segunda-feira, 30 de novembro de 2009

E fez-se a luz...

Uma das minhas maiores amigas completa hoje 40 anos. Para mim se chama Moby, mas de batismo é minha xará: Gabriela.

Nos conhecemos desde pequena, porque ela é prima do Diego, que é meu vizinho desde as fraldas, aqui na zona do Areal fundos. Na adolescência nos afastamos por um tempo e quando nos vimos novamente, ela, com 17 anos, já carregava nos braços a Olívia.

Somos bem diferentes, mas temos muitas coisas em comum.

Testemunhamos juntas as descobertas e conflitos mais importantes de nossas vidas. Rimos e choramos em vários momentos. Sempre soubemos ouvir uma a outra. Mesmo a mais velha sendo eu, é dela que sempre saem as palavras mais maduras. E eu, com aquela cara de colegial, acato suas sábias observações.

Já tivemos passagens hilárias no nosso diário de memórias. Nos demos a mão nos momentos de maior dor de nossas vidas. Ela cuidou da Sofia por mim no hospital, quando minhas forças estavam acabando. Cuidou de mim, quando as forças acabaram. Cuidou do Nauro quando eu não podia mais cuidar de nada.

Dela escutei a frase que precisava para iniciar a revolução mais decisiva da minha vida. Daquelas frases que ficam grudadas na nossa alma e detonam uma série de descobertas interiores. Frases duras que só os amigos de verdade conseguem verbalizar com carinho.

Nossos encontros são sempre regados a chimarrão, sol e muita comida – independente da estação e das condições climáticas. A Moby é totalmente color, e eu absolutamente cáqui. Ela não pisa na rua sem lambuzar um batom marcante na boca e eu, com sorte, me atiro em um brilho rosado. Mas com tudo isso temos muito em comum.

Dividimos sonhos, somos loucas pelas nossas filhas e nossa amizade sempre foi regada por dois ingredientes que germinam afeto: respeito e admiração.

Há dois anos atrás, minha amiga querida passou por momentos de escuridão. Algumas circunstâncias fizeram com que sua vida parasse por algum tempo. Um turbilhão de coisas paralisou o contato com o mundo aqui fora. Nesse período foi como se ela estivesse no exílio. Senti saudades e me questionei por mais de mil vezes se eu não tinha como fazer alguma coisa para tirá-la daquilo.

Até que um anjo luminoso apareceu e fez-se a luz. Um médico fantástico que a trouxe de volta para as cores que tanto gosta. E como acontece em todas as tragédias, podemos escolher em ser vítimas ou sobreviventes delas. Ela por sorte, escolheu sair ainda mais forte. Saiu de salto alto, é claro, linda e loura.

E hoje comemora essa data que tanto gosta com um brilho a mais naquele par de olhos verdes. Já que a vida começa aos 40, um brinde a minha amiga Moby e bem vinda à vida!

3 comentários:

Cristina disse...

Ermã,
Manda um beijão, um abração para a Moby.
Obs.Fui as lágrimas...

Nauro Júnior disse...

Esta é amiga mesmo, companheira de panelas de pipoca, e até, quase foi presa junto com a minha Gabi e um fuca abacate que as duas viviam dentro... Beijos Mobynha, te amo,,

Anônimo disse...

Peque manda um grande bijo e um abração para a Mobi.
A Mobié muito minha amiga manda muitos bijos, ela merese.
bEIjos luluca