segurar a onda, não parar a faculdade e seguir pagando as contas da casa. Honrando seus compromissos, como diria a Voinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio dessa tempestade, ela contou que um antigo amigo deles tinha dado ao marido a oportunidade de fazer um “bico” na sua empresa. Era uma coisa aparentemente simples, que dava para tirar uns trocos. Nada demais à primeira vista. A coisa ia indo meio no desânimo, até que um bela dia uma luz acendeu. Ela olhou profundamente para a tarefa aparentemente boba, e se deu conta de que mesmo sendo de fácil execução, era de extrema confiabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebeu que o velho amigo não tinha um cargo e nem um salário para oferecer naquele momento, mas dava algo muito mais valioso. Estendeia no tal "bico", a chance do marido saber o quanto era confiável. Com isso ela se deu conta que o amigo estendeu mais do que uma mão. Fez com que naquele momento complicado, onde auto-estima fica vulnerável, a dignidade dos dois ficasse intacta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi no meio da tempestade financeira que o casal passava, que minha amiga se deu conta disso. E em plena tarde chuvosa de sábado, ela virou o polígono e enxergou as outras faces da mesma coisa. Viu um lado bom em tudo aquilo. Se deparou com a grandeza de um gesto e percebeu que os bons sentimentos são imensuráveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela podia ter apenas admirado o amigo, e deixado aquele sentimento guardado. Poderia ter guardado sua gratidão. Mas não o fez. Pegou o telefone e ligou para agradecer.  Na hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu só liguei para dizer que o que tu fizesses por nós não tem preço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amigo ficou meio sem entender, mas agradeceu emocionado. Ela desligou o telefone com o coração leve. Depois disso as coisas logo se ajeitaram. Em pouco tempo um bom emprego apareceu e eles venceram a fase difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje estão novamente estabilizados e o marido gerenciando o setor de informática de uma empresa. A tempestade passou, veio a bonança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essa história me marcou por um gesto simples. Por aquele detalhe que faz toda diferença no meio do tempo ruim. È disso que nosso cotidiano está carente. A azeitona da empada, o que dá sabor às relações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o olho no olho na hora do papo. A mão que aperta durante a troca de cumprimentos. O beijo entre os amigos homens, sem preconceito. O braço dado com o avô, no passo lento. Mais sorrisos e menos caras amarradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São os detalhes tão pequenos de nós todos. Cada vez mais escassos. Cada dia mais latentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por mais lugar comum que seja: o que vale é o aqui e o agora!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-6548676415464063884?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/6548676415464063884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=6548676415464063884' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/6548676415464063884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/6548676415464063884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/08/aqui-e-agora.html' title='Aqui e agora'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-858001525031334470</id><published>2010-08-17T11:14:00.005-03:00</published><updated>2010-08-17T12:21:26.470-03:00</updated><title type='text'>Nossas estrelas</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TGqbX-buC9I/AAAAAAAAAH8/KFc-dS_6JWs/s1600/maecema.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 210px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5506384330612411346" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TGqbX-buC9I/AAAAAAAAAH8/KFc-dS_6JWs/s320/maecema.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; Mãe Cema quando conheceu a Sofia (Foto: Nauro Júnior)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em um sábado qualquer de ócio assisti a uma entrevista com a Heloisa Perissé, no programa Estrelas, da Angélica. A atriz, que é um poço de alegria, apresentava ao público a sua “estrela”. Junto com ela estava uma senhora de cerca de 50 anos, que há onze trabalhava cuidando da sua casa e de seus filhos. A tal da &lt;em&gt;Lolo &lt;/em&gt;me fez rir e chorar, com seu jeito simples, falando dos sentimentos que realmente valem nessa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio a confissões, lágrimas e muita ternura, vi uma história de amor e carinho que se repete em milhares de lares desse mundo à fora. Eu por sorte me incluo nessa lista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e minha irmã tivemos a nossa “estrela”. Ela se chama Iracema, mas apelidei-a de “Mãe Cema” logo quando larguei minhas primeiras palavras. Hoje, aos 94 anos, ela ainda recorda com lucidez as nossas peraltices de criança. Adora contar que a Kiki era medonha, vivia aprontando, e que isso rendeu o apelido carinhoso de “Gata Amarela”. Seus olhos brilham com as lembranças que a idade ainda consegue guardar, como um tesouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essa história começa bem antes, na época em que meu avô comprou a Charqueada São João, em 1952. Ela já estava na casa, junto com seu marido Inocêncio (o Lolô), e moravam em uma casa nos fundos do jardim. Quando meus pais casaram em 1968, e foram morar lá, eu por consequência já estava à bordo, na barriga. No mesmo ano, em outubro, eu nasci e já contei com os carinhosos braços desse anjo doce para os cuidados que começaram entre fraldas de pano e seguiram por longos anos das nossas vidas. As aventuras na charrete do Lolô, arrecadando lavagem para os porcos, em meio às ruas de chão batido do Areal. Ele morreu cedo, mas a Mãe Cema permaneceu firme e forte, zelando pelos seus filhos de coração.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ela é uma segunda mãe para mim. Mesmo que há alguns anos já esteja longe do nosso convívio cotidiano, foi parte essencial da minha formação. Está em tudo que sou hoje. Alguém que tinha seus filhos próprios, mas mesmo sem os laços de sangue dividiu com minha mãe os mais importantes ensinamentos da vida. O que dizer de alguém que nos alimenta, veste, cuida, acalenta, protege e ama?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui em casa hoje também temos a nossa “estrela” e vejo nos seus doces atos muito de minha Mãe Cema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Talita chegou aqui quando a Sofia tinha nove meses. Na época tínhamos uma enfermeira em função das rotinas médicas que ela precisava. Um belo dia decidimos que trocá-la por uma babá seria o primeiro passo para uma nova vida. A Talita tinha 18 anos na época, e no currículo o fato de ser filha da Laura, uma antiga empregada de minha Voinha, com quem convivemos quando criança e tínhamos muito apreço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com seu jeito tímido se entregou com dedicação à rotina de remédios, horários e fisioterapia da Sofia na época. Eu tinha listas nas paredes da casa, com tudo explicadinho. Rapidamente ela entrou no esquema, me superando em organização, capricho e muitas cores para alegrar a rotina inóspita. Detalhes tão pequenos de nós todos!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A Sofia e ela se entenderam desde o primeiro olhar. Sintonia do coração. E é assim até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Tatá, como carinhosamente chamamos, é hoje a mola-mestre da nossa casa. Sem ela nada funciona direito. Acompanhou todos os nossos piores e melhores momentos, no pós-hospital e com isso tornou-se uma cúmplice da nossa história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus gestos cotidianos não têm preço. É um bolo quentinho que chega em uma tarde cinza. O diário da Sofia em que ela detalha cada descoberta do mundo infantil. As vacinas, os exames, a tensão das idas ao especialista em Porto Alegre. Tudo está registrado na caixa-preta da Tatá. Eu escreveria laudas e laudas sobre os detalhes cotidianos, em que a presença dela torna nossa vida melhor. É daquelas que organiza o armário de roupas por cores e quando menos se espera inventa um colorido arranjo de flores com a matéria prima natural, disponível pelos campos das redondezas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela transforma pouco em muito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por isso me emocionei tanto com a tal matéria no programa da Angélica. Alguém que cuida do nosso mundo como se fosse o seu, não tem preço. Alguém que entra no nosso mundo para fazê-lo mais feliz então...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;...são essas as verdadeiras estrelas, que chegam em um dia qualquer e tornam a nossa vida melhor. Iluminam nosso cotidiano. São anjos feitos de simplicidade e afeto. Almas generosas, que por sorte estão aqui, fazendo nossos dias melhores. Iluminando nossas vidas, como verdadeiras estrelas! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-858001525031334470?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/858001525031334470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=858001525031334470' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/858001525031334470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/858001525031334470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/08/nossas-estrelas.html' title='Nossas estrelas'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TGqbX-buC9I/AAAAAAAAAH8/KFc-dS_6JWs/s72-c/maecema.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-3102754339944769601</id><published>2010-08-13T09:43:00.007-03:00</published><updated>2010-08-13T11:47:16.246-03:00</updated><title type='text'>13 de agosto</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TGVacl_EDkI/AAAAAAAAAH0/cgxA_juyrYg/s1600/V%C3%B3+colonia+1.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5504905566809755202" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 246px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TGVacl_EDkI/AAAAAAAAAH0/cgxA_juyrYg/s320/V%C3%B3+colonia+1.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ando sem assunto nos últimos dias, por isso não tenho aparecido por aqui. A maré cinza assolou o pedaço, somado ao frio polar e ao vendaval que chegou na madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas um fio de ânimo ainda persiste. E como uma pílula energética dos desenhos animados, não me deixa escrever sobre nada triste ou negativo. Já basta a conspiração meteorológica desse inverno, tentando derrubar sorrisos e escabelar as franjas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto esgotamos o nosso estoque de humor e paciência, cá estou eu, munida de forças extra-sensoriais para fazer desta sexta-feira, 13 de agosto, um dia colorido. E olha que a missão é das mais complexas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da janela de casa vejo o vento provocar até “ondinhas” no calmo Arroio Pelotas. Os juncos que protegem a margem estão deitados, como que se curvando aos destemperos do deus Odin. O cenário é bucólico, a temperatura é baixa e a vontade de virar um urso e acordar na primavera me persegue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas na minha caixa do passado encontro lembranças deliciosas das antigas datas que folcloricamente são ditas como de mau agouro. Minha avó querida, a Nóris - a quem eu carinhosamente sempre chamei de &lt;em&gt;Chochó&lt;/em&gt;, nasceu nessa data. Então lá em casa, dia 13 de agosto sempre foi de alegria. Quando caia na sexta-feira, ela gostava mais ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ritual era sempre o mesmo. Ela não fazia festa, simplesmente preparava a casa com flores e saborosos quitutes, expostos na mesa com toalha de renda branca da sala. Acendia um caloroso fogo na lareira e se enfeitava. Coloca uma roupa bonita, se maquiava e postava na cama uma colcha bem passada. Ali iria exibir os presentes recebidos ao longo do dia. Depois do ritual, sentava-se na sala e aguardava a chegada dos visitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A data era lembrada por todos amigos, que ao longo doa dia faziam uma verdadeira caravana de visitas pela Charqueada São João, onde vivíamos. E ela faceira, agradecia, servia os amigos, conversava e curtia cada momento do seu dia. Nós, que morávamos com ela, cantávamos o primeiro parabéns ao meio-dia.Depois íamos a tarde para o colégio e na volta pegávamos mais uma parte da festa. Geralmente ela fechava a noite brindando com uma cerveja ou vinho, junto com minha mãe, e comentando detalhes do dia. Meu pai sempre adepto da guaraná, a essas horas já estava bem tapado, debaixo das cobertas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa hora em que ficávamos só nós mulheres, a Kiki e eu corríamos para o quarto dela, para bisbilhotar presente por presente, e comentar coisas sobre as visitas que passaram por lá. Adorávamos aquele ritual de 13 de agosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2001 foi a última vez que comemoramos juntos a data. Ela se foi no dia 15 de novembro daquele ano. Obviamente que teria que ser em uma data histórica, já que minha avó não veio ao mundo para pouca coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma mulher linda, brilhante, colorida por dentro e por fora. Alguém com a mesma força do vento que hoje sopra lá fora. Agora começo a entender melhor o porquê da ventania e vou apreciá-la como se fosse um dia de festa. Como se minha avó mandasse esse vento varrer todas as tristezas dessa sexta-feira. Como se ela enviasse um pouco da sua força para nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E viva a minha querida Chocho!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-3102754339944769601?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/3102754339944769601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=3102754339944769601' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/3102754339944769601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/3102754339944769601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/08/13-de-agosto.html' title='13 de agosto'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TGVacl_EDkI/AAAAAAAAAH0/cgxA_juyrYg/s72-c/V%C3%B3+colonia+1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-6624018459935407743</id><published>2010-08-04T16:56:00.002-03:00</published><updated>2010-08-04T17:05:57.123-03:00</updated><title type='text'>Acumulou!</title><content type='html'>Existem momentos da vida que o melhor que temos a fazer é esperá-los passar. É como enfrentar a arrebentação daquele mar agitado. Respirar fundo, trancar a respiração e mergulhar, até a próxima onda. E sempre quando achamos que estamos na zona de calmaria, vem àquela mais forte, que nos enche o nariz de água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas andam assim para o meu lado nas últimas semanas. E eu, que tenho uma saúde de ferro, comecei a bambolear com coisinhas bobas. Primeiro uma mega gripe que durou mais de duas semanas e agora uma série de ondinhas que me deixaram com água nas máquinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que tudo tem um fundo emocional, e que muito disso se resolveria com um “pit stop” no box. Mas como o trem não tem parada prevista, o negócio é seguir nos trilhos. Amanhã tenho um evento de trabalho super importante. Daí na noite passada tive uma mega crise de cistite. Foi daquelas de chorar que nem criança. O Nauro saiu pra farmácia de noite e eu fiquei chorando, sentada no banheiro. A Sofia, que é uma figurinha, me disse com o seu ar de sabedoria:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mamãe, eu quero te dizer só uma coisa: eu tenho cinco anos, eu sou uma criança, eu não sei dirigir, e não sei como te ajudar. Dá pra parar de chorar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com aquela eu tive até que rir. Depois da crise, amainada com um remédio milagroso, veio a segunda parte do drama pré-evento. Esta, mais calma, é na verdade constrangedora. Eu falo daquela situação em que não conseguimos parar de ir ao banheiro, mas não por cistite. Fui clara? Gostaria de poupar os leitores de um desenho, já que se trata de algo que todos passamos um dia, mas preferimos esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, o resumo da ópera é que escrevo deitada na cama, tomando coca-cola para não desidratar e rezando para que em 24 horas eu possa estar linda e loura, de posse das minhas condições físicas e mentais novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É óbvio que não comentar sobre o frio polar que nos assola aqui no extremo sul do mundo. Vou subtrair na intenção de que meus pensamentos só sigam a rota nordeste desse país que dizem ser tropical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não desisti da mega-sena. O roteiro pelo nordeste está detalhado na minha mente, a cada vez que coloco o nariz para fora da porta. Tenho certeza que seria o remédio perfeito para esse acúmulo de afazeres, dores e mal-humores que me vejo cercada. E quero aproveitar para lembrar aos amigos-leitores que escreveram dizendo que também estarei na lista deles, que não deixem de jogar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah eu vi que acumulou!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-6624018459935407743?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/6624018459935407743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=6624018459935407743' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/6624018459935407743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/6624018459935407743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/08/acumulou.html' title='Acumulou!'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-8048928988429027657</id><published>2010-08-01T12:36:00.007-03:00</published><updated>2010-08-01T12:50:59.068-03:00</updated><title type='text'>Meu infinito particular</title><content type='html'>Sempre gostei de ler e escrever, mas quando descobri que isso poderia ser profissão, larguei três anos e meio do curso de Educação Física e me atirei no jornalismo. Eu tinha na época 21 anos e antes de dar um passo para dentro desse universo resolvi pisar o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhei durante um ano inteiro com o único objetivo de juntar dinheiro. Quando se é jovem, e papai e mamãe pagam as contas da casa, transformar sonhos em realidade está diretamente ligado a uma boa logística. Tudo é mais fácil. E foi assim que embarquei em um avião rumo ao Canadá, levando na mala poucas roupas, nenhum dinheiro e muitos sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estratégia era simples, já que minha Dinda estava fazendo mestrado na Universidade de Manitoba, em Winnipeg. Eu estudaria inglês por um ano, fazendo bicos por lá, e juntando dinheiro para depois sair mundo a fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 22 anos, depois de vencida a fase “the book is on the table”, peguei os dólares canadenses que tinha juntado e comprei uma passagem para Espanha. Com a companhia de minha mochila desbravei quatro países e muitos encantos. Depois de pisar o mundo com a sola do meu All Star, descobri meu mundo particular. Trouxe na bagagem a certeza de que eu queria contar a vida de alguma forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a trajetória entre o que eu queria e o que eu sou hoje foi longa. Andei por vários terrenos, alguns não tão românticos, como a assessoria de imprensa política. Mas mesmo os mais assépticos, contribuíram de alguma forma para formar a profissional que sou hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu achava que tudo estava bem, até me dar conta de que eu escrevia diariamente sobre coisas externas. Informava, detalhava, salientava, mas não me olhava. E foi aí que no final do ano passado meu marido amado me chamou para um papo cabeça. Ele, que me conhece do avesso, sabia que muito mais importante do que uma terapia, a solução para minhas angústias do momento seria um espaço só meu. Se o que gosto de fazer é escrever, porque não fazer desse momento um blog. Foi aí que surgiu o Adoro Melancia, meu divã-virtual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos fui abrindo as portas do meu infinito particular, e traduzindo com amigos e anônimos o melhor e pior de mim, como diria Marisa Monte. Hoje a certeza que tenho é de que não viveria sem esse tempo, em que o mundo para por alguns instantes e olhando para uma folha branca no computador, deixo as palavras me dizerem um pouco de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando termino de escrever, é como se alguma coisa tivesse sido passada a limpo na minha alma. É como a sensação que tenho quando dou a primeira mordida na suculenta fatia de melancia. Uma mistura de sensações, saudades, sentimentos e prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o sabor do meu infinito particular!&lt;br /&gt;========================= &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Infinito Particular&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Marisa Monte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eis o melhor e o pior de mim&lt;br /&gt;O meu termômetro, o meu quilate&lt;br /&gt;Vem, cara, me retrate&lt;br /&gt;Não é impossível&lt;br /&gt;Eu não sou difícil de ler&lt;br /&gt;Faça sua parte&lt;br /&gt;Eu sou daqui, eu não sou de Marte&lt;br /&gt;Vem, cara, me repara&lt;br /&gt;Não vê, tá na cara, sou porta bandeira de mim&lt;br /&gt;Só não se perca ao entrar&lt;br /&gt;No meu infinito particular&lt;br /&gt;Em alguns instantes&lt;br /&gt;Sou pequenina e também gigante&lt;br /&gt;Vem, cara, se declara&lt;br /&gt;O mundo é portátil&lt;br /&gt;Pra quem não tem nada a esconder&lt;br /&gt;Olha minha cara&lt;br /&gt;É só mistério, não tem segredo&lt;br /&gt;Vem cá, não tenha medo&lt;br /&gt;A água é potável&lt;br /&gt;Daqui você pode beber&lt;br /&gt;Só não se perca ao entrar&lt;br /&gt;No meu infinito particular&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;*para ouvir a música clique &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=2auBh5VrQZM"&gt;AQUI.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-8048928988429027657?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/8048928988429027657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=8048928988429027657' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/8048928988429027657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/8048928988429027657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/08/sempre-gostei-de-ler-e-escrever-mas.html' title='Meu infinito particular'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-8926361008879469181</id><published>2010-07-27T14:46:00.008-03:00</published><updated>2010-07-27T15:19:49.740-03:00</updated><title type='text'>Carente de gentileza</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TE8cqbCjjgI/AAAAAAAAAHk/Exz_HkNKr6o/s1600/profeta-gentileza1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5498645185181224450" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TE8cqbCjjgI/AAAAAAAAAHk/Exz_HkNKr6o/s320/profeta-gentileza1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Andei com um problema de coluna nos últimos dias. Isso me acontece vez que outra, e o motivo é meio que uma metáfora. Sempre que me incomodo demais, fico empenada. É como se carregasse um “peso nas costas”, literalmente. Neste último episódio dois eventos consecutivos me nocautearam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seriam coisas corriqueiras, se eu não estivesse cansada, estressada e esperando umas férias que acabaram não acontecendo. O produto final deste kit veio acompanhado de uma frente fria de lascar e muita chuva nas bandas de Satolep.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então fiquei uns quatro dias que respirava e doia, com uma coleira “linda” no pescoço e aquela angústia entalada no peito. Eu sou assim. Preciso digerir as coisas que não caem bem. Mas muitas vezes, não tem sonsrisal que resolva. E dessa vez me enrolei um pouco mais do que o normal para ficar zerada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o dia hoje amanheceu com um rico sol. Acordei sem dor e me encorajei a sair da toca. Confesso que também animada pela trupe de visitantes que estão hospedados aqui em casa. Isso inclui minha irmã e meus dois sobrinhos, além da Sofia e toda sua energia de férias. Tomei um banho e coloquei um vestidinho para curar de vez o mau agouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estou pronta para próxima, mas não sem antes fazer o meu protesto público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O começo dessa dor eu não sei dizer ao certo, mas nos últimos tempos a falta de gentileza no cotidiano tem me deixado incomodada. Seja nas relações com amigos, vizinhos ou clientes. Diariamente tenho contato direto com muitas pessoas. Algumas delas primam pela falta desta característica que tanto admiro, a gentileza. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ser amável está dentro da gente. No olhar, na forma de abraçar, no jeito de dizer "sim" e "ñão". Não importa se temos que dizer coisas mais duras, mas se a forma de expressão for delicada, tudo fica mais fácil. Isso a gente trás de casa. Da infância. Dos abaraços e sorrisos que demos e recebemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E nas duas últimas semanas passei por situações com gente que é econômico em todos estes sentimentos. Pode-se dizer que são sovinas de afeto!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sabe aquele tipo que te escreve o primeiro mail da manhã sem dizer “oi”, “bom dia”, ou mesmo citar o teu nome. É gente que simplesmente demanda o que quer e ainda coloca um “att” no final. Também enfrentei aquele tipo que se aproxima do nosso convívio familiar e no final desse sequestro sentimental, só quer a sua parte em dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Socorro, quanto calor humano!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que o mundo moderno e seu tempo escasso exijam rapidez na comunicação, ok. Mas para mim as palavrinhas mágicas que aprendi na infância sempre irão abrir as portas do mundo. A verdade é que tenho encontrado essa vertente dos poucos gentis demais no meu dia a dia, e não consigo relaxar. Fico indignada, pensando em como pode uma pessoa ter prazer em ser fria, distante, seca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando sentindo falta de sorrisos anônimos nos elevadores. De pessoas perguntando se vai chover nas esquinas. De puxar aquele assunto sem pé, nem cabeça, só pra distrair. Parece que as pessoas passam pelas outras e não se enxergam mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho lindo devolver o prato que vizinho emprestou, com um bolo quentinho, recém saído do forno. Adoro levar um pacote de bolachinha para secretária do médico, que está toda tarde naquela mesma cadeira, esquentando os pés numa estufa antiguinha. Adoro surpreender e ser surpreendida, com carinhos cotidianos que deixam a vida mais colorida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho certeza de que a minha coluna está se recuperando, mas fica aqui a minha saudade da gentileza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Acho que o mundo anda um pouco carente de gente como o saudoso profeta Gentileza!