segunda-feira, 19 de julho de 2010

Sotaque francês

Foto: Divulgação_GNT


Há alguns meses meu marido está vivendo um momento Carla Bruni total. Primeiro passava buscando no youtube todas as versões possíveis das interpretações da musa francesa. Até que um belo dia chegou flutuando em casa, com o CD do carro no volume máximo. Tinha comprado todos os discos lançados pela cantora e respirava música francesa.

Quando nos conhecemos a sua única e intocável musa era a Luiza Brunet. A gente brincava com isso, sempre que via algum editorial da ex-garota Dijon. Até comprei algumas revistas de presente, respeitando o bom gosto dele. Afinal de contas, é até uma honra ter um marido babando pela modelo mais completa que esse Brasil já viu.

Mas quando surgiu a Carla Bruni, senti que ele ficou dividido. Aquela voz macia, cantando em francês, era covardia. Além de linda, chiquérrima, inteligente, cheia de personalidade, talentosa, a mulher nasceu em um castelo e pra completar é primeira-dama da França. O que mais poderia compor esse kit perfeição?!

Bueno, não sou ciumenta, mas confesso que já estava ficando repunada daquele refrão:

Pourtant quelqu'un m'a dit
Que tu m'aimais encore,
C'est quelqu'un qui m'a dit que tu m'aimais encore.
Serais ce possible alors ?

Até que dia desses, quando estava matando a saudade do colinha de mãe (vide “Colinho bom”) descobri a pólvora. Zapeando com o controle remoto pela TV a cabo, me deparei com uma boa surpresa. Nada mais, nada menos, do que o charmoséssimo Olivier Anquier em um programa fantástico. Se chama “Diário do Olivier” (GNT) e tem um fusquinha como logo, o que já me encantou.

Para completar, naquele episódio, ele visitava com a filha Júlia o Vale de Loire. O lugar é de sonhos, dos mais lindos da França e como não poderia ser diferente, lugar onde vivia a família paterna do bonitão. Mas a emoção do meu encontro televisivo não para por aí.

A bordo de uma motocicleta, Olivier leva a filha para conhecer Lhuynes, última cidade em que o pai dele moro. Os dois sobem uma ladeira com um lindo vaso de flores na mão, conversando. Ele dizendo para Júlia que o avô vai gostar de vê-la, comenta que os dois têm muito em comum. A nossa sensação ao assistir o programa, é de que vai acontecer o encontro de avô e neta. Ele diz:

- Seu avô vai ficar feliz com essa visita, faz tempo que eu não venho.

Nesse momento aparece um lindo cemitério, aos pés de um Castelo Medieval, e os dois caminham até o túmulo do pai dele. A cena é de chorar. O carinho e a naturalidade conversando com o pai, e a emoção da guria, são sentimentos tão puros, que contagiam. Ela sugere plantar a flor ali, para que o avô aprecie sempre o aroma daquele presente. Os dois cavam um buraco e deixam ali uma singela e colorida prova dos laços de amor que transcendem o tempo.

Depois disso a viagem segue, e Olivier mostra o rio em que pescava com o pai quando tinha doze anos. Tudo isso mesclado com informações interessantes sobre a geografia e história do local. A viagem termina com os dois visitando uma caverna e ensinando a receita secular da pêra batida (Poire tapée), o método mais antigo de conservação da fruta. O programa acaba e eu fico inebriada com a descoberta que acabo de fazer.

Lindo, sensível, bom pai e ainda cozinha que é uma loucura. Eu tenho certeza de que meu amor não vai ficar com ciúmes. Agora não tenho dúvidas de que um pouquinho de sotaque francês na nossa vida faz um bem danado.

E não é que o Nauro tinha razão.

Vive La France!

4 comentários:

Gabi Mazza disse...

Vive la France. Adorei, e me emocionei com a cena do pai e da filha.
Nauro Jr.

Marilia disse...

hahaha palmas pros 2!!! tb adoro a carla Bruni e o programa do Olivier . bjs

Simone Bello disse...

Gabi,
Assisti o programa e tbém me emocionei,aliás adoro o Olivier e sempre acompanho os programas dele,e olha que meu marido tbém sempre teve uma queda pela Luiza Brunet,mas o Olivier tbém é muito gato!!!!
Bjs

MAIRA BRITES disse...

"QUE MARRAVILHA!!!!!!! ULA...LÁ!!!"
COMO DIZEM OS FRANCESES, ESSA CARLA BRUNI PARECE MEL, SEI LÁ, NELA TUDO É DOCE...