&lt;br /&gt;Houve um homem enviado ao Rio por Deus. Seu nome era José da Trino, chamado de Profeta Gentileza (1917-1996). Por mais de vinte anos circulava pela cidade com sua bata branca cheia de apliques e com seu estandarte, pregava nas praças e colocava-se nas barcas entre Rio e Niterói anunciando sem cansar:”Gentileza gera Gentileza”. Só com Gentileza, dizia, superamos a violência que se deriva do “capeta-capital”. Inscreveu seus ensinamentos ligados à gentileza em 55 pilastras do viaduto do Caju, à entrada da cidade, recuperados sob a orientação do Prof. Leonardo Guelman que lhe dedicou um rigoroso trabalho acadêmico, acompanhado de video e um belíssimo um CD-ROM com o título Universo Gentileza: a gênese de um mito contemporâneo&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Leonardo Boff&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-8926361008879469181?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/8926361008879469181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=8926361008879469181' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/8926361008879469181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/8926361008879469181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/07/carente-de-gentileza.html' title='Carente de gentileza'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TE8cqbCjjgI/AAAAAAAAAHk/Exz_HkNKr6o/s72-c/profeta-gentileza1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-8648801673518173553</id><published>2010-07-21T13:49:00.003-03:00</published><updated>2010-07-21T18:49:00.677-03:00</updated><title type='text'>Razão e sensibilidade</title><content type='html'>Não li o livro Sense and Sensibility, só assisti ao filme há alguns anos. Mas a história da familia Dashwood, baseada nas emoções das suas mulheres, tem me rondado ultimamente. Ando numa fase de dúvidas, angústias e lágrimas. Não me pergunte o porquê, já que os 40 já chegaram, a menopausa está longe e o casamento vai bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se ter uma ideia, na segunda-feira a noite assisti a um filme super legal, que contava a história real de um cachorro akita e a lealdade pelo seu dono. Depois da morte inesperada do homem, o cachorro permanece na estação de trem, aguardando a sua volta, por dez anos. Até que morre de velho. O filme era lindo, e quando acabou e eu não conseguia para de chorar. Era uma coisa impressionante. O fiasco foi tão grande, que lá pelas tantas surge a Sofia do quarto, com um desenho em punho, e diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tem alguém chorando aqui?!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E das mãozinhas escondidas nas costas surge um rico desenho feito por ela, como consolo para uma mamãe descontrolada, que soluçava em frente à lareira. Imaginem a cena. A filha consolando a mãe, sem entender nada. Ou talvez entendendo tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de lavar a alma comecei uma longa conversa com o Nauro. Sobre a vida, sonhos, desejos, e principalmente a relação entre razão e sensibilidade. Sempre tive essa tal da sensibilidade super aguçada. Mas com o passar dos anos, percebi que dependendo do vento, isso pode ser bom ou ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa parte do meu ser que me faz ver as coisas com mais encanto, cor, romantismo, também me abre feridas. Acontece que coisas que não tem nada a ver com a minha vida, me afetam. Sofro por antecipação e até por aproximação. Se abro a página inicial do meu computador e salta uma tragédia familiar, já me dá aquela sensação estranha. Ontem por exemplo passei o dia pensando na Cissa Guimarães. Ela, assim como centenas de milhares de mães no mundo, ficou órfão repentinamente. Acontece a toda hora, eu sei. Mas nada disso impediu que eu ficasse a tarde toda com uma sensação de tristeza alheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranho isso, eu sei. Melhor se fosse a tal da vergonha alheia. Mas a coisa anda assim nestes dias cinzas de inverno. Nostalgia na veia. Pensamentos vagando meio sem razão, mas permeados de uma tal de sensibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero ter assuntos melhores em breve. Enquanto isso, aguardo ansiosamente por um dia de sol.&lt;br /&gt;Já é um bom começo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-8648801673518173553?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/8648801673518173553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=8648801673518173553' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/8648801673518173553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/8648801673518173553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/07/razao-e-sensibilidade.html' title='Razão e sensibilidade'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-1560781165634835680</id><published>2010-07-19T12:04:00.003-03:00</published><updated>2010-07-19T12:13:03.332-03:00</updated><title type='text'>Sotaque francês</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TERpkxpg_JI/AAAAAAAAAHc/0Za3T6hyOiI/s1600/16.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 180px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495633525822520466" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TERpkxpg_JI/AAAAAAAAAHc/0Za3T6hyOiI/s320/16.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Foto: Divulgação_GNT&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;Há alguns meses meu marido está vivendo um momento Carla Bruni total. Primeiro passava buscando no &lt;em&gt;youtube&lt;/em&gt; todas as versões possíveis das interpretações da musa francesa. Até que um belo dia chegou flutuando em casa, com o CD do carro no volume máximo. Tinha comprado todos os discos lançados pela cantora e respirava música francesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nos conhecemos a sua única e intocável musa era a Luiza Brunet. A gente brincava com isso, sempre que via algum editorial da ex-garota Dijon. Até comprei algumas revistas de presente, respeitando o bom gosto dele. Afinal de contas, é até uma honra ter um marido babando pela modelo mais completa que esse Brasil já viu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando surgiu a Carla Bruni, senti que ele ficou dividido. Aquela voz macia, cantando em francês, era covardia. Além de linda, chiquérrima, inteligente, cheia de personalidade, talentosa, a mulher nasceu em um castelo e pra completar é primeira-dama da França. O que mais poderia compor esse kit perfeição?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bueno, não sou ciumenta, mas confesso que já estava ficando repunada daquele refrão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pourtant quelqu'un m'a dit&lt;br /&gt;Que tu m'aimais encore,&lt;br /&gt;C'est quelqu'un qui m'a dit que tu m'aimais encore.&lt;br /&gt;Serais ce possible alors ?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Até que dia desses, quando estava matando a saudade do colinha de mãe (vide “Colinho bom”) descobri a pólvora. Zapeando com o controle remoto pela TV a cabo, me deparei com uma boa surpresa. Nada mais, nada menos, do que o charmoséssimo Olivier Anquier em um programa fantástico. Se chama “Diário do Olivier” (GNT) e tem um fusquinha como logo, o que já me encantou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para completar, naquele episódio, ele visitava com a filha Júlia o Vale de Loire. O lugar é de sonhos, dos mais lindos da França e como não poderia ser diferente, lugar onde vivia a família paterna do bonitão. Mas a emoção do meu encontro televisivo não para por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bordo de uma motocicleta, Olivier leva a filha para conhecer Lhuynes, última cidade em que o pai dele moro. Os dois sobem uma ladeira com um lindo vaso de flores na mão, conversando. Ele dizendo para Júlia que o avô vai gostar de vê-la, comenta que os dois têm muito em comum. A nossa sensação ao assistir o programa, é de que vai acontecer o encontro de avô e neta. Ele diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seu avô vai ficar feliz com essa visita, faz tempo que eu não venho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento aparece um lindo cemitério, aos pés de um Castelo Medieval, e os dois caminham até o túmulo do pai dele. A cena é de chorar. O carinho e a naturalidade conversando com o pai, e a emoção da guria, são sentimentos tão puros, que contagiam. Ela sugere plantar a flor ali, para que o avô aprecie sempre o aroma daquele presente. Os dois cavam um buraco e deixam ali uma singela e colorida prova dos laços de amor que transcendem o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso a viagem segue, e Olivier mostra o rio em que pescava com o pai quando tinha doze anos. Tudo isso mesclado com informações interessantes sobre a geografia e história do local. A viagem termina com os dois visitando uma caverna e ensinando a receita secular da pêra batida (Poire tapée), o método mais antigo de conservação da fruta. O programa acaba e eu fico inebriada com a descoberta que acabo de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lindo, sensível, bom pai e ainda cozinha que é uma loucura. Eu tenho certeza de que meu amor não vai ficar com ciúmes. Agora não tenho dúvidas de que um pouquinho de sotaque francês na nossa vida faz um bem danado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é que o Nauro tinha razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vive La France! &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-1560781165634835680?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/1560781165634835680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=1560781165634835680' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/1560781165634835680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/1560781165634835680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/07/sotaque-frances.html' title='Sotaque francês'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TERpkxpg_JI/AAAAAAAAAHc/0Za3T6hyOiI/s72-c/16.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-5808188448474907564</id><published>2010-07-15T22:02:00.002-03:00</published><updated>2010-07-15T22:08:57.501-03:00</updated><title type='text'>Colinho bom</title><content type='html'>Passei todo dia hoje com cólicas, sintomas de gripe e uma dor de cabeça daquelas que tiram a gente do eixo. Pra completar esse literal quadro da dor, dormi mal, acordei cedo, e fui para um compromisso de trabalho que exigia disposição e muita atenção. Tudo que eu não tinha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resumo dessa ópera foi que às 11h da manhã eu estava com cara de final do dia. Fiz as contas de quanto tempo faltava para chegar a hora de ir para minha caminha, e vi que o remédio era ligar no piloto automático e seguir o dia guiado pelo GPS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece mentira, mas quando a gente não está se sentindo bem fisicamente aparece mais trabalho do que o previsto. O telefone toca mais alto e com uma freqüência inversamente proporcional à nossa paciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elemento decisivo para definir o cenário da situação, é dizer que o frio continua galopante e voraz aqui nas bandas do sul. Meus pés gelados não davam conta das três meias que ilusoriamente calcei hoje cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única coisa amena nessa tarde de martírio era o calor da botija de água quente que me acompanhou fielmente, com a intenção de driblar as tais cólicas menstruais - que no meu caso são violentas desde a adolescência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o relógio bateu às 18h, me dei conta de que ainda faltava metade do trabalho para acabar. Vi também que tinha que buscar a Sofia no colégio e estava sem o carro, já que o Nauro havia precisado mais cedo e tinha ficado de me pegar a tardinha. Os poucos neurônios que ainda faziam sinapse me aconselharam a ligar para mãe e pedir a ela que buscasse a Sofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso ganhei tempo e trabalhei mais um pouco, até o marido e o carro finalmente aparecerem. Ele chegou apressado e já me deu a barbada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tenho pauta essa noite, vamos fazer um caderno de gastronomia e devo voltar tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Socorro! Eu nesse estado e a Sofia chegando em casa cheia de gás para brincar até a hora de dormir. Não tive espaço nem pra sentir culpa, só pensei em uma alternativa para sanar aquele mal estar ao quadrado, já que a estas alturas tinha a testa franzida de tanta enxaqueca. Foi aí que minha porção filha falou mais alto e disse pro Nauro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou fazer uma malinha e dormir com a Sofia lá na casa da mãe, ta certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele olhou com cara de “tudo bem” e eu nem perguntei de novo. Soquei meia dúzia de coisas em uma sacola e me enfiei no carro, que nem criança, antes que ele mudasse de ideia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos na mãe e ele já foi anunciando o diagnóstico da situação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A Gabi passou o dia mal e tá precisando de um colinho de mãe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mimosa da minha progenitora abriu aquele sorriso, que só as mães sabem dar aos filhos. Em poucos minutos eu estava deitada na cama dos meus pais, com o lençol elétrico ligado, um controle remoto na mão e todos os mimos possíveis na volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe passou um café quentinho pra mim, fez uma pizza de queijo para Sofia e o pai deu o tom do papo do jantar. Colocamos a conversa em dia, e enquanto a gente conversava minha cabeça pensava no quanto era bom estar ali. Aquele era sim um instante mágico!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A roda pode girar, nossos filhos crescerem, os cabelos brancos aparecerem, mas o colo de pai e mãe sempre vai ser o melhor lugar do mundo. Mesmo quem já não tem mais esse colo físico, sabe que tem alguma força maior por perto quando a coisa fica feia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é nesse colinho que estou agora, encerrando essa quinta-feira estranha, que começou torta e fria, mas acabou cheia de calor e gratidão. Colinho de pai e mãe sempre vai ter sabor de aconchego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E bola pra frente porque amanhã é sexta-feira. Obaaaaaaa!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-5808188448474907564?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/5808188448474907564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=5808188448474907564' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/5808188448474907564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/5808188448474907564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/07/colinho-bom.html' title='Colinho bom'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-4869366995837012954</id><published>2010-07-13T15:56:00.013-03:00</published><updated>2010-07-13T16:23:22.824-03:00</updated><title type='text'>Frio e mega-sena</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TDy86e9n4lI/AAAAAAAAAHU/Zjenb4emhdk/s1600/resort2.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 214px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493473358415127122" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TDy86e9n4lI/AAAAAAAAAHU/Zjenb4emhdk/s320/resort2.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; Foto: Nauro Júnior&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TDy3Icbp9pI/AAAAAAAAAHM/BCVAan7MThw/s1600/frio.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Uma vez ouvi uma entrevista da Marília Gabriela onde ela contava que adorava o frio. Que mesmo no inverno sempre terminava o banho com uma ducha de água fria para manter o viço da pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei dela hoje de manhã enquanto me digladiava com alguns pingos de água morna, tentando tirar o sabão do corpo antes de morrer de hipotermia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inclusive pensei na hora, que se eu soubesse o celular da Marília Gabriela ligava pra ela e convidava para colocar em prática a sua técnica de longevidade. Mas tinha que ser hoje, e no meu banheiro. Ah, e ainda por cima tinha que sair com cara de “linda” do box. E pior, terminar de se secar e se vestir com um sorriso lânguido no rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ah Marília Gabriela, acho que se tu morasses aqui no sul irias rever teus conceitos estéticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse foi o pensamento mais gentil que tive nesta manhã fria. Os outros são impublicáveis aqui neste blog de gente educada. A verdade é que esse pessoal do sudeste acha que o inverno deles é frio. Adoram comprar uma manta fashion pra usar com uma camiseta de algodão. Ou então colocar um casacão por cima de um vestidinho de crepe, e juram que estão enroupados. Eles juram que inverno é sinônimo de estilo, requinte, charme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora poupe-me!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tem ainda aquele povo que acha que no inverno a gente fica mais elegante. Eu sinceramente nunca consegui. Além de sofrer com a tal da rinite, ficar com o nariz vermelho que nem palhaço, acho que aquelas olheiras na pele esbranquiçada não favorecem nem a Mortiça, da família Adams. Mas de qualquer forma, respeito a opinião alheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra desculpa boa é aquela de que no inverno os programas são mais românticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui a minha caixinha de ideias está praticamente estagnada. Quando chegamos em casa acendemos a lareira e conseguimos resistir por uma hora, duas no máximo. Depois só o quarto com o ar condicionado nos 30 graus e muito edredon para sobreviver. Isso sem falar que com a temperatura dessa madrugada dormi com pijama e ceroula, a coisa mais “elegante” que o mundo fashion já viu. Imagina o sex appeal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu posso ser uma pessoa sensata, aberta a novos argumentos, mas se tem uma coisa que ninguém no mundo vai me convencer é que inverno é bom. A tirar pelo meu mau humor nesse post já deu pra perceber né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo bem, enquanto o Minuano e sua fúria congelante batem na porta, eu viajo na internet pelos resorts do nordeste, imaginando que a qualquer momento eu vou ganhar na Mega-Sena e chutar o balde. Fretar um avião e levar todos os amigos queridos que amam o verão e odeiam o inverno para um daqueles paraísos. Só vamos voltar depois que a primavera der seus ares coloridos. E ainda por cima, vamos aportar com aquela pele dourada, alma lavada pela água salgada e espírito refeito pela brisa do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que delícia. Já me animei a seguir minha jornada de picolé dessa tarde de terça-feira. Enquanto o sorteio da mega-sena não acontece, vamos nos divertindo imaginando tudo de maravilhoso que o paraíso terá. Quem se habilita a entrar nessa lista de amigos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Olha que o último sorteio saiu para um apostador sozinho. O que será que ele fez com 20 milhões hein?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Poxa vida, e esse cara não era meu amigo!!!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-4869366995837012954?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/4869366995837012954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=4869366995837012954' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/4869366995837012954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/4869366995837012954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/07/frio-e-mega-sena.html' title='Frio e mega-sena'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TDy86e9n4lI/AAAAAAAAAHU/Zjenb4emhdk/s72-c/resort2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-3118264631610836461</id><published>2010-07-11T22:24:00.008-03:00</published><updated>2010-07-11T22:44:20.953-03:00</updated><title type='text'>Um lar</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TDpyZSfnCPI/AAAAAAAAAHE/35HVKZSwU1g/s1600/casa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5492828474318457074" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 212px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TDpyZSfnCPI/AAAAAAAAAHE/35HVKZSwU1g/s320/casa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Foto: Nauro Júnior&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu nasci em uma casa que mais parecia um museu. Foi construída em 1810, tinha 33 cômodos, paredes espessas e salas que exalavam uma mistura de mofo com história. Em meio a tantos objetos históricos tínhamos o nosso mundo, com todos os elementos de qualquer morada. Durante três décadas aquela casa que virou cenário de minissérie foi de fato um lar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez, em 1998, quando fui morar por um período em Florianópolis, uma prima querida me disse uma frase na despedida:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Gabi, uma casa pode levar um tempo até ser realmente um lar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No auge dos meus vinte e tantos anos, não me detive na essência daquela frase com a profundidade que contém. Hoje, mais de uma década depois, compreendo cada sílaba daquela oração composta por carinho e premonição. À caminho da ilha da magia, eu não imaginava que levaria tempo até achar de fato o meu lar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que um lar é aquele lugar que mesmo se passando uma semana no resort mais desejado do caderno de viagem, no oitavo dia só pensamos no gosto do café que só a nossa cafeteira faz. É aquele aconchego no dia cinza, que só o nosso edredon consegue proporcionar. Mais do que isso, um lar é aquele espaço físico que nos dá a mesma sensação de segurança que a cama dos pais transmitia nas noites de temporal da infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nesse final de semana de céu azul, me peguei admirando o meu lar e pensando no quanto caminhamos na para chegar até aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada objeto traduz muito de nossa história. No mosaico dos ladrilhos hidráulicos da cozinha, diferentes formas que juntas tem harmonia. Assim como nosso modo de ser e ver a vida. São os contrários complementares. E assim são os lares que vejo por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada fomos à Jaguarão e conheci a casa da querida amiga Neca. Foi uma tarde muito especial. Com a força de uma leoa, ela mostrou cada pedacinho daquele lugar, que sem dúvida é um grande lar. Cada peça apresentada com carinho, tinha alguma referência simbólica. Era como um retrato dos moradores daquele local.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Isso faz de uma casa um lar. E assim são os lugares mais especiais que conheci na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro também de casas que visitei, extremamente bem decoradas. Daquelas que se vê em revistas e que temos vontade de nos teletransportar na hora, imaginado que a felicidade mora ali. Em muitas dessas casas, não vi a cara de seus donos. As marcas de suas vidas não estava nos bem desenhados móveis sob medida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que a minha prima Andréa tinha razão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pode demorar um tempo para se achar um lar de verdade. Mas o que realmente importa, é no dia que encontrarmos esse lugar, depositarmos ali nossos sonhos e desejarmos do fundo da alma que a segunda-feira demore a chegar!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-3118264631610836461?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/3118264631610836461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=3118264631610836461' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/3118264631610836461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/3118264631610836461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/07/um-lar.html' title='Um lar'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TDpyZSfnCPI/AAAAAAAAAHE/35HVKZSwU1g/s72-c/casa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-1827245351074156733</id><published>2010-07-09T09:36:00.002-03:00</published><updated>2010-07-09T09:39:55.871-03:00</updated><title type='text'>A bolha</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TDcYMiMjrQI/AAAAAAAAAG0/0iOqrQra_5g/s1600/pequeno_principe.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 275px; DISPLAY: block; HEIGHT: 275px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491884874218581250" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TDcYMiMjrQI/AAAAAAAAAG0/0iOqrQra_5g/s320/pequeno_principe.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nunca pensei em criar a Sofia numa bolha, longe da realidade da vida. Mesmo com as seqüelas respiratórias que ela tem, nossa orientação e vontade, sempre foi de colocá-la no girar do mundo, para criar anticorpos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas confesso que nos últimos tempos tenho repensado tudo isso. E não é por causa de vírus, bactérias ou risco de doenças. A realidade anda uma navalha. As notícias que invadem o nosso mundinho pacato não cabem dentro de cidadãos de bem, como nós aqui reunidos. A tal da tecnologia da comunicação faz com que nossa paz seja diariamente rompida com notícias e dramas que jamais pensamos em sã consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ando triste por demais essa semana. Não consigo dar um passo sem alguma nova informação do horrendo crime do tal goleiro do Flamengo me atropelar. Se ligo o rádio enquanto vou levar a Sofia ao colégio, vem a tona mais uma novidade. Ligar a TV nem pensar. Me logo na internet e a página de capa do meu computador já estampa mais um detalhe da barbárie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E daí me pego pensando na suavidade e doçura daqueles olhinhos que me seguem. Sorte que a cabecinha de um ser humano de cinco anos não compreende metade do que é dito nos noticiários. Mesmo assim fico angustiada em tê-la por perto quando tamanha brutalidade é detalhada, sem dó nem piedade, por nossos colegas jornalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como explicar a uma florzinha que acha que o namorado será aquela pessoa que vai saltar coraçãozinhos da cabeça, como nos gibis da turma da Mônica, que o fulano matou e mandou atirar os pedaços da fulana aos cachorros. Que o pai da fulana, que pegou a guarda do bebê dessa relação, vai perdê-lo porque é suspeito de estuprar uma menina de dez anos. Como isso tudo cabe na nossa cabeça? Como transformar esse enredo do mal em qualquer coisa mais amena para se dizer a um filho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca assisti a um filme de terror na minha vida. Em fase alguma, juro. E foi uma opção minha, por vontade de nunca ficar pensando em coisas irreais, que pudessem tirar o romantismo da vida. E não é que a vida real tem me proporcionado cenas bem mais picantes que as imaginadas em Hollywood?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do jeito que as coisas andam, vou adaptar o roteiro De “A vida é bela”, ou criar um planeta como o “Pequeno Príncipe” para criar minha filha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nos últimos tempos, a realidade não tem tido graça nenhuma, bem melhor seria viver na tal da bolha! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-1827245351074156733?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/1827245351074156733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=1827245351074156733' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/1827245351074156733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/1827245351074156733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/07/bolha.html' title='A bolha'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TDcYMiMjrQI/AAAAAAAAAG0/0iOqrQra_5g/s72-c/pequeno_principe.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-2975171426914972059</id><published>2010-07-07T10:25:00.012-03:00</published><updated>2010-12-02T09:56:16.596-02:00</updated><title type='text'>O beijo de Galeano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TDSBUw5F-AI/AAAAAAAAAGc/SyfG1hTkIB8/s1600/galeano.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 212px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491156039393212418" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TDSBUw5F-AI/AAAAAAAAAGc/SyfG1hTkIB8/s320/galeano.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Foto: Nauro Júnior&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Era um sábado como outro qualquer, se não tivesse tocado o meu celular cortando a calma da tarde. Eu não imaginava que a partir daquele telefonema, começaria a trajetória de um encontro que jamais imaginei ter, mesmo que com 650 quilômetros de distância entre os protagonistas .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado da linha, a chefe do Nauro dizia que ele iria para Montevidéu, para cobrir o clima de euforia do povo uruguaio em função do jogo da semifinal da Copa do Mundo. Eufóricos ficamos nós com a notícia, já que uma cobertura internacional é sempre um presente para um jornalista. Tratamos de agilizar a parte prática da viagem, para que ele embarcasse no TTL de domingo à noite. Passagem na mão, mala pronta, equipamento afiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele se despediu meio nervoso, parece que prevendo que aquela não seria uma cobertura qualquer. Em Montevidéu o repórter Diogo Oliver o aguardava para traduzirem em texto e imagens a emoção dos seguidores da Celeste. Enquanto isso, eu aqui tratei de tocar a vida, acabar algumas pendências e organizar a rotina da Sofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda-feira, como de costume, acordei cedo e já me conectei à internet para começar o trabalho do dia. Falei rapidinho pelo MSN com o Nauro, que tinha chegado bem e estava tomando pé das coisas por lá. Seguimos cada um no seu curso, até que pelas 11h ele me chama de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabes quem vamos entrevistar hoje a tarde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu sem a menor idéia e meio sem paciência, fui direto ao assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sei, conta logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele, sabendo que eu iria ficar maluca, digitou cada sílaba na tela azul:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ga-le-a-no!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O quê? Não acredito, que máximo!!! Ah, como eu queria estar aí. Aiii meu Deus, então manda um beijo meu pra ele, e diz que ele norteou meus passos desde a adolescência. Sou louca por ele!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consegui mais trabalhar. Começava a fazer alguma coisa, e quando via estava viajando pelas páginas de “Veias abertas da América latina”. Este, assim como tantos outros livros que sempre inspiraram minha alma. Me perdia pensando no quanto a obra deste grande escritor tinha influenciado as minhas escolhas de vida. Ele e a Isabel Allende sempre foram as minhas adorações literárias. Sou apaixonada pela dupla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Galeano tem uma coisa que admiro demais. Ele é fiel a si mesmo. Diz o que pensa, mesmo que de forma irreverente. Está convicto de suas idéias, que sempre condizem com a sua essência. É daquelas pessoas que sentimos orgulho em estar vivendo na mesma época que nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bueno, a entrevista era às 15h, e no final da tarde o Nauro me chama de novo no MSN. Estava totalmente inebriado com aquele momento singular. Para nós, que tanto o admiramos, são instantes mágicos. Então ele começa a descrever detalhes da entrevista, feita em um charmoso café chamado “Café Brasileiro”. O Nauro, ciente de que aquele seria um momento para contar aos nossos netos, gravou toda entrevista com o celular. Papo vai, papo vem, e no final o Nauro conta que sou apaixonada por ele, e que desde jovem leio seus livros. Com àquele jeito único, Galeano responde:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;- Coitada da moça, é uma vítima.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;O Nauro aproveita e diz que eu mandei um beijo, conforme a recomendação feita a 650 quilômetros de Montevidéu. Foi aí que o grande momento aconteceu. Ele olhou para câmera e disse olhando nos meus olhos:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;- Gabriela, Gabriela, que emoção, eu estou lhe enviando um beijo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;E olhou para o Nauro e disse:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;- Não sejas ciumento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;O Nauro ainda brincou com ele, que não poderia sentir ciúmes, já que o meu amor por Galeano era anterior ao nosso casamento. Foi quando ele disse:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;- Não te preocupes, eu te autorizo a amá-la como se fosse eu!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Gente, depois desse presente eu vou guardar essa Copa do Mundo da África para sempre no meu coração. Não tem hexacampeonato que valha mais do que um beijo do Galeano.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, eu não sei vocês, mas eu... tô levando a taça pra casa!!!!&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;"A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar."&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;[ Eduardo Galeano ]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-2975171426914972059?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/2975171426914972059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=2975171426914972059' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/2975171426914972059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/2975171426914972059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/07/o-beijo-de-galeano.html' title='O beijo de Galeano'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TDSBUw5F-AI/AAAAAAAAAGc/SyfG1hTkIB8/s72-c/galeano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-6601110210320826873</id><published>2010-06-30T16:05:00.001-03:00</published><updated>2010-06-30T16:23:17.400-03:00</updated><title type='text'>Medula</title><content type='html'>Numa tarde qualquer dessas últimas semanas fiz uma coisa que tenho vontade há pelo menos uns cinco anos. Estava escutando rádio enquanto dirigia o carro e ouvi uma entrevista no programa Pelotas Treze Horas. Era com uma guria de cerca de 30 anos, que estava com leucemia. Naquele momento, através do seu relato, ela estava estimulando as pessoas a se candidatarem à doação de medula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrevistada era super disposta e estava pra lá de otimista, visto a guerra que tinha pela frente. Ela tinha recebido um diagnóstico que há alguns anos atrás era uma sentença de morte. Hoje a coisa já é bem diferente. Ela tem todas as possibilidades de ganhar essa guerra. Não é barbada, como tudo que envolve as tais células cancerígenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a contar pela sua disposição e esperança, já entra no campo de batalha com um exército corpulento. As armas do positivismo são definitivamente uma grande ajuda. Tenho vários amigos na volta que me ensinam isso: Neca, Leo, Gianne,...Eles já ganharam muitas batalhas e estão aí para mostrar que dentro do coração temos imensuráveis formas de atuar contra a doença e levantar a bandeira da paz nessa guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela breve lição de vida que chagava pelas ondas do rádio me fez mudar o rumo do meu trajeto. Me dirigi na mesma hora para o Hemocentro e fui finalmente fazer a doação de medula. Em pouco mais de quinze minutos, os meus cinco milímetros de sangue estavam a caminho do Registro Brasileiro de Doadores de Medula Óssea - Redome. É um banco de dados sanguíneo, que reúne o detalhamento celular de cada doador e do receptor. Caso um doador cadastrado seja compatível, articula-se a doação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simples assim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o pior é que eu já sabia disso, porque há uns três anos fiz uma matéria exatamente para detalhar a facilidade da doação e desmistificar a imagem de que doía, ou iríamos ter que deixar um pedaço de medula no banco de sangue. Escrevi a matéria, saiu na revista, mas eu não me mexi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de feito o procedimento, fiquei pensando exatamente nisso. Sei lá o que fazemos de nossos dias, que nos ocupamos com coisas mais importantes do que a possibilidade de salvar uma vida. Então pensei que uma forma de me redimir dessa falha, seria disseminando por aí a afora sobre a facilidade que é fazer a doação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que as chances de compatibilidade são mínimas. Que são raros os casos e tudo mais. Mas quando entro na lotérica para jogar na Mega Sena, a chance de eu ganhar é menor ainda. Quando envio um torpedo para o Faustão, querendo ganhar um milhão de reais, a chance é a mesma. E mesmo assim, fazemos isso sem a menor cerimônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, a partir de hoje, sou uma porta-voz da doação de medula. Imagina um pedacinho da gente virar vida em outra pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso sim não tem preço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Para quem se animar e for da região de Pelotas segue o endereço do Hemopel. Para os demais sugiro divulgarem os das suas cidades!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Hemocentro de Pelotas fica no prolongamento da avenida Bento Gonçalves, 4.569, próximo do Colégio Municipal Pelotense. O contato com o Departamento de Captação pode ser feito pelos telefones (53) 3225-7262 e 3222-3002, ou pelo e-mail hemopel@fepps.rs.gov.br.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-6601110210320826873?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/6601110210320826873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=6601110210320826873' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/6601110210320826873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/6601110210320826873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/06/medula.html' title='Medula'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-3059260104509806607</id><published>2010-06-29T18:11:00.000-03:00</published><updated>2010-06-29T18:12:16.730-03:00</updated><title type='text'>Madrugadas</title><content type='html'>Estou longe do meu divã-virtual há quase duas semanas. Tempo curto por um lado, interminável por outro. Voltamos dia 21 de Novo Hamburgo, onde a Sofia comemorou seu aniversário, trazendo uma bela gripe na bagagem. Fomos com roupa de meia estação e encontramos uma frente fria no caminho. O resultado foi mãe e filha pestiadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tosse, espirra, dói o corpo, mas segue o ritmo. Fomos assim por não mais do que dois dias. Primeiro eu caí de cama. Ela segurou mais dois dias, mas quando veio a baixo ficou bem ruinzinha. Desde domingo foram duas noites insones. Hoje, depois da segunda consulta ao pediatra, ingressamos com o antibiótico. Ela segue com duas sessões diárias de fisioterapia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante as madrugadas, em que atendo minha florzinha, fico divagando. Entre um febrão e outro, vendo o seu esforço para respirar com aquele pulmãozinho lotado de catarros, me remeto a várias viagens noturnas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As madrugadas parecem intermináveis. Eu sei que o tempo tem a mesma duração com sol ou lua, mas a sensação de infinito toma conta no escuro. Ainda mais quando a angústia é companheira dessas horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nesse desenrolar noturno, penso e repenso na vida. Na sua brevidade e essência. No destino de cada uma dessas pessoas que cruzam o caminho da gente. Muitas, me questiono sobre o porquê de tê-las encontrado. Outras, fico feliz por existir um fio condutor e invisível, que atrai pessoas totalmente distintas, por motivos especiais. Essa mágica da vida é encantadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso no que deverá nos espreitar na próxima esquina. Misturo sentimentos de medo e alegria nas noites insones. Penso nos amigos que foram embora. Nos que nunca foram tão amigos assim. Nos que acreditamos que eram. E nos que sempre voltaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um procurando fazer a sua trajetória nessa tal de vida. Buscando, achando, perdendo. Sentimentos contraditórios que invadem a cabeça durante os minutos infinitos da madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre um pensamento e outro, meus desejos são sempre para que a vida seja uma espécie de madrugada infinita, e que todos que eu amo estejam sempre por perto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-3059260104509806607?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/3059260104509806607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=3059260104509806607' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/3059260104509806607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/3059260104509806607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/06/madrugadas.html' title='Madrugadas'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-8489290150209154072</id><published>2010-06-17T15:42:00.002-03:00</published><updated>2010-06-17T15:46:38.007-03:00</updated><title type='text'>Véspera</title><content type='html'>Acontece há quatro anos a mesma coisa e pelo visto se repete mais uma vez. Na véspera do aniversário da Sofia uma angústia inexplicável toma conta de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã, dia 18 de junho de 2010, minha amada filha completa cinco anos de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clima aqui em casa é de euforia. Ela pediu para eu fazer um calendário com os dias que faltam, e desde a semana passada todo dia acorda e risca um dia. Amanhã será a festinha no colégio, na hora do lanche. Coisa bem simples, mas a Tatá e eu já nos debruçamos em compras e detalhes para deixar a hora do lanche das crianças um momento divertido. No dia seguinte, seguimos para Novo Hamburgo. Ela terá outro aniversário lá, junto com o primo Lucas, que completa um ano de vida. O tema da festa é o circo, e já compramos um tule rosa-choque para fazer a tão desejada roupa de bailarina que ela pediu. Eu aluguei uma fantasia de palhaço para mim e o Nauro disse que vai produzir sua própria performance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com esse cenário maravilhoso, como eu posso estar angustiada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre a mesma sensação. Hoje peguei a estrada para ir até a Ecosul e no caminho fui pensando. Tentando desvendar esse sentimento que me assombra na véspera de um dia que tenho como o mais feliz da minha vida. Imagino que Freud tenha pelo menos uns 20 capítulos de respostas pra me dar. Mas não estou a fim de encarar um divã real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a Sofia completou um ano, fizemos uma coisa bem simples para comemorar. Na época ainda estávamos morando com meus pais, e passei o dia anterior à data fazendo lembrancinhas, enrolando negrinhos com a Kiki, com meus sobrinhos e a Sofia na volta. Um clima super legal. Daí fui dormir e por volta das 2h da manhã me acordei com uma dor aguda no abdômen. Era uma coisa tão forte que eu só conseguia pedir para o Nauro chamar a ambulância. Ele me colocou no carro e quando me dei por mim, já estava de pijama e pantufas tomando um remédio na veia, em plena Unimed. Não tenho a menor idéia do que aconteceu, até hoje. Nem o médico que me atendeu decifrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o passar dos anos o aperto vem no peito, como se eu tivesse que romper aquela data para respirar aliviada. Sei que muita gente pode dizer que está ligado ao que passamos, à cesárea de urgência, enfim, respostas aos montes. Hoje enquanto eu dirigia para Ecosul, pensei que escrever sobre ela iria me aliviar. Comecei a olhar para trás, com a intenção de enxergar os fantasmas e acabar de vez com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio dessa imersão no passado me veio à mente o dia que eu desafiei a morte. Foi na véspera da cirurgia da Sofia. Não tínhamos mais tempo para esperar e quando menos imaginávamos, ela pegou uma nova infecção. Era uma segunda-feira de manhã e Dr. Flávio entrou com o resultado do exame na mão. Sentou e baixou a cabeça. Estávamos a Sofia, ele e eu na sala do isolamento da UTI. Ele mexeu a cabeça e percebi seus olhos umedecerem. Então naquele momento eu vi que estávamos frente a frente, como naqueles desenhos animados que enxergamos aquele vulto negro, com a foice na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu senti alguma coisa por dentro que jamais saberia descrever em palavras. Olhei firme pra ele e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não se preocupe Dr. Flávio, não vai acontecer nada de ruim com a Sofia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que nesse momento peitei a morte. Meus argumentos eram as tantas pessoas que rezavam e pediam pela Sofia naquele momento. Gente que até hoje nem conhecemos. Anônimos que se engajaram na corrente pela vida dela. Tenho certeza de que força dessa energia conjunta, fez com que ela se convencesse a ir embora. Foi como se eu tivesse usado toda minha energia naquele momento.Para quem lê, pode parecer uma ideia absurda. Mas quando olho para trás, vejo que alguma coisa muito forte aconteceu naquele dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez alguma coisa ainda me dê medo dentro desse passado. E a proximidade do aniversário da Sofia é uma certeza de que amá-la incondicionalmente, é a melhor coisa que a vida poderia ter me proporcionado. Não consigo imagina a vida sem esse ser brilhante, que ilumina nosso caminho todos os dias. Não tem um dia que eu não agradeça à Deus por esse presente. Sou eternamente grata, por ter me confiado tamanho privilégio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com ela aprendo todos os dias, e quem sabe depois desse desabafo, não vou acender uma velinha na igreja em que minha Voinha sempre agradeceu pelos seus sete filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que é uma boa idéia nessa véspera de dia tão especial. Um contato direto com quem me deu o meu maior presente!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-8489290150209154072?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/8489290150209154072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=8489290150209154072' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/8489290150209154072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/8489290150209154072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/06/vespera.html' title='Véspera'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-755373897907199384</id><published>2010-06-15T10:29:00.003-03:00</published><updated>2010-06-15T10:31:24.730-03:00</updated><title type='text'>Luzes</title><content type='html'>Desde que a Sofia nasceu confesso que não me dediquei mais aos cuidados femininos. Na verdade já sei que sou um pouco diferente do padrão da maioria das mulheres. Meu estilo é alternativo, tenho horror à maquiagem e não uso salto alto. Na verdade não sei caminhar com nada além dos meus longos centímetros de altura. Se já sou levemente desengonçada, de salto então, pareço um boneco de Olinda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No quesito exercícios físicos, a coisa vai pelo mesmo caminho. Tenho horror a academia. Odeio aquele “um-doi-um-dois”, ainda mais para depois ficar toda suada em função de meia dúzia de calorias. Socorro!!! O custo não vale o benefício!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano passado, descobri o tal do Pilates e me apaixonei. Além da aula ser todinha pra mim, todos os movimentos são leves, lentos e de alongamento. Uma verdadeira terapia corporal. Comecei com toda força durante o verão, até que começaram as aulas da Sofia e o vai-vém de horários não fechou mais com meu tempo. Minha coluna continua cheia de dores, e voltei a ficar ancorada nessa cadeira, o dia todo em frente ao computador, como uma verdadeira samambaia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro desse kit, a parte dedicada aos cabelos foi a que mais sofreu nos últimos anos. Quando eu era adolescente, fazia mil experiências químicas com camomila, leite e água oxigenada e conseguia um resultado maravilhoso. Minha mãe ficava apavorada, mas sempre dava certo. As mechas ficavam super naturais, como se eu acabasse de voltar de um mês na Praia da Ferrugem. Mas a verdade é que minha veia alquimista é criativa demais para linha capilar e com o passar dos anos tive algumas surpresas nada agradáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que a Sofia nasceu o tempo para criar fórmulas também diminuiu, e por isso estive com a cabeça que nem um capincho nos quatro últimos anos. A correria do cotidiano fez com que eu deixasse mais ainda de lado a dedicação ao ritual feminino. Isso me incomodava muito, mas eu ia levando e levando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que há algumas semanas atrás resolvi dar um jeito na vida. Marquei hora no cabeleireiro e fiz as tais luzes, como manda o figurino. Quando a mulher secou o cabelo e me olhei no espelho, me deu vontade de chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quanto tempo eu não enxergava aquela pessoa no espelho? Uma coisa tão simples, tão rápida, e que elevou a minha auto-estima feminina aos ares. Parecia que eu tinha voltado aos 25 anos. Continuo vestindo minhas calças de bolsos grandes, meu tênis all star, com minha bolsa atravessada. Coloco creme diurno mas o resto fica mofando na prateleira. A maquiagem só se for para brincar com a Sofia. Mas a verdade é que com essa pequena mudança consigo olhar essa mulher de 41 anos com mais brilho todas as manhãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou continuar sem freqüentar academia e possivelmente o salto alto fique para próxima encarnação. Mas essa ligação entre quem eu era e quem eu sou, vai continuar sendo prioridade. Prometo que as luzes internas vão continuar acesas para iluminar o meu cotidiano. Sempre!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-755373897907199384?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/755373897907199384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=755373897907199384' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/755373897907199384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/755373897907199384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/06/luzes.html' title='Luzes'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-7930771856269096067</id><published>2010-06-12T20:01:00.005-03:00</published><updated>2010-06-12T20:29:45.328-03:00</updated><title type='text'>O encanto das flores</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TBQUPgqNe3I/AAAAAAAAAGI/Z-uKQPa6bpo/s1600/flores.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5482028903114308466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 317px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TBQUPgqNe3I/AAAAAAAAAGI/Z-uKQPa6bpo/s320/flores.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Em vez de cavalo, ele chegou no banco traseiro de uma caminhonete branca, marcada pela lama da estrada. Vinha sentado na cadeirinha, com o cinto de segurança, como manda a lei. Na mão, empunhava um delicado buquê de astromélias rosadas, amarradas com cordão de ráfia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa cena descreve a chegada do Pedro em nossa casa, para uma tão aguardada visita, na tarde desse sábado. Com os olhinhos brilhantes pela chegada do amigo, a Sofia corou ao ver as flores, e perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas são pra mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o primeiro buquê de flores que nossa mimosa ganhou, e por mais que passem os anos, jamais essa cena tão pura se apagará de nossa retina. A Lorena, mãe do príncipe, brincou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E hoje ainda é Dia dos Namorados!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do abraço de boas-vindas, a Sofia enxergou o cartão, que tinha a letrinha do remetente escrita com o encanto das primeiros traços do alfabeto: P-E-D-R-O.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como a primeira vez que ela foi para casa do "colega meu",  mais uma vez a ansiedade maior era minha (vide post “Um colega meu”, de abril). Ela queria muito que algum coleguinha da sala conhecesse a casa dela, e depois de três meses do começo das aulas, já estava mais do que na hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa primeira vez como anfitriões foi aguardada com expectativa . Comprei a torta de morango preferida do nosso convidado e fizemos uma faxina na casinha de bonecas da Sofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois não precisaram muito pra se divertir. Na mesma hora começaram a jogar taco, depois subiram na casinha para fazer comidinhas, desceram no escorregador, brincaram de estradas de areia, até que sugeri um pic-nic na lareira, já que o vento começava a esfriar nosso final de tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Montamos uma barraca na sala e coloquei a toalha xadrez com a cesta de guloseimas na frente. Eles desenharam, brincaram de massinha de modelar e comeram pipoca. A tarde voou e curtimos momentos deliciosos juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já era hora do príncipe deixar o castelo, quando o Nauro chegou, empunhando um ramo de lírios brancos. Eu sorri e quase perguntei a mesma coisa que a Sofia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas é pra mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se era o calor da lareira, mas senti esquentar minhas bochechas. Com esse gesto carinhoso encerramos nossa tarde de sábado. E depois de comer duas fatias da torta de morango com chocolate, nosso convidado Pedro foi para casa, de mãos dadas com sua mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois desse dia tão especial, cá estou eu, declarando com todo meu coração, a certeza de que independente da idade ou do momento, as flores sempre tocam o coração. A força das flores transcende as gerações e sempre encanta as mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja aos quatro, ou aos quarenta anos, pode acreditar! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;P.S.: Em tempo: um verdadeiro gentlleman, não tem idade!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-7930771856269096067?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/7930771856269096067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=7930771856269096067' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/7930771856269096067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/7930771856269096067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/06/o-encanto-das-flores.html' title='O encanto das flores'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/TBQUPgqNe3I/AAAAAAAAAGI/Z-uKQPa6bpo/s72-c/flores.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-5238594594996217343</id><published>2010-06-12T14:19:00.000-03:00</published><updated>2010-06-12T14:20:25.417-03:00</updated><title type='text'>Um colega meu II</title><content type='html'>Para quem acompanha o blog,deve lembrar o post “Um colega meu”, publicado aqui em abril. Pois então, a segunda parte dessa história acontece nessa ventosa tarde de sábado. Enquanto escrevo, a Sofia me pergunta sem parar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Falta muito para o Pedro chegar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que hoje, àquela visita que ela fez ao colega, vai ser retribuída, com a vinda dele aqui em casa. Para esperá-lo com todo carinho que merece, ontem na saída da aula perguntei se ele gostava de bolo de chocolate. Ele disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu gosto, com morangos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora me dei conta que a minha idéia de fazer uma nega-maluca caseira tinha ido por água abaixo. Meus dotes culinários se limitam ao no máximo um bolo de caixinha, com cobertura de negrinho. Então hoje, quando se confirmou a vinda do “colega meu”, saímos as duas para o centro, com o objetivo de encontrar uma deliciosa torta para o nosso pic-nic vespertino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos por uma livraria e aproveitamos para comprar cadernos de desenho e canetinhas novas, já que o tempo está frio e as brincadeiras pelo gramado devem durar pouco tempo. A intenção é dividir a programação em duas etapas, uma externa e outra com lareira, pipoca e pinturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse exato momento a Sofia pediu para sestiar, já que o tempo para ela não passa e na sua cabecinha imagina que se dormir, o Pedro vai chegar mais rápido. Eu também, resolvi escrever no meu divã-virtual para o tempo voar. Quero muito que essa tarde seja divertida para essa duplinha tão mimosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro post, a princesa Sofia voltou para casa com o castelo do Pedro e terminou a noite tomando uma mamadeira no colo da mamãe. Hoje esperamos o príncipe Pedro com uma deliciosa torta de chocolate com morangos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguir, cenas do próximo capítulo, de uma fábula dos tempos modernos, feita com a pureza do mundo infantil!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-5238594594996217343?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/5238594594996217343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=5238594594996217343' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/5238594594996217343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/5238594594996217343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/06/um-colega-meu-ii.html' title='Um colega meu II'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-3320559241369101472</id><published>2010-06-05T15:06:00.002-03:00</published><updated>2010-06-05T19:24:18.544-03:00</updated><title type='text'>Laços de doce de leite</title><content type='html'>Como pode uma comida tocar a alma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O começo dessa história foi na noite de quarta para quinta-feira. O Nauro passou a noite com febre alta e eu entre uma soneca e outra, tive um sonho muito real. Quando acordei ainda fiquei alguns minutos em estado de graça, com uma sensação diferente de que algo muito real tinha acontecido durante aquela noite. E não era delírio, já que os 39 graus de temperatura que o termômetro apontava, eram do marido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloquei a mesa do café e sentei sozinha na sala, puxando da memória cada detalhe do encontro que tive com a Voinha. Ela conversava comigo coisas boas, cotidianas, e me perguntava onde estava àquela carta que ela tinha me dado, com uma oração em papel de seda. Eu tentava lembrar, mas a última vez que a vi, foi no primeiro quarto que fizemos para Sofia, na casa alugava que vivemos antes desta ficar pronta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os imprevistos do nascimento prematuro e dos meses de hospital, a Sofia nem conheceu aquele quarto. No segundo mês de internação na UTI, nossa casinha foi assaltada, e decidimos por colocar nossas coisas em uma garagem de amigos para não ter nada que tirasse a atenção da nossa amada. Concentramos nossa energia nela, e na sua cura. Eu nesse período, nem vi a casa ser desfeita. Como permanecia durante 24 horas – literalmente - no hospital com ela, não participei dessa mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus sogros queridos fizeram essa parte dolorida. Vieram de Novo Hamburgo e pegaram no pesado. Então o altarzinho de santos, com as cartinhas das duas avós já falecidas, Voinha e Chochó, foram parar em alguma caixa do passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora nesse sonho, a Voinha me pergunta pela cartinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa, que sensação. O que posso dizer, é que aquele encontro aconteceu, de alguma forma. Senti o carinho dela, a segurança das suas palavras, a luz do seu espírito. Aqueles momentos imensuráveis abraçaram meu coração. Foi um colo gostoso de avó, em um tempo que não sabemos ainda explicar, mas que existe. Tenho certeza que sim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essa história não acaba aqui. Surpresa maior eu tive na quinta-feira à noite. Minha irmã Kiki veio de Jaguarão com as crianças, para irmos à Fenadoce. Chegaram à noite, e a Sofia e eu estávamos na casa da mãe esperando por eles. Ficamos matando a saudades na volta da estufa, conversando sobre a vida. E eis que ela me diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Gabi, essa noite me aconteceu uma coisa tão boa. Sonhei toda noite com a Voinha. Foi a primeira vez que isso aconteceu depois dela ter morrido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gelei. Não cabia em mim. Dizia para ela:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Kiki, vai lá no quarto agora e pergunta para o Nauro com quem eu sonhei toda noite. Pergunta para ele, tu não vais acreditar se eu te contar que também estive com ela!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei impressionada com aquilo. Por mais que realmente exista alguma coisa muito forte além dessa vida que vivemos, aquilo era inusitado demais. A Kiki detalhou seu sonho, onde também estava a tia Isa, que sempre teve uma ligação forte com ela, mesmo que tenha morrido antes da Voinha, quando a Kiki era bem criança. A Voinha dizia que a tia Isa era o anjo da guarda da Kiki. E a kiki por sua vez colocou o nome da filha de Luisa, não por obra do acaso, mas em homenagem a tia Isa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sonho da minha irmã, o lugar do encontro era o priemiro apartamento da Voinha, na rua Tiradentes, onde íamos sempre depois do colégio. A empregada da Voinha era a Laura, que na época era uma moça solteira, com uma mão boa na cozinha, e que nos cuidava com muito carinho. Ela nos buscava todas as tardes no colégio. Quando chegávamos, assistíamos ao Sítio do Pica-pau Amarelo, enquanto a Laura fazia um doce de leite caseiro. Aquela receita necessitava de fogo brando e muita paciência, e enchia o apartamento da Voinha de um saboroso aroma de afeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembramos disso e de mais alguns detalhes daqueles bons tempos da infância. Ficamos emocionadas com a estranha coinciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem comentei com a Talita, que trabalha comigo, sobre o episódio dos sonhos e do doce de leite. Fui para Fenadoce com a kiki e as crianças e hoje quando acordei: surpresa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Talita é filha da Laura, a que trabalhava na Voinha. E quando a chegou na sua casa ontem, comentou dos nossos sonhos com a Laura. Ela na mesma hora foi para o fogão. Fez um daqueles doce de leite de antigamente, e dividiu em dois potinhos. Hoje a Talita chegou com o néctar da saudade, em duas carinhosas embalagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abri e não acreditei. Ela pediu para eu cheirar. Tasquei uma colher de doce na boca e fechei os olhos. Senti o sabor daquela saudade bem dentro da minha boca. Fiquei profundamente emocionada com aquele carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora estou aqui, sozinha em casa, acompanhada pelo calor da lareira e escrevendo esse depoimento de uma das melhores sensações que tive. Além de um momento único, foi uma certeza. De que aqueles que amamos, nunca vão deixar de estar perto da gente. Mesmo que muitas vezes o tempo apague algumas memórias, sempre vai ter um cheiro, um sabor ou um anjo para assoprar um carinho e matar a saudade no nosso coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso da minha Voinha, são laços eternos, feitos de doce de leite e muito amor!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-3320559241369101472?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/3320559241369101472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=3320559241369101472' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/3320559241369101472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/3320559241369101472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/06/lacos-de-doce-de-leite.html' title='Laços de doce de leite'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-2209785295036952464</id><published>2010-06-01T21:52:00.001-03:00</published><updated>2010-06-01T21:56:20.299-03:00</updated><title type='text'>Silêncio e água</title><content type='html'>Hoje eu tinha um compromisso no final da tarde, então pedi para mãe buscar a Sofia no colégio. Acabei me liberando mais cedo, e quando cheguei na porta da casa dela, o alarme estava ligado. Estacionei o carro e fiquei aguardando eles chegarem para abrir o portão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos minutos finais do dia dessa terça-feira, me deparei com o silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei até em ligar o Cd do carro, mas aquela sensação estava tão boa que decidi apreciar a ausência de ruídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a pensar, e pensar em silêncio é primoroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida dos tempos modernos é repleta de sons. E mesmo que eu trabalhe em um ambiente calmo, a quantidade de mails que invade minha caixa cotidianamente, é uma espécie de barulho. Quando não é isso, o celular irrompe com alguma coisa para agendar, marcar, lembrar, falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como trabalho em casa, a ligação escritório família é quase siamesa. E em uma casa onde as pessoas que a habitam gostam de falar, desde o primeiro raio de sol ao nascer d lua os verbos são conjugados incessantementes. Meu marido é conhecido por falar pelos cotovelos, e como a genética não falha, a Sofia saiu com essa característica do pai bem apurada. Para se ter uma idéia, o primo Pedro a chama de “máquina de falar”. Como se não bastasse, minha mãezinha querida gosta de um bom papo, e não é de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, com esse histórico genealógico e com a tecnologia que impera no século XXI, aquele momento de silêncio, em plena rua de chão do bairro Areal, soou como um presente. Mesmo com certo receio de ser assaltada, pensei em me deleitar antes do “mãos ao alto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim foram vinte minutos, onde a paz daquele silêncio me inspirou a escrever novamente no blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi ali, naquele instante só meu, que descobri porque gosto de água. Desde criança sou fã desse tal líquido inodoro, que é minha preferência para acompanhar qualquer refeição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A água dá uma sensação de refrescância. É como tocar sem deixar impressões digitais. Descobri naqueles breves minutos, o poder do silêncio. É tão simples como um gole de água, e refresca a alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que vou me dar esse luxo mais seguido. Um brinde a essa descoberta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*Com água é claro!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-2209785295036952464?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/2209785295036952464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=2209785295036952464' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/2209785295036952464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/2209785295036952464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/06/silencio-e-agua.html' title='Silêncio e água'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-1642349647383786379</id><published>2010-05-26T22:38:00.005-03:00</published><updated>2010-05-26T22:49:05.794-03:00</updated><title type='text'>Da pá virada</title><content type='html'>Que os homens são de marte a as mulheres são de Vênus eu já sabia. Não li o tal livro famoso, mas na prática compreendi o significado amplo da metáfora. Até aí tudo bem, mas eu sempre tive afinidade com amigos homens, desde os tempos de colégio. Por isso acho que talvez meu planeta seja Saturno, ou Urano, quem sabe. Meu amigo Gabriel, inseparável parceiro dos tempos de Gonzaga, que o diga. Ele conta até hoje que eu era pior que os guris naqueles idos anos 80. Eu até hoje me defendo acusando ele de cúmplice das minhas peripécias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez quase fui expulsa do colégio por conta de uma arte. Tínhamos uma colega que era a popozuda da aula. Loira, calça branca colada, unhas pintadas e aquele ar de frágil, que comovia e encantava os seres humanos do sexo oposto. Também pudera, com esse conjunto de atributos. Mas a guria era uma baita dissimulada, e quando chegavam as aulas de educação física, aproveitava os jogos de handebol para empurra, beliscar, puxar cabelo. Mas como tinha cara de santa, na hora que reclamávamos a professora não acreditava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que um belo dia achamos uma calcinha velha no vestiário do colégio. Eu e minha gang resolvemos fazer um plano maquiavélico de vingança. Pintamos a peça íntima com cores chamantes e escrevemos o nome da guria na calcinha. Depois levamos para sala de aula, e logo depois do recreio, o guri mais espalhafatoso da aula abriu o caderno e tchan, tchan, tchan...encontrou-a dentro. Foi aquele alvoroço masculino. A calcinha rodou a sala de mão em mão, até que um dos alunos a colocou esticada na parece do fundo da aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor de Física entrou e a barulheira não acalmava. Foi então que a nossa colega viu do que se tratava. Levantou chorando, e saiu desenfreada sala a fora. Na mesma hora o professor resolveu chamar o inspetor, figura temida no meio escolar, o famoso Luiz Gonzaga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao entrar na sala de aula ele nos olhos com cara de furioso e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As meninas estão dispensadas, o assunto aqui é de homem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu sai bem quietinha, faceira por ir mais cedo para casa. No outro dia a coisa complicou. Um dos guris me denunciou e fui chamada com outra colega a depor na direção. Foi um horror. Imaginem em um colégio de padres, uma menina fazer tamanha traquinagem. Chamaram minha mãe e depois de muita conversa eu fui colocada na quarentena. Acabei não sendo expulsa porque na hora da minha defesa pedi a palavra e disse uma frase que comoveu o diretor, utilizando passagens bíblicas para evocar o perdão. Foi tipo Francisco Cuoco no auge da canastrice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dessa fiquei bem quietinha. Até o dia em que descobri uma obra no edifício ao lado do colégio. Cuidei o movimento dos pedreiros e em determinado momento convidei minha gang para colocarmos a escada e agilizarmos uma fuga em pleno intervalo de aula. Quando estávamos no meio do caminho, alguém espiou pela janela e nos viu em plena travessia. Resultado: fomos levadas de volta ao cárcere privado, sem direito a merenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha vida escolar não foi de muita dedicação aos estudos, mas a verdade é que era divertido demais. Depois que cresci e virei uma profissional de respeito, fiquei chata e meus dias mais insossos. A única adrenalina dos dias de hoje são prazos pra cumprir e volta e meia alguns vaidosos para enfrentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que saudades dos tempos em que eu era da pá virada!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-1642349647383786379?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/1642349647383786379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=1642349647383786379' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/1642349647383786379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/1642349647383786379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/05/da-pa-virada.html' title='Da pá virada'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-3552673161165225443</id><published>2010-05-19T19:51:00.001-03:00</published><updated>2010-05-19T19:54:51.578-03:00</updated><title type='text'>Terapia de maridos</title><content type='html'>Terça-feira cinza, fria e chuvosa. Pra completar o cenário, a nossa fiel escudeira, Talita, que se divide entre as tarefas de ser minha secretária e babá da Sofia, estava doente há dois dias. Sem perspectiva de voltar tão cedo, a casa estava ainda com aquele resquício de final de semana. Lavei o rosto, escovei os dentes e fui fazer um café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Nauro acorda alguns minutos depois, com cara de poucos amigos. Parecia estampar no rosto todos os ingredientes daquela manhã esquisita. Lacônico, mal deu bom dia e sentou na sala com o mate na mão. Para quem conhece o meu marido, sabe que estar quieto e sério, é sinal de que entrou água nas máquinas. Alguma coisa não está rodando nessa engrenagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abri a internet para fazer o clipping, e me dou de cara com a capa da Zero Hora. Uma foto do repórter da sucursal de Rio Grande, feita com celular. Sinal dos tempos e do que está se transformando o jornalismo. Hoje em dia um celular com câmera e uma dose de vaidade, fazem de qualquer repórter um faz-tudo. Tudo que o departamento financeiro de uma empresa quer. A personificação da redução de custos. Nos olhamos e eu já sabia o que ele estava pensando. Fazer o que? Eu continuo achando que nada substitui o talento. Mas em uma manhã cinza e chuvosa, melhor não contrariar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Organizamos a casa, me debrucei nos textos do caderno da Fenadoce e ele foi para cozinha. Passamos a manhã cumprindo os deveres domésticos, em um silêncio cúmplice. Sei das fases do meu marido. De quando ele tira todas as dúvidas das gavetas e coloca no sol, como que para tirar o mofo. Só que um dia como aquele não ajudaria a secar nada, muito menos angústias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixamos a Sofia no colégio juntos, tomamos um cafezinho na cantina da escola e o deixei no jornal. Sabia que o compromisso da tarde dele era legal. Iria à casa do querido amigo Schlee, com o Javier, Alex e Vicente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tarde passou e quando a noite caiu fui buscá-lo para irmos para casa. O Nauro que entrou no carro parecia recém chegado de uma semana em Porto de Galinha. Animado, sorridente e até mais corado, juro! Perguntei se tinha dado tudo certo lá no Schlee e ele disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não e sim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como assim, perguntei. O Schlee não estava, perderam a viagem? Isso porque ele mora em Capão do Leão, município vizinho a Pelotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ficamos esperando ele chegar, fizemos um mate e começamos a conversar os quatro. Um papo super bom, sobre as nossas vidas, esposas, rotina. Um papo de homem, sem frescura. Foi tão bom!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então ele começou a dizer coisas que tinha dito e ouvido, na maior alegria. Como se tivesse ido na terapia. Enxerguei naqueles olhos tristes da manhã, um ar de juventude, de renovação. O Schlee acabou não atendendo eles, por motivos pessoais. Mas sei que os quatro saíram levinhos daquele mate terapêutico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei no quanto tinha sido legal e necessário aquele momento para eles. Sugeri até que repitam a dose mais vezes. Que façam das manhãs cinzas, tardes de sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não dá pra facilitar. Vá que eles comecem a pensar muito nesses encontros e resolvam queimar cuecas em praça pública. Alto lá, vamos devagar com essa terapia de maridos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-3552673161165225443?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/3552673161165225443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=3552673161165225443' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/3552673161165225443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/3552673161165225443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/05/terapia-de-maridos.html' title='Terapia de maridos'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-3287953054427849983</id><published>2010-05-16T13:55:00.003-03:00</published><updated>2010-05-16T17:30:47.437-03:00</updated><title type='text'>Mochila de rodinhas</title><content type='html'>Tudo ia muito bem até que um belo dia, pouco minutos antes de entrarmos no carro para ir ao colégio, a Sofia me chamou. Pediu para me contar um segredo no ouvido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mamãe, eu não quero ir para o colégio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu achei estranho, mas pensei que fosse alguma coisa daquele dia. Vai ver que está cansadinha, com dor de barriga, qualquer coisa assim. Então prossegui o diálogo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas por que meu amor, tu que gostas tanto do colégio. O que houve?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela se abraçou no meu pescoço e aninhada respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mamãe, eu nunca mais quero ir para o colégio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como assim? Pirei na batatinha. Ela não precisou de adaptação. No primeiro dia de aula abanou para nós dois, que tentávamos disfarçar as lágrimas, e seguiu adiante cheia de si. Acordava sábado querendo saber que dia seria segunda-feira, enfim, nada poderia explicar. De um minuto para o outro, meu mundo desabou. E pela frase alguma coisa muito séria tinha acontecido para aquela frase vir tão cheia de certezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Busquei nos meus arquivos de mãe o tal manual de crises, mas o capítulo "adaptação na escola" só tinha dicas para crianças com dificuldade para ficar nos primeiros dias. Então fui pela lógica, e imaginei que a melhor coisa naquele momento era levá-la ao colégio mesmo assim. Tentei não valorizar o assunto. Disse que eu também não tinha vontade de trabalhar muitos dias, mas que a vida é assim mesmo. Uns dias com vontade, outros sem, mas o negócio era seguir em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entramos no carro e ela, sentada na cadeirinha, parecia que ia para forca. Não chorou, só deixou a cabeça cair para o lado, com um ar de tristeza tão explícito, que não teve assunto que mudasse o semblante. Chegamos no colégio e ao estacionar o carro ela já me pediu para ir no colo até a porta da sala. Entrou, e sentou em uma cadeira, como se estivesse na sala de espera de um consultório médico, sem o menor entusiasmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentei com a professora, perguntei se tinha acontecido alguma coisa diferente, mas ela lembrou apenas de um episódio comum. Uma coleguinha havia levado um bichinho de pelúcia e a Sofia brincando, acabou por sujar de tinta o rabo do tal bicho. Foi repreendida e pediu desculpas, segundo o relato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando em casa à noite, sentei para conversar com ela. Disse que tinha falado com a “profi” e que ela tinha me dito do acontecido com a colega. Ela me disse que estava triste, porque a “aluninha” (é como ela chama) não a tinha desculpado. Expliquei que não tinha sido nada, que era assim mesmo, comum nas escolas e que ela não precisava se sentir culpada. E ela me retribui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas mamãe, não é só isso, as "aluninhas" nunca brincam comigo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, a coisa começava a encrespar e eu já estava pedindo ajuda para os universitários. Daí ela começou a relatar um rosário de situações corriqueiras, e em todas o que pude perceber é que minha princesinha estava se sentindo diferente do todo. Rejeitada para ser mais literal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez uma colega disse que a mochila dela era velha. A verdade é que na sala (e acho que em 98,8% do colégio) todas crianças arrastam uma mochila de rodinhas. A dela é uma laranja e marinho, que ganhou no final de ano como presente da empresa pelo pai ser funcionário da RBS. Achei ótima, porque é bem das cores do uniforme e cabe a merendeira com o lanchinho, na medida. O outro lamento foi porque a outra colega disse que o tênis dela era velho. Na verdade é um tênis lindo, mas como moramos para fora, tem cara de quem usa mesmo, com as marcas do dia a dia. E assim foram várias situações que para nossa cabeça podem ser mínimas, mas que no universo infantil e sua “sinceridade”, podem virar um problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi que até a minha involuntária idéia criativa de mãe, tinha sido um desastre logo no começo das aulas. Deixa eu contar. Seguinte, era para todos irem fantasiados de algum personagem do Sítio do Pica-pau Amarelo, uma atividade alusiva ao dia do livro, eu acho. O caso foi que quando me dei conta que a maioria das crianças iriam alugar fantasia, já era tarde demais. Não tinha nada disponível. Então lembrei que a roupa da Tia Anastácia era super fácil de fazer e preparei a Sofia com um vestidinho mimoso, avental, lencinho no cabelo, coloquei base no rosto e como adereço uma colher de pau, finalizando as características de uma das personagens mais amáveis de Monteiro Lobato. Levamos ela pela mão, o Nauro e eu, bem faceiros e orgulhosos da nossa Tia Anastácia. Tiramos foto na sala de aula, mas percebemos que ela estava um pouco tímida, fora do seu estado natural de alegria. Quando fui buscá-la mais tarde, entrou no carro e me disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mamãe, na próxima vez que quero ir de Narizinho, tá? Todo mundo riu de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, depois dos últimos relatos, percebo que aquele deve ter sido um dia difícil para Sofia. Ser diferente não é fácil. E o universo infantil é permeado de uma sinceridade muitas vezes cruel. Me dei conta que a Sofia tinha chegado de peito aberto para um mundo novo. E da mesma forma que ainda não tinha anticorpos para as gripes cotidianas da escola, não possuía os antídotos para situações como as que o convívio social nos expõem. Ela foi criada aprendendo que sempre que se errava era preciso pedir desculpas, e que ouviríamos “não foi nada”, do outro lado. Da mesma forma, era preciso agradecer quando alguém nos fazia uma gentileza. E assim por diante, com as famosas “palavrinhas mágicas que abrem as portas do mundo”, como sempre brincávamos em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que o mundo não tem mais essas regras como essenciais, e muitas vezes usá-las pode parecer diferente. E assim seguem as situações da mochila, do tênis, da Tia Anastácia...e muitas outras que estarão por vir. Minha cabeça ainda está confusa. Mas depois de uma semana e meia em que a cena do “não querer ir ao colégio” se repetia, sexta-feira minha mãe por sua conta achou uma saída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava atucanada com uma pauta e ela foi buscar a Sofia em casa para levá-la ao colégio. Antes disso, passaram no centro e a Sofia escolheu uma mochila de rodinhas, rosa, flamante. A mãe contou que chegaram no estacionamento e ela já zarpou do carro caminhando, sem pedir colo. Empunhou sua mochila de rodinhas e adentrou poderos às dependências do colégio. Como se fosse o Superman recém saído de Kripta. Com um ar de alegria voltando a aparecer, deu um beijo de tchau na avó e seguiu a rotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe ligou na mesma hora para contar a novidade. Aquele relato me deu um misto de felicidade e tristeza. Sei que esse é apenas o primeiro passo. Daqui pra frente mundo será assim mesmo. Preciso me preparar para enfrentá-lo da melhor forma. Mas me dei conta que no primeiro &lt;em&gt;round &lt;/em&gt;fui nocauteada pela mochila de rodinhas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual será o próximo desafio?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-3287953054427849983?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/3287953054427849983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=3287953054427849983' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/3287953054427849983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/3287953054427849983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/05/mochila-de-rodinhas.html' title='Mochila de rodinhas'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-6162797327201001147</id><published>2010-05-12T15:55:00.003-03:00</published><updated>2010-05-12T16:15:45.423-03:00</updated><title type='text'>A paineira</title><content type='html'>A fase introspectiva tem seu lado bom. Sem querer nos perdemos em pensamentos nostálgicos, no meio da tarde, como se voando para um pedaço bom do tempo. E isso na maioria das vezes, é uma delícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então essa semana, entre uma coisa e outra, me peguei com saudades da minhas avó. Pois é, eu sempre fui muito apegada as minhas duas avós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Nóris, mãe do meu pai, morou toda vida conosco. Sempre a chamei de Chochó, um apelido inventado aos dois anos, que virou marca registrada da nossa relação. Ela foi morar na charqueada conosco quando eu ainda estava na barriga da minha mãe. Na véspera do meu nascimento, eles ficaram sabendo que meu avô Rafael estava com leucemia, e que tinha pouco tempo de vida. Como moravam na cidade, em uma casa com escadas, optaram por passar aquele último momento perto do arroio, com o ar do campo, na casa que simbolizava tanto para aquele casal (essa é outra linda história!). E foi assim que eu vim ao mundo, em um momento delicado da vida da minha avó, mas que como sempre, ela encarou de peito aberto. A sentença dos seis meses de vida, acabou durando dois anos, e nesse tempo soube que minha presença infantil foi de grande valia para as despedidas do meu avô, a quem intitulei obviamente de Chochô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha avó era uma mulher muito especial. Fora a beleza física, inquestionável, tinha um certo magnetismo naqueles olhos cor de esmeralda. Era uma mulher de hoje nos dias de ontem. Ficou viúva muito jovem. Não sei se tinha 50 anos quando perdeu o amor da sua vida. Mas depois do tempo de luto, sacudiu a poeira e deu a volta por cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sempre contava da viagem que fez à Bahia, quando tentava se reerguer e digerir a dor da perda. Ela que sempre amou o mar, foi de navio, e pelo que contava o tempo de viagem foi importante para afogar suas dores nas águas do oceano. Chegando lá foi ao centro da Mãe Meninha do Cantuá. Ela conta que a sala de espera estava lotada de gente, de todos os cantos. Ela já sem esperança de ser atendida, mas nem pensava em desistir. Eis que surge uma mulher de branco e a pega pela mão, levando diretamente ao encontro da Mãe Menininha. Foi um momento de tanta emoção, que foi um marco. A vida precisava seguir sem meu avô, e aquele dia ela entendeu que ainda tinha muito o que fazer nas bandas de cá. Daquele dia em diante ela voltou a sorrir, e espalhar aquela cor dourada por onde passava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Chochó tinha tantas histórias incríveis, que eu deveria fazer como a minha amiga Dê sugeriu, escrever um livro sobre essa mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós tínhamos um vizinho chamado Donald Marshall, que trocou a Argentina pelo Brasil, e se instalou em uma bela casa vizinha à charqueada. Então ela levou uma muda de paineira para dar boas vindas e desejar que encontrasse muita felicidade naquela nova terra. Plantaram juntos aquela semente, nos idos anos 60 eu acho. A gentileza foi retribuída, e ele deu uma muda de paineira para ela plantar na porteira da nossa casa. Os anos passaram, as árvores cresceram e os dois se foram para outros jardins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é que o script dividno está sempre no ponto e o mundo depois de dar voltas, fez com que eu acabasse voltando para esse canto de terra que tanto amo. Nossa casa fica vizinha a do filho do Donald, o Diego, de quem o Nauro comprou o terreno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia desses acordei, e o Nauro em chamou para ver uma coisa no alpendre. Apontou para copa da paineira do vizinho, toda florida. Lembrou que aquela árvore tinha sido plantada pela minha avó, como presente de boas vindas ao pai do nosso vizinho. Me emocionei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente tem tesouros guardados na memória, que tempo algum pode apagar. Assim como a força das paineiras no outono. E foi assim que mudei minha cara naquela manhã. Olhando aquela copa de árvore, colorida e imponente. Impondo alegria naquela manhã cinza. E tenho certeza que naquele momento abracei minha Chochó, e matei um pouco dessa saudade!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-6162797327201001147?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/6162797327201001147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=6162797327201001147' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/6162797327201001147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/6162797327201001147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/05/paineira.html' title='A paineira'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-6860236135030987529</id><published>2010-05-10T19:26:00.001-03:00</published><updated>2010-05-10T19:28:27.051-03:00</updated><title type='text'>Talvez</title><content type='html'>Há algum tempo tenho pensado em mudar radicalmente o rumo das coisas. Por enquanto não passam de pensamentos soltos, no meio de dias cansados. A rotina de um trabalhador autônomo parece linda naqueles livros de auto-ajuda americanos. Eles trabalham em casa, tem escritórios modernos, usam roupas super relax e estão sempre com aquela cara de ócio criativo, com um óculos na ponta do nariz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a vida real não é bem assim. Desde que abri minha empresa, há quatro anos, soube que era a decisão mais acertada para as circunstâncias. Estar ao lado da Sofia durante esse tempo, foi de um valor imensurável. Neste período a minha pequena agência ganhou espaço e hoje as coisas vão de vento em popa. Clientes ótimos, bons âncoras, rotatividade de assuntos, ou seja, muito mais do que eu planejei para esse capítulo da minha vida profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos dias tenho pensado em trocar de profissão, de rotina, de estilo, sei lá... menos de marido (que fique claro!!!). Pensei se não era melhor ter uma lojinha, aprender a cozinhar, vender joias, entrar pro budismo, rapar a cabeça, estudar japonês, sei lá o que mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que estou na crise pós-colégio da Sofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que agora tenho mais tempo pra me olhar. Tenho trabalhado cada vez mais, como se fosse um cachorro correndo atrás do rabo. Me sinto presa dentro de um castelo construído pelas minhas listinhas de compromissos. A empresa cresceu, mas o que sinto com tudo isso é uma angústia cada vez maior. Medo frente a responsabilidade que tenho, com os contratos e prazos à cumprir, o clipping pra fazer, o texto para criar, a matéria pra enviar, a nota para postar, e assim caminha a minha rotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou com saudades de não ter peso nos ombros, dor na coluna, hora pra acordar, almoçar, dormir. Saudades de passar as tardes comigo mesma. Olhar mais de perto aquelas unhas deixadas por fazer, ou o cabelo sem um reflexo dourado há meses. Quero olhar pra dentro de mim e reencontrar minha fé inabalável, que já removeu montanhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, me dei de cara comigo mesmo. E quando isso aconteceu vi que preciso ser mais minha amiga. Cuidar um pouco mais do meu cotidiano. Ir ao cinema com meu marido, jantar fora de vez em quando, tomar um vinho e ficar meio grogue, dormir até tarde numa quinta-feira, dedicar uma tarde para o cabeleireiro, sei lá o que mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer coisas que me façam sentir prazer. Abolir a eterna sensação de estar cumprindo deveres, de estar em dívida. Eu sei que esse não é o assunto mais emocionante para um blog. Mas se é pra ser divã-virtual, os meus psiquiatras-leitores vão ter que fazer hora-extra hoje. Talvez seja apenas uma crise de “meia-idade”. Talvez seja a nostalgia que traz o cinza do inverno. Talvez seja a tosse da Sofia que não dá trégua nos últimos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, talvez, talvez...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja eu que tenha me perdido de mim mesma, e queira achar àquela Gabi livre, leve e solta que eu fui um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém viu ela por aí?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-6860236135030987529?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/6860236135030987529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=6860236135030987529' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/6860236135030987529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/6860236135030987529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/05/talvez.html' title='Talvez'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-3819430351852772281</id><published>2010-05-05T10:15:00.002-03:00</published><updated>2010-05-05T10:28:15.822-03:00</updated><title type='text'>Não tem preço</title><content type='html'>Ontem estivemos em Porto Alegre com a Sofia, para consulta com o especialista que acompanha o caso dela desde os primórdios. Ela estava feliz da vida com a viagem à capital. A guria é cosmopolita, como diz o pai dela. Adora um saracoteio e no alto de seus quatro anos já tinha feito um cronograma de viagem de dar inveja aos guias de mochileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando a vaca fria. As nossas idas ao Dr. Fischer sempre foram envoltas de uma certa tensão. A primeira delas foi no final de 2005. Ela tinha uns cinco ou seis meses e depois da saga da UTI seguimos para capital para avaliar com o melhor pneumologista do país, o que havia restado do pulmão direito danossa filha. Com semblante fechado, bem diferente do estilo carinhoso do Dr. Flávio, com quem estávamos acostumados aqui, encontramos um estudioso que se interessou em pesquisar um caso raro da medicina. Naquela época ficamos dias com ela internada no Hospital Santo Antônio, e ele e sua equipe fizeram exames de última geração para chegar a um diagnóstico final. Lembro como se fosse hoje do dia em que ele entrou no quarto do hospital, nos descreveu cada detalhe técnico da doença e disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pronto, agora retomem as rédeas de vida de vocês!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simples assim. Com esse conselho voltamos para Pelotas e começamos uma adaptação, procurando sempre proporcionar o máximo de normalidade à rotina da Sofia. Trocamos a enfermeira por uma babá, organizamos uma fisioterapeuta para vir em casa, fomos morar na nossa casinha para fora, cheia de ar puro. Depois disso seguimos com consultas rotineiras ao Dr. Fischer, com o grupo de estudos dele sempre acompanhando o caso. Mas a cada bateria de exames era como reviver nossas dores. Lembro da última ida, há cerca de dois anos, quando fomos fazer uns exames mais delicados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Combinamos com ela um passeio, que iríamos ao shopping, nos hospedamos em um hotel e ao final fomos para o hospital fazer o tal exame. Na hora em que colocaram o sedativo, o famoso “cheirinho” para iniciar a anestesia geral, ela entrou em pânico. Nunca vou esquecer aqueles olhinhos pedindo socorro. E eu arrasada, me sentindo cúmplice de um plano malvado, que começava com diversão e acabava como sempre, em um hospital. Sentei na sala de espera e chorei muitos baldes de lágrimas, amparada pelo ombro do Nauro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então depois dessa ida à capital, eu me fiz de boba e não retornei mais para os exames de rotina. Errado eu sei, mas eu tentava de alguma forma me concentrar em uma qualidade de vida boa para fazê-la crescer e ficar forte. Pedi demissão do emprego, abri minha própria empresa e me dediquei a estar ao lado dela. Vê-la de perto e dar todo suporte necessário foi meu objetivo nesses quatro anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que este ano a nossa mimosa foi para o colégio e como já era previsto o Dr. Flávio nos pediu uma tomografia com contraste, do pulmão afetado. Eu protelei o que pude, até que decidi que faria o exame em Porto Alegre, porque como na última vez foi preciso entubá-la, teríamos mais suporte lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marquei a tal consulta para o Dr. Fischer, para que ele conduzisse a internação e acompanhasse tudo. E ontem finalmente chegou o dia de revê-lo depois de nosso sumiço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa consulta, marcada para às 16h, era a primeira da agenda. Enquanto aguardávamos na sala de espera, ele entrou rapidamente para colocar uns peixes novos, que havia comprado, no aquário que fica na recepção. Olhou pelo vidro aquela criança fascinada pelos peixinhos, e conversou alguma coisa, mas não me viu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados alguns minutos, a secretária nos mandou passarmos para consulta. A Sofia foi na frente e eu e minha mãe logo atrás. Quando ele me viu, retornou o olhar para ela e parou alguns segundos no rostinho daquela sapeca sorridente. Buscou ar e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não acredito que essa é a Sofia!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No rosto sério daquele que é considerado um dos maiores especialistas em casos raros da medicina na área da pneumologia, vi um misto de incredulidade e satisfação. Discreto como sempre, começou a avaliar os exames que levamos e a fazer algumas perguntas. Examinou a “paciente” e depois me disse que é impressionante o resultado, já que a maioria das crianças com hiplopasia pulmonar não crescem ou se desenvolvem. Tentei esconder minha emoção na hora, mas acho que não consegui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada minuto da nossa rotina, me dedico para que a qualidade de vida da Sofia seja boa. Para que ela seja uma criança como as outras, que não se sinta diferente, que tenha convívio com os amiguinhos, enfim, que se sinta feliz com a vida que tem. Nossa maior preocupação sempre foi ela não achasse que a vida eram agulhas, injeções, dores, remédios, fisioterapia, exames, cheiro de hospital, gente de branco, enfim...Todos os médicos que já a viram por dentro, se surpreendem como ela é por fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, aquele olhar de admiração, vindo de alguém que estuda casos raros da medicina, foi um presente de Dia das Mães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor de todos os presentes a vida já me deu, e o Papai do Céu foi generoso em caprichar nesse anjo especial, com quem tenho o privilégio de aprender a cada dia. Mas uma coisa eu tenho erteza...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mega-sena, viagem pelo Caribe, banho de loja, carro novo...para tudo isso existe o tal do Credicard.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas um olhar de admiração do Dr. Fischer....ahhhh, isso não tem preço!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-3819430351852772281?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/3819430351852772281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=3819430351852772281' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/3819430351852772281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/3819430351852772281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/05/nao-tem-preco.html' title='Não tem preço'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-4025352734910713617</id><published>2010-05-02T12:47:00.004-03:00</published><updated>2010-05-02T12:55:54.182-03:00</updated><title type='text'>Cassino</title><content type='html'>Ontem fomos ao Cassino para o casamento de uma velha e querida amiga minha. A Lílian e eu nos conhecemos nos idos anos de 80, quando éramos duas compridas desajeitas adolescentes, desfilando pela avenida principal, em meio a uma turma de amigas “petiças”. Foi em um verão de 1982, em plena pré-adolescência. Eu com 14 e ela com 13 anos. Acabamos nos aproximando exatamente por uma questão de “altitude”. Enquanto a turma de gurias desfilava sua estatura compatível com a idade, nós já éramos duas girafas que tinham passado dos 1,70m, como nossos pares de tênis tamanho 38. Imaginem, isso ainda em fase de crescimento, depois chegamos à índices ainda maiores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu costumava veranear com minha querida avó Nóris, a quem eu sempre chamei carinhosamente de Chocho. Era sua companheira de aventura e quando chegava janeiro, nos mandávamos com a mala cheia de amor pelo verão. Nós duas sempre amamos uma praia, um belo bronzeado e aquele balneário, que guarda a maior praia do mundo em extensão. E foi lá que conheci essa amiga tão querida. Depois desse primeiro verão, em que nos olhamos pela primeira vez, nunca mais nos perdemos de vista. Ela morava em Porto Alegre, mas seu pai era pelotense e a família da mãe de Rio Grande. Então os laços afetivos estavam todos pelas redondezas e a nossa amizade foi mais um deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro que quando voltamos para nossas casas e retomamos a rotina escolar, continuamos a amizade através de cartas. Nossas correspondência sempre foram originais, e até fitas cassetes vendidas pelos Correios na época usávamos. Era uma curtição e assim foi durante longos anos. Temos todas guardadas e combinamos de um dia escrever um livro dessa história, só através das trocas de confidências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Lílian sempre foi do mundo. Lembro que com 17 anos se tocou pra San Diego sozinha. Atinada como só ela, estudava japonês, em uma época em que mal se falava em saber inglês. Formou-se em Oceanologia e Direito ao mesmo tempo, e depois disso rodou o mundo novamente. Morou na Escócia, voltou para o Brasil, retornou para Itália e um dia decidiu largar âncora no Cassino. Foi lá que ela sempre recarregou suas energias. E foi lá que conheceu seu amor. Uma pessoa que é a cara Del, o Renato, ou Gordinho. Os dois tem o mesmo amor cativo pelo Cassino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a festa de ontem foi exatamente a cara deles. Em uma casa da tia da Lílian chamada “Vila Avozinha”, um lugar que durante os meses de verão sempre era alugada para estudantes de Oceanologia. Como os detalhes do destino são sempre precisos, o Renato morou por longos anos lá. Então a festa era assim, cheia de simbolismo e de uma simplicidade encantadora. A cerimônia foi nos desse lugar tão representativo, com jardins emoldurados por árvores centenárias e iluminado por tochas e velas. A Lílian, sempre linda, estava com um vestido cor de uva, e uma flor branca no cabelo. Estava exalando felicidade. O buquê foi feito por ele, com astromélias e folhas de louro. Nas badejas além de espumante, os garçons ofereciam uma cachacinha de butiá feita pelo noivo, curtida há dois anos. Para finalizar os bem-casados feitos em casa, de uma velha receita familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei emocionada com o que vi e senti. E tenho certeza de que a minha querida amiga vai ser muito feliz no seu canto especial desse mundo. O lugar para onde ela sempre voltou. Tenho certeza de que todos nós temos o nosso canto preferido nesse mundo e é lá que está escondido o pote de ouro no final do arco-íris. É o canto que nos encanta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida longa a esse amor!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-4025352734910713617?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/4025352734910713617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=4025352734910713617' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/4025352734910713617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/4025352734910713617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/05/o-canto-que-nos-encanta.html' title='Cassino'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-6526842554311608849</id><published>2010-04-26T15:58:00.002-03:00</published><updated>2010-04-26T16:18:06.287-03:00</updated><title type='text'>Um colega meu</title><content type='html'>Quando éramos pequenas a Kiki (minha irmã) chegava em casa do colégio sempre contando um apanhado de novidades. Eram estórias mirabolantes, que aquela cabecinha infantil imaginava e descrevia com uma riqueza de detalhes singular. Mas nós, de casa, desconfiávamos que o personagem traquinas das estórias, era ela mesma. Só que quando resolvíamos perguntar quem tinha feito tamanha arte, ela arregalava aqueles olhos da cor do mar, e respondia séria:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi um colega meu, ora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frase ficou célebre na infância e cruzou a adolescência como uma velha sátira. Muitas risadas foram dadas ao lembrarmos dessa tirada. Imaginem, ao melhor estilo "saindo pela tangente", e criada em plena década de 70.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é que o mundo gira, e quando menos esperamos “o colega meu” bate novamente à nossa porta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana passada estávamos levando a Sofia no colégio, quando encontramos a mãe de um colega da Sofia. Era sexta-feira e ela perguntou o que achávamos de na saída da aula, Sofia ir direto para casa do Pedro, para brincarem juntos. Dessa vez fui eu quem arregalou os olhos e perguntei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lorena, é a primeira vez que a Sofia vai brincar na casa de alguém, como funciona? Eu não sei nada do assunto ainda!!! A que horas eu busco, o que eu faço?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cena ridícula, eu sei. Mas era exatamente assim que eu me sentia: perdida. Trocamos celulares e combinamos que eu ligava mais tarde para buscá-la. Chegou perto da hora de terminar a aula, o meu piloto automático fez com que eu pegasse a chave do carro e me dirigisse à garagem. Foi aí que me liguei que não era para buscá-la, que ela estava na casa de “um colega meu”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele par de horas fiquei pensando tanta coisa. Imaginando que dali em diante as novidades iam ser cada vez mais intensas. Prazeres como esse, de estar na da casa dos amigos, cheios de autonomia, só iam somar à lista de programas da Sofia . Para mim, que sou uma manteiga derretida, tudo é motivo para crise, e naquelas duas horas de espera tive uma em versão fast food. Viajei tão longe, que cheguei a enxergar a Sofia e o Pedro colocando as mochilas no carro, e indo acampar no Uruguai. Nesse ponto não me contive, e liguei para Kiki me lamentando, em mais um momento pós-cordão umbilical. Ela riu de mim, e aproveitou para lembrar que de agora em diante a coisa só piora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Legal Kiki, valeu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal bateram às 20h e eu já estava à caminho, pegando o Nauro no jornal para irmos buscar a nossa Cinderela. Chegando na casa do Pedro, encontrei a Lorena e a Geórgia aos risos com as tiradas da duplinha. Eles se divertiram muito e obviamente a Sofia já queria combinar um novo encontro. Na saída, para amenizar a saudades do amigo, ela levou um brinquedo dele emprestado, para passar o final de semana com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adivinhem o que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada mais simbólico do que o colorido castelo do Pedro. Tudo bem, eu me recupero. Mas o principal dessa história, é que a princesa volta para casa com o castelo do príncipe debaixo do braço, ao melhor estilo das fábulas modernas. E termina o dia são e salva, tomando uma mamadeira de leite com Nescau, no colo da sua mamãe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ufaaaaaa!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-6526842554311608849?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/6526842554311608849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=6526842554311608849' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/6526842554311608849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/6526842554311608849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/04/um-colega-meu.html' title='Um colega meu'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-1266859372550123931</id><published>2010-04-25T12:27:00.002-03:00</published><updated>2010-04-25T12:32:04.433-03:00</updated><title type='text'>Pós-Sampa</title><content type='html'>A ida à São Paulo foi bem legal. Corrida claro, mas deu tudo certo e a cidade de cimento não me raptou. Como sempre alguma coisa engraçada tem que acontecer. No dia da tal reunião, acordei às 6h para fazer tudo com calma. A primeira surpresa foi ter esquecido a pasta de dentes. Tudo bem, enchi minha escova de dentes de xampu e fiz um bochecho pra lá de perfumado. Quase vomitei, mas deu pra despistar. Logo depois do banho me dei conta de que agora era a vez da escova de cabelos. Bingo, tinha esquecido também. Logo eu que sou mega-organizada. Não sei o que aconteceu, acho que foi ato falho mesmo. Me olhei no espelho com aquela cara grunge e pensei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desse jeito não dá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí olhei para o secador de cabelos e tive a brilhante idéia de usar uma piranha de cabelo e o secador para “amainar” as madeixas da Maria Betânia. Exato, era assim que a figura do espelho me abanava. Como a filha de Dona Canô, recém saída da montanha russa. Agora calcule, como diria meu amigo Carlos Etchechury!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas fora esse probleminha estético, tudo deu certo e nossa reunião foi um sucesso. Chegando de volta à Pelotas, com a função do feriado, acabei deixando o blog meio de lado. Além de colocar em dias os compromissos de trabalho, estava com a função da vacina da Gripe A, ainda pendente. Tínhamos que fazer, e a coragem ainda estava escondida em algum lugar. Eu pensava que a Sofia poderia ter reações e acabava sempre postergando. Até que na quinta-feira acordamos e decidimos que não dava mais para levar esse assunto adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o atestado na mão, nos dirigimos ao postinho de saúde do Areal fundos. A Sofia já estava com os olhos arregalados, esperando a hora “H”. A vacina dela seria na clínica particular, já que me disseram que a conjugada (gripe comum + Gripe A) era importada e com menos chances de efeitos colaterais. A enfermeira chamou nossas fichas e entramos os três na salinha da enfermeira. Ela perguntou quem seria a primeira, e eu me adiantei. Pedi para Sofia me dar a mão e me segundos o caso estava resolvido. Ela seguia com olhos atentos, e assim observou as reações do Nauro, na hora do “pic”. Terminada a primeira etapa seguimos para o centro, onde ela seria a paciente da vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sala de espera da clínica estava cheia de carinhas nervosas, assim como a dela. Para descontrair, puxamos assunto com algumas crianças e seus pais, tão aniosos quanto nós. O primeiro guri da fila entrou sorrindo mas em poucos segundos já ouvimos seus berros angustiados. Foi se como uma sirene de emergência tocasse e todos rostinhos nervosos procuraram o colo de seus pais. Ela se agarrou ao Nauro e não desgrudou mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamaram o nome dela e entramos conversando, ainda na tática-distração. Ledo engano, ela estava nervosa e chorou compulsivamente até ver a agulha ir para o lixo. A enfermeira era hábil e nem sangrou, o que foi comemorado por ela, já secando as lágrimas e se sentindo a mais corajosa do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos dali todos aliviados, com a sensação de dever cumprido. Entramos no carro e eu disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Viu só Sofia, todo mundo agüentou firme e nem doeu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela me responde cheia de grau:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É mamãe, nós aguentamos, mas eu vi a hora em que o papai fechou os olhinhos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(ahahahhahahahahhahahah, Naurinho amado, eu não poderia deixar de contar essa!!!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-1266859372550123931?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/1266859372550123931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=1266859372550123931' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/1266859372550123931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/1266859372550123931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/04/pos-sampa.html' title='Pós-Sampa'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-5083877428302391216</id><published>2010-04-17T10:08:00.004-03:00</published><updated>2010-04-17T10:24:31.880-03:00</updated><title type='text'>Sampa</title><content type='html'>Domingo embarco para São Paulo, para um compromisso de trabalho na segunda-feira pela manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro ver essa metrópole...mas de longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei que sentimento é esse, que os tempos de hoje me fizeram sentir pela cidade do cimento. Quando eu era adolescente, minha prima Andréa morava lá e as férias de julho era esperadas ansiosamente, com o objetivo de passar deliciosos quinze dias em Sampa. Era tempo de fazer programas inusitados para nós, que morávamos quase do outro lado do mundo. Era assim que eu sentia. E nesses quinze dias de deleite, eu assistia desde lançamentos de teatros até visitas à maior feira livre que meus olhos já tinham contemplado. O Tio Onofre era o cicerone, e mostrava cheio de orgulho, todas as cores e sabores de frutas vindas de todos os cantos do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo era dia de lasanha na casa dos primos paulistas. Dia de muita gritaria na volta de uma mesa repleta de descendentes italianos. Até hoje não saboreei nada parecido como a receita da tia Luluca. Imbatível! Lembro que eu pegava ônibus, metrô e mesmo assim me achava naquele emaranhado de ruas, buzinas e fumaça. Não sei de que jeito, mas dava tudo certo. Até assistir a aula no Colégio Objetivo, com meu primo Márcio, eu ia. Sem falar nos ensaios das dezenas de bandas de rock que ele teve. Vanguarda na veia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na casa da Déia passei momentos especiais e era recebida por ela e pelo Marcos com grandes honrarias. Naquele tempo, o hoje consagrado ator Matheus Nachtergale, era simplesmente o Matheus. Amigo querido da Déia, com quem passávamos horas conversando sobre a vida e sobre a arte. Ele tinha mil dúvidas se queria ou não ser ator. Uma coisa totalmente Shakespeare, bem ao seu estilo. Eles dois tinham começado a estudar com o Antunes Filho, no Centro de Pesquisa Teatral de Antunes Filho e assistimos ao primeiro espetáculo da trupe. Lembro que a Déia veio toda animada me perguntando o que eu tinha achado. E eu meio sincera e guasca para as profundezas cênicas, respondi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, Déia, eu gostei, mas não entendi muito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um tempo de muitos contrates culturais, onde internet nem existia e para se ver as novidades usávamos os olhos e o coração. O mais incrível disso, é que eu saia do interior do "Areal fundos", diretamente para o coração do progresso, e adorava. Hoje só de pensar que tenho que passar 24 horas no meio desse mundo apressado, me dá um frio na espinha. Estou desde ontem remanchando em fazer a mala. Não organizei nada ainda, e olha que eu faço listinha até para ir à Jaguarão. Mas enfim, deve ser resultado das loucuras do mundo atual. Mas será que naqueles idos anos 90 não tinham coisas tão doidas como as de hoje? Ou será que a nossa cabeça era mais solta e menos preocupada com tudo. Será que envelhecer nos trás sabedoria, ou medo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa, quantos dilemas e quantas perguntas sem resposta para uma simples viagem de trabalho. Vou e volto num tapa, só pra Sampa não achar que briguei com ela. Mas volto correndo, porque nada se compara a paz que eu encontro nesse pedacinho singelo de mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva o Areal fundos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-5083877428302391216?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/5083877428302391216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=5083877428302391216' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/5083877428302391216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/5083877428302391216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/04/sampa.html' title='Sampa'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-2833592036901508342</id><published>2010-04-15T19:54:00.004-03:00</published><updated>2010-04-15T20:01:44.877-03:00</updated><title type='text'>Viver a vida</title><content type='html'>Vou confessar aqui no meu divã-virtual:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assisto à novela das oito (que é às nove!) todos os dias só pra ver os depoimentos do final. Mas também confesso que quando a novela começou critiquei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que falta de originalidade do Manoel Carlos, ele já fez isso em uma novela anos atrás!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mordi a língua. E a cada final de capítulo me pego segurando um engasgo. Às vezes chego a soluçar. Muitas histórias puxam a cordinha de algum sentimento guardado nem sei aonde, e fazem fluir uma cachoeira de emoções. A primeira coisa que penso é na coragem daquelas pessoas em expor suas feridas, na maioria ainda abertas, para milhares de pessoas. Milhares de cabeças e seus julgamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas me dou conta que quem passa por uma fogueira, sai vendo a vida de outra maneira. Sai mais forte e menos preconceituoso. Sem se preocupar tanto com a pequenez do “o que os outros vão pensar”. Esse sentimento estranho, que nos aprisiona, nos tira a liberdade de ousar. Percebi que na maioria dos depoimentos, as pessoas foram ao fundo do poço, para depois ressurgirem com a força de fênix. São lições cotidianas de vida. Sem grandes roteiros, mas escritas nas esquinas por onde passamos diariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o mais incrível disso tudo, é que não paramos para pensar no verdadeiro valor de cada dia.  Dormimos e acordamos sem agradecer pelo fato de caminharmos. Por termos dois olhos que enxergam. Pelo simples fato de não termos dependência química de nenhuma droga. Por termos nossos entes queridos ao lado. Por nada ter nos acontecido da hora que acordamos até a hora de dormirmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me dou conta a cada capítulo dessa novela, o quando é preciosa essa vida. E o quanto banalizamos sem querer, o seu significado. A honra de estarmos aqui e agora. E me pego pensando coisas malucas, que vão desde a morte até o segredo que se esconde atrás dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando me dou conta de tudo isso, quero usufruí-la com mais intensidade. Quero amar mais, ter mais paciência, menos intolerância, mais tranqüilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero simplesmente ter a exata noção do quanto é urgente Viver a Vida!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-2833592036901508342?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/2833592036901508342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=2833592036901508342' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/2833592036901508342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/2833592036901508342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/04/viver-vida.html' title='Viver a vida'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-8679894988839509587</id><published>2010-04-13T09:34:00.006-03:00</published><updated>2010-04-13T10:14:33.508-03:00</updated><title type='text'>Anjo da Guarda</title><content type='html'>Domingo à noite eu estava zapeando com o controle remoto da TV entre as cinco opções de canais que temos aqui fora. Era aquela coisa, de uma tragédia da Globo, para uma bobagem da Rede Tv, passando pelo Silvio Santos de sempre, até que me deparei com uma entrevista na Rede Vida. Era uma mesa-redonda e a entrevistada se chamava Clara, uma atriz que eu não conhecia. O programa era tipo um frente-a-frente com Gabi, mas só que em uma rede de TV que nunca assisto, com uma pessoa que nunca vi antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O negócio é que entre tantas coisas íntimas que os entrevistadores iam perguntando, uma resposta da mulher me chamou a atenção. Eles perguntaram se ela lembrava de alguma situação de medo. A moça mudou a fisionomia e começou a relatar um assaltou a mão armada que sofrera dentro da sua casa, com a família presente. Pela transformação das linhas do seu rosto, percebia-se o quanto àquela violência urbana tinha sido impactante. Contraponto dos entrevistadores veio logo, com a pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o que você fez?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tornou a encontrar um ar de doçura e disse em meio a um esboço de sorriso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Contei com meu anjo da guarda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora enchi os olhos de lágrimas, ao ouvir aquela declaração tão singela. Realmente sempre acreditei que todos nós temos um anjo da guarda e sempre tive um contato bem afinado com o meu. Lembro de vários momentos de medo ou tensão, desde os tenros tempos de infância, em que me senti segura depois de pedir o reforço do meu guardião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nos últimos tempos parece que esqueci dele. Tenho andado absorta em assuntos de trabalho, coisas da casa, filha, marido, supermercado, e não tenho olhado para além das coisas visíveis. Semana passada ainda comentei com o Nauro, que estava sentindo um aperto no peito. Era como se de uma hora para outra, pequenas coisinhas “pesadas” começassem a acontecer na nossa volta, tirando a nossa paz. Como se um círculo de proteção estivesse com falha em algum ponto, e por ali entrassem essas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram alguns mal entendidos com amigos queridos, dedos de decepções com outros, e até sensações indecifráveis, de pensar por que, de uma hora para outra, o equilíbrio se rompe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe quando a gente se pergunta o porquê de isso vir a acontecer, vindo do nada. No meio de uma tarde qualquer. Eu que prezo tanta a nossa paz. Que curto tanto morar no meio do mato e ver a civilização de vez enquanto, tive dias de tristeza e desânimo. E durante esse período, não procurei meu anjo querido. Tenho certeza de que ele estava ao meu lado, mas não lembrei de pedir seus sábios conselhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tristeza já passou. O desânimo também. Mas disso tudo o que valeu foi lembrar do anjo da guarda. Mesmo que ele não tenha esquecido de mim, quero deixar essa conexão mais afinada. Quero proteção contra coisas ruins, saúde para minha filha, segurança para nossa família, alegria para meus dias, carinho para os amigos e muita luz para essa estrada que seguimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também quero agradecer por tudo de bom que a vida nos brinda diariamente. Não quero só pedir, quero que o mensageiro também sinta as coisas boas daqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Santo Anjo do Senhor,&lt;br /&gt;Meu zeloso guardador,&lt;br /&gt;Já que a ti me confiou&lt;br /&gt;A piedade divina,&lt;br /&gt;Sempre me reje, guardes,&lt;br /&gt;governes e ilumines"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amém&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-8679894988839509587?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/8679894988839509587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=8679894988839509587' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/8679894988839509587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/8679894988839509587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/04/anjo-da-guarda.html' title='Anjo da Guarda'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-431251204183956325</id><published>2010-04-12T08:32:00.003-03:00</published><updated>2010-04-12T08:42:04.444-03:00</updated><title type='text'>Blog do Nauro</title><content type='html'>Bom dia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje convido à todos para ler um texto que me tocou a alma. Foi escrito pelo Nauro e está no blog dele, Retratos da Vida. Se chama "Três anjos chamados Sofia". Ele publicou ontem, no mesmo dia em que eu deveria estar em SP para um encontro do Instituto Abrace, ONG que integro e onde conheci as pessoas  que ele se refere no texto. Por motivos alheios à minha vontade, não pude ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele conta a história das três Sofias e de nós três, as mães das Sofias. A Maria Julia Miele, que fundou a ONG, é a presidente da entidade e mãe da Sofia que virou luz. A Denise Crispim, mãe da Sofia que aparece na foto com a nossa, é a vice-presidente da ONG e nos deu o prazer de estar aqui no Carnaval, com seu anjo de cadeira roxa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São duas mulheres incríveis e o nosso encontro há quatro anos atrás foi bem mais que coincidência. O texto do Nauro diz tudo, não preciso falar mais nada. Convido vocês a ler e desejo uma boa semana!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://wp.clicrbs.com.br/retratosdavida/2010/04/11/tres-anjos-chamados-sofias/?topo=77,1,1#comments"&gt;http://wp.clicrbs.com.br/retratosdavida/2010/04/11/tres-anjos-chamados-sofias/?topo=77,1,1#comments&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-431251204183956325?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/431251204183956325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=431251204183956325' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/431251204183956325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/431251204183956325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/04/blog-do-nauro.html' title='Blog do Nauro'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-1467350814433539034</id><published>2010-04-09T10:57:00.004-03:00</published><updated>2010-04-09T11:02:52.264-03:00</updated><title type='text'>Parabéns à você</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/S78zEnp0NtI/AAAAAAAAAGA/WpcPVRHdXtg/s1600/niver.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458137427853194962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 311px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/S78zEnp0NtI/AAAAAAAAAGA/WpcPVRHdXtg/s320/niver.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje meu maridão está de aniversário. Ele adora se gabar que é mais novo do que eu. São seis meses apenas, mas ele usa esse semestre contra mim de outubro a abril, com muita força. Mas então hoje emparelhamos, nos 41 aninhos. Bem vividos, podemos dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, nada mais justo do que dedicar o post do dia para ele, que foi o maior incentivador para que o “Adoro Melancia” existisse. Resolvi falar um pouco dele, mesmo que sem permissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a gente decide ficar velhinho ao lado de alguém, temos que acima de tudo admirar essa pessoa. E esse é um sentimento muito forte entre nós dois. Acho que nos amamos porque nos admiramos. E isso eu descobri com a vida. Entendi na prática, o quanto o amor é feito de sentimentos diversos e complementares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses anos de convívio, acho que conseguimos fazer uma simbiose positiva. Eu aprendi muito com ele. Com esse lado irreverente de ser. De chegar chegando e ter sempre alguma coisa para dizer. Em contraponto, meu lado mais sensível, fez com que ele direcionasse mais as coisas boas para lançar. As palavras ditas serão sempre as flechas lançadas. Mesmo que ditas em forma de brincadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez dei um livro de fotografia para ele, que se chama “Esplendor dos Contrários”, de Arthur Omar. Aquele título nos tocou e acabamos nos autodefinindo dessa forma. Nossos caminhos deste cedo foram muito distintos. Enquanto eu brincava de boneca na charqueada, em plena infância, ele assinava sua primeira carteira de trabalho como sapateiro, em Novo Hamburgo. Depois veio a adolescência e minhas aventuras se limitavam a acampamentos no Uruguai, enquanto ele voava as tranças em motos e festinhas bem longe do meu mundo. Aos vinte e pouco anos ele foi pai. Eu rodava o mundo de mochila, querendo descobrir o tamanho do mundo e da liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram histórias de vida distintas, mas que estavam traçadas para um destino em comum. E nesse destino, um dia encontramos a nossa paz. Construímos o nosso castelo e geramos a nossa princesa Sofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, no dia de hoje quero externar aqui minha admiração pelo Nauro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo fotógrafo maravilhoso que consegue captar instantes de vida a cada clique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo pai apaixonado, que não esconde nunca o imenso orgulho que tem da sua guerreira Sofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo marido especial, que respeita o meu jeito tão diferente de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E acima de tudo, pelo companheiro de dores, desejos e sonhos, o qual tenho o prazer de dividir essa vida tão maravilhosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns meu amor!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-1467350814433539034?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/1467350814433539034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=1467350814433539034' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/1467350814433539034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/1467350814433539034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/04/hoje-meu-maridao-esta-de-aniversario.html' title='Parabéns à você'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/S78zEnp0NtI/AAAAAAAAAGA/WpcPVRHdXtg/s72-c/niver.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-1495737820074603879</id><published>2010-04-07T23:25:00.004-03:00</published><updated>2010-04-08T09:04:58.319-03:00</updated><title type='text'>Era pequeno</title><content type='html'>Depois de tantos posts densos, vou dar uma aliviada e contar uma história que me aconteceu há uns sete anos atrás. Foi um episódio daqueles que poderia ser trágico, mas por obra do destino foi cômico. Era o ano de 2003 e eu, recém separada do meu ex-husband, tentava vender meu fusquinha bege-esverdeado, ano 81 (esse era novinho!!). Eu tinha ficado com esta relíquia na “divisão dos bens”. Abri mão até do sofá da sala, mas o meu fusquinha não arredei o pé. Nossa!!! Quantas aventuras ele testemunhou, sempre firme e forte. Nos tempos da faculdade eu só ligava no piloto automático e ele ia sozinha pra Colônia Z-3, onde fazíamos um jornal comunitário para os pescadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enfim, eu estava recém-separada, cheia de contas para pagar e o meu fiel escudeiro precisava dar o corpo em sacrifício. Anunciei nos classificados do Diário Popular num domingo. Várias ligações, algumas visitas e muitos olhares indecifráveis. Eu não entendo as caras desses homens que vem olhar carro para comprar. Eles fazem que nem a gente na adolescência. Uma cara de não to nem aí, mas quero muito. Depois de dezenas de espiadinhas no motor, eu cheguei a conclusão que algo muito grave deveria ter por trás daquela tampa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a demora na decisão dos meus compradores em potencial, tive a brilhante idéia de levar o meu Fusca-bala para o “feirão de usados” da avenida Duque de Caxias. Nem achei tão ofensivo o título, já que o meu possante era mesmo usado. Aquela coisa sabe, pobre, mas limpinho. Bueno, então para me acompanhar nessa empreitada é óbvio que convoquei minha amiga-de-fé-minha-irmã-camarada. Sim, a minha querida Moby, ou Gabriela, como de batismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A feira era sempre aos domingos pela manhã. Acordamos cedo, nos vestimos bem bonitinhas, pegamos um mate novo, bolachinhas - pra caso de a coisa se estender, e umas cadeirinhas de praia. Parecia até que íamos tomar banho de sol no Laranjal. Mas a missão era mais árdua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos por volta das 9h30 na feira, e parecia que já era meio-dia. Aquilo abarrotado de gente. Carros, cadeiras, gente, uma loucura. Na hora percebi que a nossa estratégia foi falha, mas não desistimos. A Moby, com seus olhos de lince, logo localizou um único espaço vazio entre as centenas de carros que nos cercavam. No que ela me mostrou o lugar, eu dei o pisca e fui me enfiando na vaga. Eis que surge um Vectra prateado me cortando a frente e se socando no meu lugar. Na hora de manobrar, o maluco me bateu no lado do carro de leve. Eu parei, abri a janela e chamei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Poxa moço, o que é isso, não ta vendo a gente aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cara todo entonado já saiu do Vectra como quem desce de uma nave na lua. É, porque há sete anos atrás, acho que Vectra era carrão. Ele já veio me peitando e dizendo desaforo e ‘mandando” eu tirar aquela geringonça dali. Eu não acreditei. Perguntei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que???? Essa geringonça é o meeeu carro?? E o senhor ainda me bateu!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele saiu dizendo mais meia dúzia de "delicadezas” pra cima de nós. Já se juntava um bolinho de curiosos na volta dos carros e me subiu o sangue. Eu coloquei a cabeça para fora da janela e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois o senhor, pra estar falando com mulher desse jeito, deve ter o “p..” desse tamanhinho!!! (e mostrei o meu dedo mindinho como "exemplo" do assunto...pra quê?!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente, esse homem se transformou no Incrível Hulk. Ele veio com tudo pra cima de nós. Mandou sairmps do carro e chamou a polícia. Detalhe: ele era a polícia!!! Era um policial de folga, que estava indo vender o carrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto, me ferreir. Ele chamou a polícia e os Azuizinhos. Imagina o bafão em pleno feirão da Duque de Caxias. No bolo de curiosos da volta, nós já conseguimos umas testemunhas pra nos defender. Aqueles que ficam repetindo; “eu vi, ele se provaleceu, veio metendo o carro por cima!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, pra resumir, o meu carro estava com os documentos atrasados, acho que o IPVA. O danado do cara conseguiu que meu fusquinha bege-esverdeado saísse humilhado em cima de um guincho, direto para um depósito. A Moby e eu, por conseqüência, que não tínhamos levado grana já que nosso veículo estava devidamente preparado, ficamos a pé. Ou seja, tínhamos dinheiro só para uma passagem de ônibus, e como estávamos no Fragata, tivemos que ir cameliando até a Osório, com as cadeiras e o pic-nic de arrasto. E o pior, humilhadas pelo tal policial à paisana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos em casa sãs e salvas. Depois de três dias paguei os documentos e recuperei meu carro. Gastei mais do que tinha com toda essa história e continuei sem conseguir vender o Fusca. Mas de uma coisa eu tenho certeza e é o que me conforta até hoje:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ele ficou tão brabo, é porque "era pequeno" mesmo!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-1495737820074603879?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/1495737820074603879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=1495737820074603879' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/1495737820074603879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/1495737820074603879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/04/era-pequeno.html' title='Era pequeno'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-1597337790428982453</id><published>2010-04-05T10:06:00.003-03:00</published><updated>2010-04-05T10:31:12.998-03:00</updated><title type='text'>Palavra de amiga</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/S7nkobypO8I/AAAAAAAAAF4/QV44pa7fRZc/s1600/palavra_05.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/S7nknc5z5_I/AAAAAAAAAFo/6dQXjC1RvQY/s1600/palavra_02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5456643789960767474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 210px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/S7nknc5z5_I/AAAAAAAAAFo/6dQXjC1RvQY/s320/palavra_02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Uma vez, quando eu estava grávida, uma senhora disse para minha mãe que a Sofia viria ao mundo para nos ensinar muitas coisas. Naquela ocasião, minhas preocupações se limitavam em arrumar o seu quartinho e passar óleo de amêndoas na barriga. Com o desfecho que todos já sabem, e sua chegada prematura ao mundo, comecei aos poucos entender melhor a razão de tal prenúncio. Foram muitas lições nesses quatro anos de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última delas aconteceu nesta Páscoa. A Sofia passou semanas esperando ansiosa pela chegada dessa data especial para ela, e todos que habitam o universo infantil. Junto com a felicidade em aguardar os ovos de chocolate e guloseimas, ela tinha um compromisso sacramentado: entregar os bicos para o Coelho da Páscoa. Desde que entrou para o colégio, no início de março, a pressão externa em função de ela chupar o tal bico, é cada vez maior. Mesmo que ela jamais colocasse o bico na boca durante as aulas, na hora que pisava fora da sala me pedia para alcançá-lo e logo saia acariciando o seu amigo de plástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas no sábado à noite, depois de prepararmos a bandeja com água e cenoura para o Coelho, e posicionarmos estrategicamente ao lado da porta de entrada, veio o momento tão temido. Ela tinha prometido que daria os bicos ao Coelho. Finalmente chegou o dia. Segurei-a pelas mãozinhas e perguntei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu amor, tu queres mesmo entregar os biquinhos para o Coelho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela desconversou e engatou numa conversa fiada, tagarelando sem parar sobre qualquer assunto. Eu olhei para ela de novo e pedi para que me olhasse nos olhos. Repeti a pergunta e acrescentei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É uma decisão tua minha filha, não tem problema nenhum, é só me dizeres o que queres fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela deu um suspiro profundo. Daqueles que busca coragem no fundo da alma, e no alto de seus quatro anos de idade me estendeu a mão decidida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Toma mamãe, pode colocar aí pro Coelhinho levar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu juntei os dois amuletos de plástico da minha mimosa e coloquei na cestinha ao lado da água e da cenoura. Ela me olhou fundo, estendeu o dedo mindinho em minha direção, pedindo que eu estendesse o meu também, e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bate aqui, palavra de amiga!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim se recolheu para o quarto para a primeira noite longe do seu objeto mais caro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que ela dormiu chamei o Nauro na sala para contar o feito e mostrar a coragem da nossa filha. Nos desatamos a chorar os dois, lembrando da primeira vez que ela teve contato com esse subterfúgio emocional, ainda no hospital. Ela completava um mês de vida na UTI e nunca tinha vestido uma roupinha, já que lá os bebês ficam só de fralda, em berços aquecidos. Naquele dia, ela teria que fazer sua primeira tomografia computadorizada do pulmão, para ver a quantas andava a tal bolha que não parava de crescer dentro dela. Como era muito pequena, o desafio era levarmos até um outro hospital e fazer o exame sem que ela se mexesse na máquina e nem acordasse durante todo procedimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preparamos uma verdadeira operação para levá-la até à Santa Casa, já que decidimos ir de carro, em vez de ambulância, mas com uma enfermeira, oxigênio e o médico ao lado. Preparei com carinho a roupinha que minha Voinha tinha feito para ela e começamos a vesti-la pela primeira vez. Auxiliada por duas técnicas de enfermagem da UTI, percebemos que ela estranhava a roupa e começava a chorar. Foi aí que uma delas trouxe uma luva cirúrgica com um algodãozinho na ponta do dedo e colocou na boquinha da Sofia. Ela recebeu aquele primeiro biquinho como um conforto imensurável. Começou a chupar e em pouco tempo estava calminha.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fizemos o exame e ela dormiu durante todo o tempo, chupando sem parar seu novo amuleto contra as dores do corpo e da alma. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;E assim foi durante esses quatro anos. O bico para ela foi bem mais do que um simples vício de criança. Foi uma segurança, um afago, um carinho para enfrentar os exames rotineiros, remédios amargos e fisioterapia constante. Por isso naquele momento de tanta coragem, meu coração ficou apertado e chorei como criança abraçada ao Nauro. Tem que ser muito valente para encarar uma decisão dessas. Eu não sei se conseguiria. Mas como essa figurinha veio realmente ao mundo para nos ensinar, eu prometo que vou ser mais corajosa daqui pra frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavra de amiga!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-1597337790428982453?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/1597337790428982453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=1597337790428982453' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/1597337790428982453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/1597337790428982453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/04/palavra-de-amiga.html' title='Palavra de amiga'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/S7nknc5z5_I/AAAAAAAAAFo/6dQXjC1RvQY/s72-c/palavra_02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-2543351696149824183</id><published>2010-03-30T09:12:00.000-03:00</published><updated>2010-03-30T09:20:40.537-03:00</updated><title type='text'>Meus heróis</title><content type='html'>Quando eu era adolescente sonhava em ser oceanóloga e cruzar os mares do mundo a bordo da Expedição Costeau. Eu era fã de Jaques Yves Costeau e sua trupe de defensores da natureza. Naquela década de oitenta, esse era um assunto ainda raro, e como não existia internet, muito pouca informação chegava às nossas mentes juvenis. Lembro que tinha uma marca de chocolate, que vendia cartelas da coleção do Costeau, com animais aquáticos dos mais variados. Eu juntava e guardava com muito zelo aquele bolo de bichos lindos, entre eles o famoso boto cor-de-rosa da Amazônia, que tinha fascinado o pesquisador. Uma vez minha amiga Lílian, sempre uma cidadã do mundo, morou por um tempo em San Diego e me trouxe de presente um adesivo verde e branco, da Fundação Costeau. Era uma relíquia, que colei com carinho no meu fusquinha 79, cor de cereja. Eu já cursava a faculdade de Educação Física, depois de ter rodado no vestibular da Furg, para oceanologia. Eu rasgava as ruas da cidade cheia de bossa, e imaginava que meu fusquinha era uma espécie de carro-anfíbio da expedição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa mesma época conheci as aventuras de Amyr Klink, e foi amor à primeira vista. Aquele cara obstinado, tinha cruzado o Atlântico à bordo de um barco a remo, no sabor das correntes. Nossa, que pessoa incrível. Li o seu primeiro livro e sublinhei de caneta marca-texto cada frase impactante. Era uma bíblia da perseverança para mim. Depois disso virei sua fiel seguidora. Inclusive uma vez que ele veio dar uma palestra aqui, no Parque Tênis Clube, fiquei na fila do gargarejo, tirei fotos e obviamente não descolei do cara. Os anos passaram e ele seguiu buscando e realizando sonhos. Típica alma de herói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse mesmo tempo minhas manhãs de domingo tinham compromisso inadiável com a presença de Ayrton Senna nas pistas do mundo. Como a maioria dos brasileiros, fiquei fã da fórmula um e em pouco tempo discutia até os comentários do Galvão Bueno. As entrevistas do Senna eram sempre permeadas de lições de humildade e bravura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele era o cara!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E estava no ranking dos meus heróis, assim como a Família Schurmann, Renato Russo, Caco Barcellos, entre tantos outros ídolos da minha geração, que me ajudaram a enxergar a vida do melhor ângulo. Me mostraram que eram de carne e osso, tinham chegado lá e seus valores eram verdadeiros. Foram pessoas que com suas atitudes, deram o exemplo.&lt;br /&gt;Hoje faço uma força enorme para pensar em uma lista de cinco nomes de heróis para minha fase de maturidade. Fico pensando também, quem serão os heróis da Sofia. Hoje seu único herói é o papai, mas mais adiante sei que terá seus ícones do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas em um mundo onde o horário nobre exibe o Big Brother e uma cambada de gente vazia, que fala palavrão, prega o preconceito e ainda por cima ganha dinheiro por isso, fico pensando nos futuro heróis da minha filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem serão eles?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-2543351696149824183?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/2543351696149824183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=2543351696149824183' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/2543351696149824183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/2543351696149824183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/03/meus-herois.html' title='Meus heróis'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-6170448841325774746</id><published>2010-03-26T11:20:00.001-03:00</published><updated>2010-03-26T11:26:07.096-03:00</updated><title type='text'>Ai vem ela</title><content type='html'>Não gosto de sentir medo. Acho esse um sentimento covarde. Pode parecer uma obviedade, mas quando ele chega, acho que perdemos de alguma forma nossa força em essência. Sei que ele também ajuda a termos reações rápidas, e muitas vezes decisivas. Mas pelo que me recordo dos nossos meses de hospital com a Sofia, as decisões mais sábias foram tomadas pela sobriedade e esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enfim, vamos ao que interessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O verão acabou e o outono já apontou aqui na esquina, com cara cinza e as tais mudanças de temperatura. O reflexo aqui em casa foi imediato. Eu comecei a acordar com rinite e a Sofia já está encatarrada. Quarta-feira fomos à consulta no Dr. Flávio, e pela auscuta no pulmãzinho dela, o sinal amarelo acendeu. Começamos imediatamente um tratamento daqueles, para prevenir complicações típicas dessa época do ano. Até aí tudo dentro da normalidade do nosso cotidiano com a Sofia. Mas quando perguntei ao médico, sobre a vacina da gripe A, ele disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não vacinaram ainda? Tem que fazer isso imediatamente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora a tal sensação de medo tomou conta de mim. No ano passado passei meses de angústia, pela companhia constante da sombra dessa tal gripe A, até então desconhecida, mas letal para pacientes com o histórico da minha mimosa. Então, junto com as notícias massificadas pelos veículos de comunicação, apareceu um medinho guardado há quase três anos no meu coração. A sensação de impotência frente a algum mal que poderá atingir um filho. Esse realmente é um sentimento novo, que durante minha vida de filha não sabia que existia. É estranho e gera uma gama maluca de sensações. Então fiquei bem quietinha, sem falar muito no assunto, como se o silêncio fosse afastar esses pensamentos da minha cabeça. Então o inverno passado foi-se, a tal pandemia da gripe de arrasto, e os meus medos voltaram para “caixinha” secreta, bem lá no fundo da alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que o assunto da gripe retomou a vitrine. Desde a semana passada, quando levo a Sofia no colégio, o assunto recorrente entre as mães é a tal vacina contra a gripe A. Parece que o estado de alerta é geral, entre as leoas de plantão. E eu, obviamente, que tenho uma filha no grupo de risco, saquei imediatamente o meu medo da “caixinha” e tenho convivido secretamente com essa sombra de novo. Já entrei em contato com a clínica que fornece a vacina importada, mas só chega em maio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita procura. Poucas doses. Muitos medos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que ótimo, e agora?&lt;br /&gt;A solução do Dr. Flávio foi levarmos a Sofia para vacinar na rede pública. Só que a vacina lá não é a importada, e os efeitos colaterais podem ser maiores. Hoje vou buscar os atestados e ver se consigo me encher de coragem. Vou esperar o final de semana passar. Preciso organizar meu estoque de forças internas e dar um antídoto para esse sentimento chato, angustiante e pesado do medo que me acompanha. Preciso só de um oxigênio, e já estou com meu arsenal pronto, e isso inclui bem um exército de anjinhos amigos que nunca nos deixaram na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Leia-se, entre o céu e a terra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conto com vocês, viu?!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-6170448841325774746?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/6170448841325774746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=6170448841325774746' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/6170448841325774746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/6170448841325774746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/03/ai-vem-ela.html' title='Ai vem ela'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-1458635240482066008</id><published>2010-03-23T09:58:00.012-03:00</published><updated>2010-03-23T10:25:35.040-03:00</updated><title type='text'>Carta para minha mãe</title><content type='html'>Hoje, 23 de março, minha mãe completa 62 anos de vida. Durante esses 41 anos e alguns meses, caminhamos sempre juntas. Ela casou grávida de mim, aos 19 anos, e acho que por termos passado por muitos desafios juntas, sempre fomos muito amigas. Imagina a cena, em pleno ano de 1968, uma jovem loura e linda casando de mini-saia e com um barrigão de seis meses. Acho que por ter nascido no ano da efervescência política, acabei incorporando esses sentimentos na minha personalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando a minha mãe, sempre caminhamos juntas. Muitas vezes ela me puxou para frente. Outras tantas eu dei um empurrãozinho para ela seguir na estrada. Mas ela sempre esteve nos momentos mais importantes, com sua presença acolhedora. Com seu jeito prestativo, trazendo uma comidinha mais gostosa, uma meia mais quentinha, ou seja, um detalhe de carinho que sempre fez toda diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então hoje pensei em escrever um post especialmente para ela. E quando estava começando a traçar as primeiras linhas, achei uma carta que tinha escrito há poucos anos atrás. Foi na época em que engravidei da Sofia, aos 36 anos. Dei para ela de presente de Dia das Mães, em maio de 2005. No final das contas a Sofia nasceu um mês depois, prematura. E durante os infindáveis meses naquela UTI, seu suporte foi essencial. Hoje, quando vejo ela e a Sofia tão amigas e amadas, tenho a certeza de que nosso laços serão eternos. E ao reler esse texto de 2005, percebi que o que eu queria dizer a ela hoje, já tinha sido escrito. E por isso divido aqui hoje, nessa data tão especial, mais essa janelinha da minha alma. Parabéns mãe, por ser assim, tão mãe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;==================================&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carta para minha mãe - maio/2005&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente chegou esse dia: passei de filha à mãe!&lt;br /&gt;Sei que tudo na vida vem na hora certa e sinto que hoje a Sofia chega no momento mais feliz da minha vida. Desta forma me sinto segura para mostrar para ela o mundo lindo que acredito existir. Sei que durante esses 36 anos em que fui só filha, tive uma missão especial nesta “posição”. Sabemos bem quantas passamos juntas e o quanto seguramos várias pontas em momentos delicados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, ao lado do Nauro, sinto que encontrei o que sempre buscava: uma pessoa para dividir meus sonhos e construir meus alicerces para toda vida. A Sofia veio como uma confirmação desse momento, e tenho certeza, vai nos dar muitas alegrias. Ao mesmo tempo olho, para vocês dois, meus pais, e sinto que estão finalmente no caminho seguro e feliz. Sei que todas as turbulências dos últimos anos serviram para acertar o rumo, fortalecer os laços e separar o “joio do trigo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje somos todos mais felizes !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse nosso primeiro Dia das Mães, em que também vou "ganhar" presente, acho que temos muito a celebrar. Além de comemorarmos nossas conquistas, temos que celebrar o quanto é bom estarmos juntos, esperando com tanta emoção mais uma ‘menina’ para compartilhar dessa vida linda. Nesse cartão, não vou fazer como os de tantos anos... “desejar isso ou aquilo...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, tenho certeza que temos tudo que desejamos na vida e sei que Deus nos privilegiou em ter esses laços tão fortes e seguros. Portanto, hoje é dia de curtir tudo isso. É dia de agradecer. Obrigado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz Dia das Mães pra gente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com amor,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gabi&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-1458635240482066008?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/1458635240482066008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=1458635240482066008' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/1458635240482066008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/1458635240482066008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/03/carta-para-minha-mae.html' title='Carta para minha mãe'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-7340558332366086900</id><published>2010-03-14T15:43:00.005-03:00</published><updated>2010-03-14T15:57:13.230-03:00</updated><title type='text'>Recheio</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/S50vFgOBzjI/AAAAAAAAAFQ/r76pcc4Efco/s1600-h/fruta35.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448562895782792754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 212px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/S50vFgOBzjI/AAAAAAAAAFQ/r76pcc4Efco/s320/fruta35.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; foto: Nauro Júnior&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O prazer por saborear o recheio deve vir de infância. Dia desses mandei umas bolachinhas “Passatempo” na merenda da Sofia e voltaram soltinhas. Ela lambeu todo recheio e deixou as coitadas das bolachas peladas. Fiquei matutando sobre aquele ato infantil, mas já tão cheio de significados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí na sexta-feira passada buscamos a Sofia no colégio, e a convidamos para fazer um happy hour em um lugar que ela adora. Chama de “coqueirinho”, porque tem um exemplar da espécie, de plástico verde e com côcos artificiais, dando boas vindas aos clientes. Então sentamos os três nas mesinhas do Cruz de Malta, que tem vista para a avenida Dom Joaquim. Para quem não nasceu em Pelotas, essa é uma das avenidas que corta a cidade e onde se aglutinam dezenas de jovens sarados e famílias com crianças no final do dia. Alguns vão para tomar um mate no final do dia e outros para “expor a figura”, como diziam naquela novela indiana da Globo. Mas enfim, mal sentamos e passa um daqueles guris bombados, todo lustroso, com músculos por todos os cantos do corpo. A barriga um dia deve ter sido tanquinho, mas agora mais parecia uma lavanderia. Além disso, corria com um cabelo estrategicamente descabelado e com um bronzeado SOS Malibú.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Nauro na hora seguiu com os olhos aquele exemplar da mesma espécie, e comentou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bahh, esses caras passam o dia na academia e depois vem se fazer que estão nessa forma porque dão uma corridinha no final do dia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ri e comecei a reletir. Me dei conta que desde os tempos de guria, tipos como aquele nunca me chamaram a atenção. Os meus namorados sempre tiveram cara de normal. Daqueles que quando a gente chegava em um restaurante, a mulherada não se coçava na cadeira pra tentar dar uma espiadela no moço em questão. Mesmo que não tenha um currículo tão extenso de namorados, a maioria foi escolhido pelo recheio e não pela embalagem. A escolha se estende às amizades e mesma que tenha muitos “pastéis de vento” à minha volta, os meus amigos de fé tem como grande qualidade a receita dos seus recheios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falei isso e começamos a falar exatamente sobre a importância do recheio. Muitas vezes o prato se apresenta com uma cara ótima, mas na primeira garfada a gente sente que aquela pimentinha em excesso vai dar trabalho mais adiante. Em outras situações comemos aquele petisco com cara de gordurento, mas que tem um temperinho caseiro único, que dá todo o charme. Tem também aquele lanche pasteurizado, que além de caro não alimenta nada, mas que o marketing do negócio acaba sempre nos puxando pra lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim são muitas das relações que nos cercam no cotidiano. E como a vida é uma refeição para ser saboreada com calma e prazer, decidi ser mais seletiva nas provas que ando fazendo. Tenho descoberto sabores exóticos que me cativaram. Afinal de contas, o recheio é tudo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manja che te fa bene!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-7340558332366086900?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/7340558332366086900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=7340558332366086900' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/7340558332366086900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/7340558332366086900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/03/recheio.html' title='Recheio'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/S50vFgOBzjI/AAAAAAAAAFQ/r76pcc4Efco/s72-c/fruta35.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-477055854572544603</id><published>2010-03-10T16:45:00.001-03:00</published><updated>2010-03-10T16:45:58.685-03:00</updated><title type='text'>Sobre o encontro...</title><content type='html'>Gente, depois desse post dos fantasmas quero dar um tempo nessa história de abrir gavetinhas da alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ufaa, fiquei moída!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O retorno da história é que fui ao encontro com os fantasmas e não foi tão difícil quanto imaginava. A casa a que eu me refiro no texto realmente não existe mais. Encontrei um lugar estranho, sem calor humano e até com os tantos resquícios da história apagados por uma maquiagem global. Uma pena!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é o ciclo natural da vida e afinal de contas uma casa tem a cara de seus donos. Vou cuidar da minha que é muito legal e que me faz feliz demais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, falando de papos mais amenos... só passei para indicar um post super divertido no blog do Nauro. Pra quem não conhece, é o meu maridão. Ele escreveu sobre carros cor-de-rosa. O escrito acabou na capa da Zerohora.com o dia todo, ontem. Adivinhem? Choveu gente enviando foto de carro a lá Penélope Charmosa, pelo Rio Grande do Sul a fora. Está muito legal. Leiam e divirtam-se!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.zerohora.com/retratosdavida"&gt;http://www.zerohora.com/retratosdavida&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-477055854572544603?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/477055854572544603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=477055854572544603' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/477055854572544603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/477055854572544603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/03/sobre-o-encontro.html' title='Sobre o encontro...'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-9161559802070998859</id><published>2010-03-06T14:03:00.006-03:00</published><updated>2010-03-06T14:37:57.348-03:00</updated><title type='text'>Fantasmas</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/S5KL0GkfiHI/AAAAAAAAAFI/-WO1CPCFSYk/s1600-h/GABI.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5445568626677483634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 230px; CURSOR: hand; HEIGHT: 212px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/S5KL0GkfiHI/AAAAAAAAAFI/-WO1CPCFSYk/s320/GABI.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Foto tirada aos cinco anos, quando aprendi a andar&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;de bicicleta, no cenário da minha infância&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Cheguei à conclusão de que a maturidade não nos trás só rugas e flacidez, mas serenidade para pensar as coisas por diferentes ângulos. A sabedoria dos orientais está baseada nisso, e não é a toa que quanto mais velhos, mais respeitados eles são. Acho que depois dos 40 começamos a engatinhar nesse universo, que pode ter mais prós do que contras, dependendo da evolução desse amadurecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que chega aos 50 com cabeça de 18, querendo beber a vida em um gole. Geralmente sofrem mais, porque em alguma das esquinas da vida, se dão de frente com o espelho, e daí não suportam olhar aquela figura refletida. Com as novas tecnologias a serviço da estética, esse se tornou um campo movediço, onde algumas vezes as transformações externas não acompanham as internas. A coisa é totalmente invertida e muita gente em vez de procurar uma terapia, ou um trabalho voluntário, gasta seu tempo e dinheiro com excesso de butox. Nada contra as cirurgias plásticas e melhorias na lataria, longe disso, mas a discrepância entre motor e lataria não podem extrapolar. Senão o Fusca perde seu charme de originalidade e a Ferrari vira lugar comum. Dá pra entender?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esse prefácio abre caminho para uma das melhores coisas que o passar dos anos nos brinda. A coragem para declarar e enfrentar nossos fantasmas. É aquela velha história do espelho, só que quando isso acontece e enxergamos nele bem mais que o visível aos olhos, saímos ganhando. Eu tenho meus medos e mágoas, como todos, e por pensar com carinho neles acabei descobrindo que encará-los de frente é um desafio, mas também pode ser a solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como esse blog nasceu com a missão de ser um divã-virtual, e percebi que escrever me ajuda a exorcizar esses medos, abro aqui uma porta secreta da minha alma. Esse passo também me dá medo, mas me dou ao direito, já que aos 40 anos estamos com um pé na incensatez da juventude e outro na sabedoria dos maduros. Pra resumir, deixo de lado os receios e me jogo aos anseios. E a partir dessa decisão, resolvi encarar de frente um fantasma que só aparece nos meus sonhos e pesadelos mais íntimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2003 deixei junto com meus pais, a casa onde nasci e passei a maior parte da minha existência. Meus pais chegaram naquele lugar em um efervescente inverno de 68. Ela com 19 anos e grávida de mim, e ele um guri de vinte e poucos anos, que encarou o desafio precoce de formar sua prole. Ali escrevi 34 anos da minha história. As paredes daquela casa secular, guardaram os meus segredos de menina e minhas saborosas descobertas adolescentes. As raízes da figueira que testemunha séculos, serviu de casa para minhas primeiras bonecas. Fiz comidinha com as folhas e brinquei com os gravetos caídos do bambuzal. Nas águas daquele arroio que muda de cor a cada estação, lavei a alma das primeiras decepções amorosas. E nos cômodos imensos da charqueada, me enxerguei pela primeira vez como mulher. Uma vida mágica, naquela casa que se assemelhava às descritas por Isabel Allende nos seus romances. Mas na estrada da vida não existe ficção, e um belo dia vi acontecer ali, uma daquelas situações que a gente sempre vê na família ao lado, mas jura que nunca vai acontecer na nossa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha avó querida, que sempre morou conosco, faleceu em 2001. Com a ausência da matriarca, a dor que invadiu nossas histórias não foi só da saudade. A divisão de bens trouxe junto a divisão de laços. Com isso, deixamos àquele cenário que povoou meus sonhos de infância de um dia para o outro. Meus pais sofreram muito com todas as mudanças: externas e internas. O peso que sempre demos aos laços de amor, essenciais e valorosos, deixou feridas expostas. Foram tempos difíceis e silenciosos. E como não acontece só nas novelas, a vida real trouxe uma dolorosa e traumática ruptura familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto com a ausência física daquele lugar, sepultei pessoas que foram parte da minha história. E não digo isso porque somos uma família de italianos, mas porque éramos uma família de fato e sou muito definitiva nas minhas decisões. Nada jamais justificaria a opção pelos bens materiais. Ainda mais quando na balança estão sentimentos imensuráveis. Natais compartilhando a mesma felicidade, conquistas celebradas com abraços sinceros e tristezas abrandadas com os laços de sangue. Engoli em seco e sofri muito, sempre com essa gaveta da alma lacrada. Para agüentar, tomei como decisão deixar aquela parte da vida para trás. Desses tempos, guardo apenas um simbolismo. Um único móvel que meus pais tiveram direito de levar, e que por carinho me deram de presente. É uma linda penteadeira antiga que acomodei em lugar de honra da minha casa. Tenho poucas e raras fotos de minha avó. O arquivo que guardo, está em um &lt;em&gt;backup&lt;/em&gt; secreto, guardado às sete-chaves, dentro da memória afetiva do meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais voltei naquele lugar, mas confesso que muitas noites acordei de sobressalto, sonhando que estava em algum dos meus cantos preferidos de infância. Alguns amigos de fora, que vieram visitar a cidade, já quiseram ir conhecer a casa, que hoje é ponto turístico. Mas sempre consegui me esquivar, com desculpas discretas, que convenciam a eles, mas não a mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje a noite o Rogerinho, um amigo querido, vai festejar seu aniversário lá. Todos os anos a festa acontece no mesmo lugar, e há exatos sete anos invento desculpas superficiais para não ir.&lt;br /&gt;Hoje decidi que vai ser diferente. Resolvi marcar um encontro com meus fantasmas. Sem aviso prévio, deixando a vida acontecer. Quero levar minha filha amada para conhecer o lugar onde a mamãe foi muito feliz. A decisão veio de forma branda, talvez seja sinal desse tal amadurecimento. Lembrei de uma frase de algum poeta que não lembro agora, e que tinha em destaque em uma agenda escolar, aos 17 anos. Dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Descobri que tenho saudades não daquele lugar, mas daquela felicidade!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje sei que aquela bifurcação da vida fez com que eu chegasse até aqui. Nesse meu mundo de hoje, acimentado pelos dois amores da minha vida: Nauro e Sofia. A nossa palafita tem cada pedacinho de nós três, e foi construída com a nossa história. Tudo exatamente como Deus planejou. Por isso agradeço a Ele e a sua sabedoria, que mesmo quando parece escrever a coisa errada, está nos levando para o nosso destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, que venham os fantasmas e suas respostas!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-9161559802070998859?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/9161559802070998859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=9161559802070998859' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/9161559802070998859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/9161559802070998859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/03/fantasmas.html' title='Fantasmas'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/S5KL0GkfiHI/AAAAAAAAAFI/-WO1CPCFSYk/s72-c/GABI.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-7689689772115560467</id><published>2010-03-03T21:11:00.002-03:00</published><updated>2010-03-03T21:16:59.018-03:00</updated><title type='text'>(Dês)assistência</title><content type='html'>Esse tal mundo globalizado trouxe muita coisa boa para as nossas vidas. Esse mesmo texto que escrevo sentada na cama, com o ar-condicionado ligado, no século XIX seria escrito pela minha Voinha em uma escrivaninha de mogno, com uma caneta tinteiro em uma mão e um leque na outra. Hoje, essa mesma cena poderia estar acontecendo em qualquer canto, fosse em um banco da praça ou no topo do Aconcágua (Se o 3G da vivo não se fresquiar, é claro!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a tecnologia dos dias de hoje, a comodidade da comunicação passou a ser imensurável nas nossas vidas. Mas tem uma coisa complicada nisso tudo. Como todo bônus tem seu ônus, viver no mundo moderno faz com que alguns sentimentos novos e estranhos nos acompanhem de perto. Nos últimos tempos tenho percebido uma sensação coletiva de desassistência. Sei lá se essa palavra consta ou não no dicionário, mas é exatamente essa a sensação que tenho em muitos momentos burocráticos da vida. Depois de 41 anos, pela primeira vez estou movendo uma ação na justiça. Sempre achei que existiam formas racionais de resolver as coisas e que nada seria substituído por uma boa conversa olho no olho. Mas esse é um privilégio que o mundo tecnológico nos furtou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada quase cheguei às raias da loucura falando com um desses robôs-humanos contratados pelo Credicard. Já estou movendo uma ação judicial contra eles, e queria apenas conseguir encerrar meu cartão de vez. Depois de resistir a várias investidas da técnica aplicada de “como enlouquecer e desrespeitar seu cliente em menos de cinco minutos”, não consegui o que queria. Todos os empecilhos foram colocados pela robótica treinada. Só faltou ela me pedir a data do meu batizado e a idade do padre naquela época. De resto perguntou tudo e mais um pouco para poder comprovar que eu, era eu mesma. No final me disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sinto muito senhora Gabriela, mas não vou poder efetivar o seu pedido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conste nos autos do processo que isso já fazia mais de 26 minutos de ligação, com uma tensão em nível elevado e palavras sutis que gostariam de dizer bem mais do que o dito. Quando me dei por vencida, exausta pela surra de tele-marketing que acabara de levar, a robótica me diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Credicard agradece a sua ligação e tenha um bom dia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não pude acreditar. Como assim? Ela bebeu??!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não resisti e sai da casinha. Peguei o celular e me transformei no incríevl hulk dos episódios de antigamente e gritei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E a senhora tenha um péééééééééssimo dia, se possível com dor de cabeça e pra completar que na hora de ir pra casa desabe um temporal em São Paulo e tu fiques presa no trânsito por cinco horas!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom gente, depois dessa manhã calamitosa meu dia praticamente acabou. Parecia que eu tinha levado uma surra. Fiquei triste, sentida. Daí comecei a pensar nesse tal sentimento que me invadiu. É a tal desassitência. E se não consta no dicionário vou defini-la aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desassitência – é o contrário da palavra assistência, que tem origem no verbo assistir que, em sua forma transitiva direta, significa ajudar, auxiliar. Em outras palavras, a assistência é o ato de prestar auxílio, ajuda, para alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desassistência é o contrário disso e é um mal dos tempos globalizados, ainda sem cura!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-7689689772115560467?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/7689689772115560467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7992668137360565811&amp;postID=7689689772115560467' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/7689689772115560467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7992668137360565811/posts/default/7689689772115560467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adoromelancia.blogspot.com/2010/03/desassistencia.html' title='(Dês)assistência'/><author><name>Gabi Mazza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16289818622428830118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yyE-iy-Ndgc/Swrpd2AQkAI/AAAAAAAAAEA/6G-o1enSEmA/S220/3x4gabi.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7992668137360565811.post-1776553425651254101</id><published>2010-03-02T09:06:00.004-03:00</published><updated>2010-03-02T09:25:05.190-03:00</updated><title type='text'>Eliane Brum</title><content type='html'>O texto que publico abaixo é de uma mulher a quem muito admiro. Não apenas pelos seus prêmios literários e jornalísticos, mas pela forma que enxerga a vida. Já li todos seus livros e muitas de suas crônicas, mas essa em especial me chega no momento preciso. No mesmo dia em que a Sofia começa o colégio. Como já comentei aqui no post "Cordão umbilical", um dia muito especial nas nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem tirei a tarde de folga para curtir com ela. Mas parece que nós as duas sabíamos que precedia a data de hoje. Tentamos fazer com que nada tivesse acontecendo, mas não conseguimos. Passamos a tarde pensativas e contemplativas. A noite o Nauro foi para o quarto dela, e nós as duas dormimos abraçadinhas. Precisávamos disso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora pela manhã, quando pensei em escrever um post sobre isso, recebi do Nauro essa bela crônica de despedida da Eliane Brum. Como nada nessa vida acontece por acaso, ao ler cada parágrafo dessa despedida, encontrei sentimentos meus. Essa vida é mesmo incrível e ter coragem de reiventá-la, é parte de saber vivê-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torçam por (todos) nós e curtam essas sublimes palavras de Eliane Brum!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;beijos,&lt;br /&gt;Gabi&lt;br /&gt;====================&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Escrivaninha Xerife&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Minha nova vida precisa de gavetas e da coragem de assumir as cicatrizes&lt;br /&gt;ELIANE BRUM&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta coluna é inteiramente sobre mim. Aviso na primeira linha, que é para nenhum leitor reclamar que estava desavisado. Se achar que não vale a pena, pode parar por aqui e pular para outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde pequena, eu sonho com uma escrivaninha Xerife. Não sabia que se chamava xerife a escrivaninha dos meus sonhos. Descobri agora. Esta escrivaninha de madeira é cheia de gavetinhas e escaninhos de vários tamanhos e tem uma tampa. Quando você para de trabalhar, você fecha e ninguém sabe o que há lá dentro. Não tenho a menor ideia de onde eu possa ter visto uma dessas na minha cidade, lá no interior do Rio Grande do Sul. O fato é que eu sempre achei que essa era a única escrivaninha que um escritor poderia ter. Por causa das gavetinhas e, especialmente, por causa da tampa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mágico. Você está lá, escrevendo, todo escancarado e, de repente, você fecha. E até chaveia. Seus anjos e principalmente seus demônios ficam lá dentro, sem risco de se dependurarem no lustre, esconderem-se em algum lugar onde você não os ache ou mesmo assombrar o resto da família. Tive várias escrivaninhas ao longo da vida, de fórmica à penúltima, toda modernosa, feita com madeira de demolição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sábado, comprei minha última, a minha própria Xerife. Por que só agora? Porque só agora a mereci. Decidi que vou me enforcar nas cordas da liberdade. Para isso, precisava me reinventar com tudo aquilo que já era meu. Para marcar este ato, queria transformar algo da matéria volátil dos sonhos em existência concreta. A escrivaninha dos devaneios da minha infância materializou-se, com tudo de incontrolável que existe quando nos arriscamos a desentocar os sonhos – com uma vara que é sempre meio curta – e os expomos às intempéries do real. Foi um ato de profundo simbolismo para mim, que adoro rituais de passagem. Um dia antes da compra, na sexta-feira, deixei a redação da revista ÉPOCA, depois de dez anos. Poderia continuar ali por mais 20 (se continuassem me querendo, claro), mas achei que estava na hora de inventar uma nova vida para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei Porto Alegre e a redação do jornal Zero Hora, onde trabalhei por 11 anos, em janeiro de 2000, para vir para São Paulo e para a ÉPOCA. Estava bem confortável lá. Mas há um momento que, pelo menos para mim, o conforto vira desconforto. Na ocasião, me perguntavam por que eu deixaria tanto para ir para uma cidade maluca. Eu estava em um ótimo momento. Tinha acabado de ganhar um prêmio Esso (que para os jornalistas é muito importante), tinha uma coluna de reportagem (A Vida Que Ninguém Vê) que eu amava, adorava a cidade, tinha mais amigos do que conseguia dar conta, meu próprio apartamento quitado etc etc. Eu gostava de tudo, mas estava curiosa com a possibilidade de criar uma nova história para mim. Respondia: estou indo porque não quero saber como será a minha vida daqui a cinco anos. E fui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, completei dez anos incríveis na ÉPOCA. Fiz reportagens que transformaram a minha vida (e, espero, algumas outras), perambulei por Amazônias desconcertantes (elas são várias e sempre escapam), viajei pelas muitas periferias de São Paulo e testemunhei pequenos grandes milagres de gente. Hoje, sou povoada pelos personagens extraordinários com quem cruzei nesta última década. Sou uma Eliane muito mais rica agora do que quando cheguei. E tudo o que vivi dará sentido à nova Eliane que virá. Não foi uma decisão intempestiva. Ela vem acontecendo dentro – e fora de mim – há um bom tempo. Há cinco anos tenho trabalhado nas férias e finais de semana em projetos paralelos, como documentários, livros, oficinas e palestras. Queria experimentar coisas novas e abrir outros caminhos para fora de mim. Outras maneiras de estar no mundo. Tenho uma convicção comigo: temos uma vida só, mas dentro dessa, podemos viver muitas. E eu quero todas as minhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2008, comecei a escrever sobre a morte, de várias maneiras, em minhas reportagens na ÉPOCA. Olhar o rosto da morte, para mim, era desatar o nó que ainda me impedia de viver uma vida mais viva. Desde pequena, eu tenho esta característica. Quando tenho medo de alguma coisa, vou lá e faço. Quase perdi algumas partes do corpo por causa disso. E certamente perdi algumas porções invisíveis de mim mesma. Ao fazer a principal reportagem desta série, quando acompanhei uma paciente de câncer até o fim da sua vida, perdi um naco da minha alma de supetão. Levei um tempão para parar de sangrar, como quem acompanha esta coluna sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, um dos meus muitos apelidos é “Tixa”, de “lagartixa”. Há quem faça fantasias sobre a origem dele. Mas é bem menos picante. Passei a vida deixando a cauda em sustos pelas esquinas de mundo. Sempre acabo me regenerando, ainda que leve tempo. Todos somos lagartixas em alguma medida, apenas que eu abuso um pouco dessa vantagem evolutiva. Minhas incursões no universo da morte deram-me maior clareza sobre a natureza da vida. Algumas pessoas comentavam que eu devia ter algum problema para ser tão mórbida. Bobagem. Morbidez é outra coisa. Não se fala da morte por causa da morte, mas por causa da vida. Lidar bem com a certeza que todos temos de morrer um dia, mais cedo ou mais tarde, é fundamental para viver melhor. E para compreender a natureza fugaz e preciosa da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida rugiu com mais força dentro de mim depois dessas várias reportagens sobre a morte. A última delas, que encerra um ciclo, sairá em breve na revista. Faço 44 anos em maio. Fiz uns cálculos e descobri que preciso me apressar se quiser conhecer o mundo inteiro – e eu quero. E também para escrever o tanto que sonho. Como já disse mais de uma vez, escrever não é o que faço, é o que sou. E estava na hora de comprar minha escrivaninha Xerife e mudar de cenário. Vou continuar fazendo reportagem. Apenas de um outro jeito, num outro tempo. Sou repórter até os confins da minha alma – e um pouco além. Se conseguir escrever ficção, como também sonho, só será possível pelo tanto de vida real e personagens de carne e osso que conheci nestes últimos 21 anos de reportagem. Só o real é absurdo. A ficção é sempre possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou com medo, muito medo. Volta e meia choro com saudade de uma vida que já não há. Mas eu não tenho medo de ter medo. Deixo um emprego seguro, numa revista onde respeitam o que sou e o que faço, com um bom salário e todos os benefícios, para me entregar ao vazio. Sei que tudo pode dar errado, sempre pode. Mas se der, eu invento outro jeito de seguir adiante. Esta é outra convicção que tenho: prefiro fazer as coisas do meu jeito e cometer meus próprios erros. Tanto quanto os acertos, os erros também devem nos pertencer. Esta nova vida que começa hoje vem sendo construída há muito, mas só no final do ano passado descobri que a hora era agora. Não sei como foi. Nem se houve um momento exato. Lembro de dois pequenos episódios, apenas. Num deles eu corria para algum lugar com o João, meu marido, quando ele interrompeu meu passo marcial e disse: “olha”. Eu olhei para todos os lados e nada vi. Até que, com a ajuda dele, localizei uma florzinha diminuta no meio do concreto. Nós nos acocoramos e ficamos olhando o tanto de detalhes que ela tinha. Como era especial e linda e única. Aprendi isso com o João, que se esquece de tudo para passar intermináveis minutos vendo a forma de uma flor ou de uma nuvem ou de uma fatia de bolo de chocolate. Nunca vi ninguém enxergar tanta beleza no mundo quanto ele. Somos tudo o que somos. Mas as pessoas que amamos exacerbam algumas partes de nós, para o bem e para o mal. E o João tem este efeito sobre mim, de me tornar o melhor do que sou. Naquele instante, percebi que corria tanto para fazer as tantas coisas paralelas que tinha inventado, que estava esquecendo daquilo que sempre deu sentido à minha reportagem, à minha vida: estava esquecendo de olhar de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro episódio aconteceu no final do ano. Eu estava com os meus pais na casa de praia que eles alugam a cada verão. E ficava olhando para eles. Me dava enorme prazer ver os dois se mexendo. Observar o jeito que cada um funcionava com relação a si mesmo e naquele casamento tão amoroso. (Eles andam de mãos dadas depois de 56 anos de casados e o pai dá flores pra mãe no aniversário de “conhecimento”). Num certo momento, fiquei olhando para o cabelo da mãe, o cabelo do pai, o jeito que o vento batia neles. E descobri que não podia mais continuar numa vida que eu não tivesse tempo para olhar o cabelo deles se mexendo com o vento. Quando voltei para São Paulo e para a ÉPOCA, soube que tinha chegado a hora de partir. E agora lá vou eu. Não sei bem para onde, mas sei que é para mais perto de mim mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei então a procurar minha escrivaninha. Entrei no Mercado Livre, o site da internet que vende tudo, e coloquei na busca: “escrivaninha antiga”. E aí veio de todo o jeito e de toda época, com pés palitos, forma de bambolê, e também a minha, que descobri que se chama Xerife. Havia vários exemplares, mas gostei particularmente de duas. Uma era do Rio de Janeiro, o frete seria caro. A outra morava em São Paulo. Apostei nesta. O dono me deixou dar uma olhada nela antes de comprar. E lá fui eu na quinta-feira com o João num galpão da Barra Funda. Ela era uma escrivaninha viva. Olhei para ela, ela olhou para mim, e eu soube que era a “minha”. Como na história do Harry Potter, em que é a varinha mágica que escolhe o bruxo – e só há uma varinha, única e singular, para cada bruxo –, a minha escrivaninha era assim, minha. Nasceu antes de mim e pertenceu a outros donos porque precisava me esperar. Examinamos, eu e o João, ela inteira. E descobrimos que ela tinha mais cicatrizes do que nos prometeram. E alguns moradores indesejados. Numa das gavetinhas, havia um ninho de cupins. Nas costas, ela tinha sido quebrada em algum episódio de violência ou mau humor. Mas eu nunca fui uma boa negociante. As coisas práticas não têm muito efeito sobre mim. A escrivaninha também me receberia com mais rugas e feridas fechadas e abertas do que talvez esperasse. Nenhuma de nós nasceu ontem. Ambas queríamos – e precisávamos – nascer de novo. Aceitei as cicatrizes da minha escrivaninha como parte da história de sua vida antes de mim. E fechei o negócio. Ela queria ir embora pra casa comigo já, eu senti isso. E o João também. Mas eu ainda precisava fazer o depósito e acertar o frete. Enquanto isso, o vendedor providenciaria um exterminador de cupins. Ao contar para a Maíra, minha filha, sobre a escrivaninha, eu dizia, toda empolgada: “ela tem cupins, mas também tem uma alma dentro dela!”. Com seu senso de humor peculiar, Maíra comentou: “Se tem alma, não traz para casa!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que eu tenho um fraco por almas. Venho de uma família de mulheres que falam com os fantasmas que vagam pela casa com a maior sem-cerimônia. Dava até pena do meu tio-avô, um homenzinho pequeno que passou a vida inventando objetos mirabolantes e deu a si mesmo um nome de passarinho. Quando ele arrastava os chinelos pelo assoalho, era despachado pela sua viúva: “Vai-te embora, Graúna, já disse que não te quero aqui!”. Para ele, a morte não mudou nada. A mulher continuava mandando em seu melancólico espectro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é o primeiro dia da minha nova vida. Tenho que fazer um rearranjo completo na minha cabeça programada em mais de duas décadas de vida de funcionária. Não sigo mais uma lógica de segunda a sexta. Posso escrever às 6h da manhã de domingo, como faço agora. E ir ao cinema no meio da tarde de segunda-feira, como pretendo. Minha semana não terá mais finais e começos. Posso ficar acordada à noite e dormir de dia. Posso almoçar à meia-noite e tomar café ao meio-dia. Posso apenas ouvir a chuva batendo no telhado. Posso permanecer olhando para o teto por horas a fio. O tempo é meu. Esta é a grande mudança. Vou perder dinheiro, segurança, carteira assinada, benefícios, férias remuneradas, décimo-terceiro. Em troca, retomo a propriedade do meu tempo. Me preparei para viver com pouco. Criei minha filha, comprei apartamento, não tenho um real de dívida. Só tenho agora que manter o meu corpinho. E ele é bem barato. Três pratos de feijão o deixam todo feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mantenho esta coluna exatamente aqui onde está. Ela faz parte do meu projeto de liberdade. Queria muito continuar, não sabia se queriam que eu continuasse. A ÉPOCA e a Editora Globo quiseram. Sou grata por isso. Assim como pela forma extremamente respeitosa com que a ÉPOCA e a Editora Globo trataram minha saída e meu desejo de reinventar minha vida. Eu adoro escrever para vocês. E amo a internet. Então, toda segunda-feira estarei aqui, como sempre, logo de manhã, para pensarmos juntos sobre essa confusão que é a vida do mundo e a de todos nós. Agora, vou abrir minha escrivaninha Xerife. Estaremos, eu e ela, com todas as gavetas de nossas almas escancaradas. De peito aberto, no vazio. Vamos ver o que conseguimos fazer juntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torçam por mim! (Por nós!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo).&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7992668137360565811-1776553425651254101?l=adoromelancia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://adoromelancia.blogspot.com/feeds/17765534256
